{"id":19410,"date":"2018-06-19T11:46:32","date_gmt":"2018-06-19T11:46:32","guid":{"rendered":"https:\/\/cnpem.staging.wpengine.com\/?p=19410"},"modified":"2022-11-10T16:02:34","modified_gmt":"2022-11-10T19:02:34","slug":"obstaculos-no-caminho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/obstaculos-no-caminho\/","title":{"rendered":"Obst\u00e1culos no caminho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2018\/06\/18\/obstaculos-no-caminho\/\">Revista Pesquisa FAPESP<\/a>, 18 de junho de 2018<\/p>\n<header class=\"post\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Demora em alcan\u00e7ar a viabilidade econ\u00f4mica do etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o afasta investidores, mas algumas empresas persistem na corrida<\/em><\/p>\n<div class=\"cabecalho-interna\" style=\"text-align: justify;\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-1.jpg?w=1200&#038;ssl=1\" sizes=\"(max-width: 2458px) 100vw, 2458px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-1.jpg 2458w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-1-250x110.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-1-700x308.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-1-120x53.jpg 120w\" alt=\"\" \/><\/p>\n<div class=\"wp-caption\"><em>Planta de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o da Ra\u00edzen, em Piracicaba<\/em><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"post-content\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A corrida para produzir comercialmente o etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o, obtido a partir de celulose, est\u00e1 durando bem mais do que o esperado. V\u00e1rios competidores desistiram no meio do caminho e hoje vive-se um momento decisivo, com disputa pela lideran\u00e7a. Tr\u00eas plantas industriais parecem estar pr\u00f3ximas de atingir um est\u00e1gio de efici\u00eancia tecnol\u00f3gica e viabilidade econ\u00f4mica. Duas delas est\u00e3o no Brasil: uma da Ra\u00edzen, em Piracicaba (SP), e outra da GranBio, em S\u00e3o Miguel dos Campos (AL). Ambas utilizam como mat\u00e9ria-prima res\u00edduos da cana-de-a\u00e7\u00facar, como palha e baga\u00e7o, que sobram da produ\u00e7\u00e3o tradicional de bioetanol. A terceira, do cons\u00f3rcio Poet-DSM, funciona em Emmetsburg, no estado norte-americano de Iowa, e converte restos da produ\u00e7\u00e3o de milho em combust\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A persist\u00eancia das tr\u00eas empresas \u00e9 extraordin\u00e1ria em um ambiente que vem acumulando expectativas frustradas. Uma d\u00e9cada atr\u00e1s, evid\u00eancias de que j\u00e1 existia tecnologia madura para produzir biocombust\u00edveis em grande escala a partir de mat\u00e9ria-prima farta \u2013 como madeira ou res\u00edduo agr\u00edcola \u2013 atra\u00edram um consider\u00e1vel volume de capital de risco, investido na constru\u00e7\u00e3o do que seriam as primeiras plantas comerciais. O pre\u00e7o alto do petr\u00f3leo \u2013 com picos acima de US$ 100 por barril entre 2008 e 2011 \u2013 e os fortes incentivos p\u00fablicos nos Estados Unidos para a produ\u00e7\u00e3o de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o tornavam o cen\u00e1rio ainda mais atraente. Mas a decis\u00e3o de construir as usinas mostrou-se muito mais arriscada do que o esperado. Obst\u00e1culos nos processos de produ\u00e7\u00e3o, que impediam o funcionamento cont\u00ednuo dos equipamentos, associaram-se aos custos altos de alguns dos insumos, mostrando que faltavam pesquisa e investimentos para construir uma trajet\u00f3ria mais competitiva.<\/p>\n<div id=\"attachment_258952\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"text-align: justify;\"><a title=\"\" href=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-2.jpg?ssl=1\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-258952 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-2.jpg?resize=1200%2C758&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 2262px) 100vw, 2262px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-2.jpg 2262w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-2-250x158.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-2-700x442.