{"id":1924,"date":"2009-02-22T17:43:22","date_gmt":"2009-02-22T17:43:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/?p=1924"},"modified":"2026-03-03T10:21:36","modified_gmt":"2026-03-03T13:21:36","slug":"o-lugar-de-cada-um","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/o-lugar-de-cada-um\/","title":{"rendered":"O lugar de cada um"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>22\/02\/2009 &#8211; <a href=\"https:\/\/www.cpopular.com.br\/metropole\/conteudo\/mostra_noticia.asp?noticia=1621187&amp;area=2230&amp;authent=A899DF82131562A9ABDEB01227639B\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Revista Metr\u00f3pole, Correio Popular<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na ativa: de ordenhadores de vacas a fot\u00f3grafos de \u00e1tomos, n\u00e3o faltam candidatos dispostos a abra\u00e7ar carreiras fora do comum<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Longe do calor dos tr\u00f3picos, mo\u00e7as manuseiam alimentos e flores, imersas em c\u00e2maras frias. Um motorneiro pilota um bonde num caminho percorrido quase de olhos fechados, de t\u00e3o certo, enquanto duas irm\u00e3s, em gestos r\u00e1pidos, transformam sinais gr\u00e1ficos em leitura do closed caption da TV. Num s\u00edtio, n\u00e3o muito longe da cidade, um homem alinha vacas para a ordenha e outro, em microsc\u00f3pio potente, segue sua rotina de registrar \u00e1tomos em imagem. E todos, sem exce\u00e7\u00e3o, t\u00eam um tra\u00e7o que os iguala e distingue: ocupam profiss\u00f5es incomuns ou quase em vias de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antonio Donizete Praxedes vem de uma fam\u00edlia de sitiantes. \u201c\u00c9 a quarta gera\u00e7\u00e3o\u201d, diz, orgulhoso, uma vez que inicia o sobrinho, Caio Fratini, de 13 anos, na mesma atividade. O menino, em f\u00e9rias escolares, adora estar no s\u00edtio, apesar de descobrir a dor ao ordenhar vacas. \u201cD\u00f3i um pouco o bra