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-2-120x76.jpg 120w\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"758\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em>Convers\u00e3o do baga\u00e7o de cana em combust\u00edvel est\u00e1 pr\u00f3xima da viabilidade comercial<span class=\"media-credits\">Imagem: Ra\u00edzen<\/span><\/em><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguiu-se um per\u00edodo depressivo. Segundo dados da consultoria Bloomberg New Energy Finance, os investimentos globais em biocombust\u00edveis de nova gera\u00e7\u00e3o, que chegaram perto de US$ 3 bilh\u00f5es em 2011, ca\u00edram para menos de US$ 1 bilh\u00e3o em 2013 e pouco mais de meio bilh\u00e3o em 2016. Empresas reviram seus planos. O grupo espanhol Abengoa fechou em 2015 sua usina em Hugoton, Kansas, Estados Unidos. Em novembro passado, a multinacional DowDuPont colocou \u00e0 venda, por US$ 225 milh\u00f5es, sua planta de etanol celul\u00f3sico na cidade de Nevada, em Iowa, Estados Unidos, e ainda n\u00e3o conseguiu um comprador. A empresa anunciou que continuar\u00e1 no mercado de biocombust\u00edveis oferecendo insumos especializados, como leveduras geneticamente modificadas capazes de melhorar o rendimento dos produtores. A unidade tem capacidade para produzir 110 milh\u00f5es de litros de etanol por ano, mas nunca operou comercialmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Startups criadas nos Estados Unidos para dar suporte \u00e0 ind\u00fastria acabaram corrigindo seus planos de neg\u00f3cio, caso da Solazyme, de S\u00e3o Francisco, que se dedica \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos, ou da Amyris, de Emeryville, Calif\u00f3rnia, que agora fabrica cosm\u00e9ticos, fragr\u00e2ncias e medicamentos contra a mal\u00e1ria. \u201cO caminho para o desenvolvimento da tecnologia tem sido mais longo e substancialmente mais dispendioso do que havia sido antecipado pelos especialistas\u201d, afirma o engenheiro Viler Janeiro, diretor de neg\u00f3cios de etanol celul\u00f3sico do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), empresa de biotecnologia que construiu uma planta de demonstra\u00e7\u00e3o no munic\u00edpio paulista de S\u00e3o Manuel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na produ\u00e7\u00e3o de etanol de primeira gera\u00e7\u00e3o, apenas um ter\u00e7o da biomassa \u00e9 utilizada, por meio da fermenta\u00e7\u00e3o da sacarose do suco da cana. O desafio, na segunda gera\u00e7\u00e3o, \u00e9 aproveitar tamb\u00e9m o baga\u00e7o e a palha, fontes de celulose, hemicelulose e lignina, que respondem pelos outros dois ter\u00e7os da energia da planta e n\u00e3o s\u00e3o metabolizados no sistema convencional. De modo geral, as tecnologias aplicadas nas usinas de segunda gera\u00e7\u00e3o submetem a biomassa a um pr\u00e9-tratamento, para quebrar a estrutura do material lignocelul\u00f3sico; a processos de hidr\u00f3lise, em que enzimas s\u00e3o utilizadas para converter pol\u00edmeros de celulose e hemicelulose em a\u00e7\u00facares; e de fermenta\u00e7\u00e3o, com uso de leveduras modificadas geneticamente que transformam os a\u00e7\u00facares provenientes da biomassa em etanol. O desenvolvimento de leveduras avan\u00e7ou de forma desigual no aproveitamento da celulose e da hemicelulose. H\u00e1 microrganismos mais eficientes na quebra das hexoses, a\u00e7\u00facares de seis carbonos origin\u00e1rios da celulose, do que na das pentoses, a\u00e7\u00facares de cinco carbonos provenientes da hidr\u00f3lise da hemicelulose. Outro gargalo importante para atingir a viabilidade econ\u00f4mica se relaciona ao custo das enzimas necess\u00e1rias para gerar os a\u00e7\u00facares, considerado ainda muito elevado.<\/p>\n<div id=\"attachment_258953\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"text-align: justify;\"><a title=\"\" href=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-3.jpg?ssl=1\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-258953 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-3.jpg?resize=1200%2C760&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1482px) 100vw, 1482px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-3.jpg 1482w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-3-250x158.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-3-700x444.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-3-120x76.jpg 120w\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"760\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em>Bioflex, usina da GranBio em S\u00e3o Miguel dos Campos, Alagoas: tecnologia importada da It\u00e1lia n\u00e3o funcionou como prometido<span class=\"media-credits\">Imagem: GranBio<\/span><\/em><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o engenheiro qu\u00edmico Carlos Eduardo Vaz Rossell, \u00e9 crucial melhorar a efici\u00eancia das enzimas e reduzir seu pre\u00e7o. \u201cO Brasil tem uma vantagem, que \u00e9 a disponibilidade de um grande volume de biomassa na pr\u00f3pria usina na forma de baga\u00e7o. Isso ajuda na busca da viabilidade econ\u00f4mica e justifica novos investimentos em pesquisa\u201d, diz Rossell, que coordenou entre 2010 e 2016 a planta-piloto do Laborat\u00f3rio<br \/>\nNacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), vinculado ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao aproveitamento da palha, h\u00e1 desafios de ordem log\u00edstica \u2013 ela tem que ser retirada do campo e trazida para a usina \u2013 e de produtividade. O engenheiro qu\u00edmico Antonio Bonomi, coordenador da divis\u00e3o de intelig\u00eancia de processos do CTBE, afirma que ainda n\u00e3o se sabe ao certo o quanto de palha deve ser retirado dos canaviais para utilizar como mat\u00e9ria-prima. \u201cA manuten\u00e7\u00e3o de parte da palha melhora a produtividade da cana, preservando a umidade e os nutrientes.\u201d Somados a esses desafios, surgiram problemas de engenharia que n\u00e3o haviam sido previstos, alguns de solu\u00e7\u00e3o cara e complexa, que impediram o funcionamento da maioria das plantas no prazo estipulado.<\/p>\n<blockquote><p><strong>O custo das enzimas necess\u00e1rias para produzir etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 elevado<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Artur Milanez, gerente de biocombust\u00edveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), discorda da percep\u00e7\u00e3o corrente de que a demora na viabilidade econ\u00f4mica signifique um fracasso da tecnologia. \u201cEstamos vivendo a fase final de pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D). \u00c9 comum, quando s\u00e3o testadas rotas tecnol\u00f3gicas, ocorrer um processo de afunilamento at\u00e9 chegar ao processo mais eficiente\u201d, afirma. Em 2011, o BNDES e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) empenharam R$ 3 bilh\u00f5es no Plano Conjunto de Apoio \u00e0 Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica Industrial dos Setores Sucroenerg\u00e9tico e Sucroqu\u00edmico (Paiss), para o desenvolvimento de novas tecnologias de processamento da biomassa de cana. Na carteira de projetos apoiados estavam a Ra\u00edzen e a GranBio, ao lado de empresas como a Abengoa, o CTC, a Petrobras, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem parece mais perto de alcan\u00e7ar a escala comercial \u00e9 a Ra\u00edzen. Joint venture da brasileira Cosan e da multinacional Shell, a empresa montou em 2014 uma planta em Piracicaba que produz ao mesmo tempo as duas gera\u00e7\u00f5es do combust\u00edvel. Na \u00faltima safra, produziu 12 milh\u00f5es de litros de etanol celul\u00f3sico \u2013 \u00a0a meta \u00e9 atingir 25 milh\u00f5es de litros neste ano e 40 milh\u00f5es de litros, capacidade total instalada, no ano que vem. A Ra\u00edzen valeu-se de um investimento feito na d\u00e9cada passada pela Shell: a participa\u00e7\u00e3o na empresa Iogen Energia, que tem uma planta-piloto de etanol extra\u00eddo de palha de trigo em Ottawa, no Canad\u00e1. \u201cFizemos uma an\u00e1lise da viabilidade da tecnologia e vimos que era interessante\u201d, conta Antonio Stuchi, diretor-executivo de Tecnologias e Projetos da Ra\u00edzen.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Canad\u00e1, a ideia de aproveitar a palha de trigo n\u00e3o vingou: o processo demandava uma quantidade de \u00e1gua considerada antiecon\u00f4mica. Mas o conhecimento foi \u00fatil para a estrat\u00e9gia da Ra\u00edzen. \u201cT\u00ednhamos d\u00favida se as enzimas teriam efici\u00eancia e est\u00e1vamos no escuro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 capacidade das leveduras de atuar sobre as pentoses\u201d, lembra. Nenhum desses temores se concretizou. \u201cMas fomos pegos de surpresa com problemas de engenharia.\u201d O elevado n\u00edvel de sujeira na biomassa levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de uma etapa de pr\u00e9-limpeza. Tamb\u00e9m foi preciso redesenhar o processo de separa\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facares e de lignina e introduzir mais filtros e centr\u00edfugas. Mas o principal problema era a corros\u00e3o dos equipamentos no pr\u00e9-tratamento, levando a uma opera\u00e7\u00e3o intermitente. \u201cA agressividade da palha da cana, rica em s\u00edlica, era muito maior do que a da palha de trigo\u201d, afirma Stuchi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"\" href=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268.jpg?ssl=1\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-258956 aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268.jpg?w=1200&#038;ssl=1\" sizes=\"(max-width: 1297px) 100vw, 1297px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268.jpg 1297w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-250x220.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-700x616.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-120x106.jpg 120w\" alt=\"\" \/><\/a>O engenheiro-agr\u00f4nomo Gon\u00e7alo Pereira, professor do Instituto de Biologia da Unicamp que foi cofundador e cientista-chefe da GranBio, observa que as empresas cometeram o erro de transferir tecnologias de plantas-piloto para usinas sem test\u00e1-las em um n\u00edvel intermedi\u00e1rio. \u201cAcreditava-se que o grande gargalo estaria nas etapas biotecnol\u00f3gicas, de enzimas e leveduras, que foram superadas. Ningu\u00e9m imaginou que haveria problemas na parte mec\u00e2nica do processo, nos equipamentos do pr\u00e9-tratamento\u201d, diz. Segundo ele, apostou-se que o comportamento da celulose na ind\u00fastria de papel se repetiria. \u201cEnquanto a estrutura da lignocelulose da madeira repele \u00e1gua e amolece no pr\u00e9-tratamento, o baga\u00e7o de cana funciona como uma esponja e forma uma esp\u00e9cie de mingau com fibras e s\u00edlica. Esse material n\u00e3o consegue ser facilmente transportado ou desaguado, levando \u00e0 eros\u00e3o, ao entupimento de canaliza\u00e7\u00f5es e v\u00e1lvulas, e ao travamento de roscas\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os problemas enfrentados pela Ra\u00edzen na opera\u00e7\u00e3o experimental de segunda gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o impediram a usina de seguir produzindo na primeira gera\u00e7\u00e3o \u2013 enquanto os concorrentes montaram unidades exclusivas de etanol celul\u00f3sico e n\u00e3o conseguiam faz\u00ea-las funcionar. Stuchi explica que a estrat\u00e9gia de produzir os dois tipos de etanol permitiu v\u00e1rias sinergias. \u201cNa primeira gera\u00e7\u00e3o, obtemos um excedente de biomassa que faz parte do custo operacional. Aproveitamos essa mat\u00e9ria-prima, que est\u00e1 na usina, para o etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m h\u00e1 processos convergentes de fermenta\u00e7\u00e3o e destila\u00e7\u00e3o. Outro ponto \u00e9 a demanda por \u00e1gua. Parte-se de biomassa s\u00f3lida e \u00e9 necess\u00e1rio fazer sua dilui\u00e7\u00e3o \u2013 e eu posso utilizar a \u00e1gua evaporada na unidade de primeira gera\u00e7\u00e3o. Isso ajudou a conter a necessidade de investimentos complementares e a demonstrar aos acionistas que nossos processos poderiam ser mais competitivos.\u201d A produ\u00e7\u00e3o conjunta de primeira e de segunda gera\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo \u00fatil para garantir a sustentabilidade do processo, mas isso n\u00e3o significa que o modelo h\u00edbrido ser\u00e1 dominante. \u201cA vantagem de uma planta que opera apenas a segunda gera\u00e7\u00e3o \u00e9 que ela teria mais flexibilidade para produzir, trazendo mat\u00e9ria-prima de outras culturas adequadas ao processo produtivo\u201d, diz Artur Milanez, do BNDES.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um expediente adotado na montagem das usinas de segunda gera\u00e7\u00e3o foi combinar tecnologias licenciadas de outras empresas. Milanez lembra que existia uma cren\u00e7a de que o Brasil poderia se valer das tecnologias desenvolvidas no exterior, bastando eventuais ajustes de \u201ctropicaliza\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cSempre acreditamos que as adequa\u00e7\u00f5es \u00e0s caracter\u00edsticas da biomassa brasileira seriam um desafio e o sucesso da Ra\u00edzen mostra que era indispens\u00e1vel criar solu\u00e7\u00f5es localmente\u201d, afirma.<\/p>\n<div id=\"attachment_258955\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"text-align: justify;\"><a title=\"\" href=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-5.jpg?ssl=1\" data-rel=\"lightbox-image-3\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-258955 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-5.jpg?resize=1200%2C759&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1662px) 100vw, 1662px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-5.jpg 1662w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-5-250x158.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-5-700x443.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-5-120x76.jpg 120w\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"759\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Planta de etanol celul\u00f3sico da DowDuPont, nos Estados Unidos, que est\u00e1 \u00e0 venda<span class=\"media-credits\">Imagem: DuPont<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A GranBio comprou licen\u00e7as de v\u00e1rias tecnologias para estabelecer sua usina em Alagoas, a Bioflex. A DSM, da Holanda, forneceu a primeira levedura testada, a Novozymes, da Dinamarca, enzimas para hidr\u00f3lise, enquanto a italiana Mossi Ghisolfi (MG) foi a respons\u00e1vel pelos sistemas de pr\u00e9-tratamento e hidr\u00f3lise. A tecnologia n\u00e3o funcionou como o prometido, em especial o pacote adquirido do grupo da It\u00e1lia. \u201cO que se viu no primeiro momento foi um aut\u00eantico colapso do sistema\u201d, reconhece Bernardo Gradin, presidente da GranBio. Para complicar a situa\u00e7\u00e3o, a GranBio perdeu seu principal interlocutor junto \u00e0 MG com a morte tr\u00e1gica de um dos donos do grupo, Guido Ghisolfi, um aparente suic\u00eddio, em mar\u00e7o de 2015, apenas quatro meses ap\u00f3s a Bioflex iniciar seus testes. \u201cPassamos quase um ano sem poder tocar na planta, que estava passando por per\u00edcias. O pioneirismo exigiu muito mais paci\u00eancia do que imagin\u00e1vamos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A disputa foi parar em uma corte de arbitragem em Londres e o caso deve ter uma solu\u00e7\u00e3o negociada em breve. No final de 2017, a empresa italiana entrou em recupera\u00e7\u00e3o judicial e interrompeu as atividades da planta que havia constru\u00eddo na cidade de Crescentino para produzir etanol a partir de palha de arroz e de trigo, e de cana-do-reino. Al\u00e9m dos R$ 750 milh\u00f5es gastos na constru\u00e7\u00e3o da planta e do sistema de cogera\u00e7\u00e3o de energia, a GranBio investiu R$ 150 milh\u00f5es em P&amp;D, o que envolveu uma equipe de 45 pesquisadores e a aquisi\u00e7\u00e3o de patentes complementares, com apoio financeiro da Finep. Tamb\u00e9m investiu mais R$ 40 milh\u00f5es em P&amp;D para o desenvolvimento de variedades da chamada cana energia, capaz de fornecer mais de 2,5 vezes biomassa do que a cana tradicional.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Agressividade da palha de cana, rica em s\u00edlica, causou eros\u00e3o nos equipamentos de pr\u00e9-tratamento<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, pouca coisa sobrou na Bioflex do pacote oferecido pelos italianos. Um novo processo de pr\u00e9-tratamento foi desenvolvido e a hidr\u00f3lise enzim\u00e1tica estendida. A M&amp;G prometia promover a hidr\u00f3lise em apenas 19 horas, enquanto a tecnologia atual requer entre 48 e 90 horas. Para dar suporte ao novo processo, foi necess\u00e1rio construir seis tanques de fermenta\u00e7\u00e3o al\u00e9m dos dois que existiam, a fim de abrigar a biomassa por um per\u00edodo maior e adequar o sistema de efluentes. A GranBio investiu em tecnologia pr\u00f3pria \u2013 criou, por exemplo, leveduras em parceria com a Unicamp \u2013 e foi buscar tecnologia fora: investiu em uma empresa norte-americana, a American Process Inc. (API), que havia desenvolvido plataformas de pr\u00e9-tratamento de biomassa para produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar celul\u00f3sico. Det\u00e9m hoje mais de uma centena de patentes nos Estados Unidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A corros\u00e3o dos equipamentos tamb\u00e9m foi um problema s\u00e9rio para a empresa. Em um processo conhecido como explos\u00e3o de vapor (<em>steam-explosion<\/em>), em que a biomassa \u00e9 submetida a condi\u00e7\u00f5es de temperatura e de press\u00e3o muito elevadas e sofre descompress\u00e3o repentina, o choque do material com as paredes dos equipamentos do pr\u00e9-tratamento provocava avarias quase di\u00e1rias, interrompendo a produ\u00e7\u00e3o. Foi necess\u00e1rio simplificar o processo, eliminando uma de suas etapas. \u201cSa\u00edmos de uma tecnologia que se mostrou invi\u00e1vel, com dois est\u00e1gios de pr\u00e9-tratamento, sendo um deles com a\u00a0<em>steam-explosion<\/em>, para uma tecnologia com um \u00fanico est\u00e1gio de cozimento menos severo, conhecido como LHW (Liquid Hot Water), acrescido de uma etapa de tratamento mec\u00e2nico das fibras usando um equipamento espec\u00edfico para esse fim\u201d, explica Gradin. Com isso, a planta come\u00e7ou a operar: em 2017, atingiu capacidade para 28 milh\u00f5es de litros de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o \u2013 5 milh\u00f5es de litros foram exportados para os Estados Unidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para assegurar a viabilidade comercial, s\u00e3o necess\u00e1rios mais recursos \u2013 R$ 35 milh\u00f5es neste ano e R$ 45 milh\u00f5es em 2019 \u2013 para alcan\u00e7ar uma produ\u00e7\u00e3o de 45 milh\u00f5es de litros e 60 milh\u00f5es de litros, respectivamente. Em agosto, Gradin vai apresentar a GranBio em um evento na Holanda como uma empresa diferente daquela de 2014, agora com tecnologias desenvolvidas no Brasil e capacidade de licenci\u00e1-las mundialmente.<\/p>\n<div id=\"attachment_258954\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"text-align: justify;\"><a title=\"\" href=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-4.jpg?ssl=1\" data-rel=\"lightbox-image-4\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-258954 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-4.jpg?resize=1200%2C910&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1215px) 100vw, 1215px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-4.jpg 1215w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-4-250x190.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-4-700x531.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/058-063_Etanol-2G_268-4-120x91.jpg 120w\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"910\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em>Fardos de palha de milho coletados no estado de Iowa para produ\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel<span class=\"media-credits\">Imagem: Iowa State University<\/span><\/em><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora discreto, um aumento do interesse na segunda gera\u00e7\u00e3o \u00e9 estimulado por nova escalada dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo \u2013 na casa dos US$ 75 d\u00f3lares o barril nos \u00faltimos meses. Em entrevista ao jornal\u00a0<em>Financial Times<\/em>, Feike Sijbesma, executivo da holandesa DSM, que produz etanol celul\u00f3sico em Iowa, Estados Unidos, em parceria com a norte-americana Poet, disse que a cota\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo amplia as chances de a empresa oferecer um produto competitivo. \u201cQual \u00e9 o patamar confort\u00e1vel para n\u00f3s? Por volta de US$ 70 o barril\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Batizada de Project Liberty, a planta da Poet-DSM foi inaugurada em 2014. Sua meta \u00e9 produzir 72 gal\u00f5es (272,5 litros) por tonelada de res\u00edduo de milho e ela est\u00e1 perto disso: j\u00e1 obteve 70 gal\u00f5es (265 litros) por tonelada. H\u00e1 um ano, o cons\u00f3rcio Poet-DSM anunciou a constru\u00e7\u00e3o de uma unidade para fabricar as enzimas usadas para quebrar a celulose dos res\u00edduos de milho. Segundo Sijbesma, o principal desafio tem sido organizar a coleta de res\u00edduos de milho. A exemplo do que ocorreu com a cana, h\u00e1 dificuldades para remover sujeira e areia do material.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na avalia\u00e7\u00e3o de Antonio Bonomi, do CTBE, parte da fragilidade no esfor\u00e7o de pesquisa em busca do \u00e1lcool de celulose se deve ao fato de n\u00e3o existir um mercado mundial do combust\u00edvel capaz de pressionar por avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos. \u201cE mesmo no Brasil a segunda gera\u00e7\u00e3o enfrenta a concorr\u00eancia de primeira gera\u00e7\u00e3o, uma rota de sucesso que funciona muito bem.\u201d Uma conjuntura mais favor\u00e1vel surgiu h\u00e1 dois anos, quando a Confer\u00eancia de Paris estabeleceu o compromisso de limitar o aumento da temperatura no planeta e prop\u00f4s cen\u00e1rios de baixa emiss\u00e3o de carbono em que a energia de biomassa tem papel essencial. No Brasil, o lan\u00e7amento de uma nova Pol\u00edtica Nacional de Biocombust\u00edveis, que premia a produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de etanol, pode servir como um est\u00edmulo adicional \u00e0 segunda gera\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2018\/04\/17\/impacto-no-mercado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>ver\u00a0<\/em>Pesquisa FAPESP\u00a0<em>n\u00ba 266<\/em><\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pioneiro na pesquisa da utiliza\u00e7\u00e3o de biomassa para produ\u00e7\u00e3o de energia, o bi\u00f3logo norte-americano Lee Lynd, professor da Thayer School of Engineering, no Dartmouth College, sustenta que um equ\u00edvoco cometido por governos e investidores foi apostar maci\u00e7amente na constru\u00e7\u00e3o de grandes usinas, preocupando-se menos em financiar avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos capazes de reduzir custos de produ\u00e7\u00e3o. No desenvolvimento das energias solar e e\u00f3lica, ele observa, investiu-se primeiro em nichos para depois buscar alvos mais ambiciosos. Aplica\u00e7\u00f5es iniciais de pequeno porte propiciam um aprendizado mais r\u00e1pido, defendeu Lynd em um artigo publicado em outubro na revista\u00a0<em>Nature Biotechnology<\/em>. \u201cAs tecnologias das baterias foram empregadas em produtos eletr\u00f4nicos antes de serem usadas em carros h\u00edbridos\u201d, exemplificou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lynd foi um dos fundadores da Mascoma, empresa de pesquisa em biocombust\u00edveis que em 2005 recebeu aportes de investidores como Vinod Khosla, o fundador da Sun Microsystems, e do Departamento de Energia dos Estados Unidos. Como aconteceu com outras startups, n\u00e3o conseguiu viabilizar a meta de converter biomassa n\u00e3o comest\u00edvel em etanol. Em 2014, a Mascoma foi vendida para uma empresa canadense, a Lallemand, interessada em leveduras desenvolvidas segundo uma t\u00e9cnica criada por Lynd. O bi\u00f3logo, contudo, n\u00e3o desistiu dos planos originais. Trabalha em outra empresa, a Enchi, com prop\u00f3sitos semelhantes aos da Mascoma.<\/p>\n<\/div>\n<\/header>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista Pesquisa FAPESP, 18 de junho de 2018 Demora em alcan\u00e7ar a viabilidade econ\u00f4mica do etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o afasta investidores, mas algumas empresas persistem na corrida Planta de etanol&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1163,1224],"tags":[],"class_list":["post-19410","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clipping-cnpem","category-clipping-lnbr","category-1163","category-1224","description-off"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.1 - 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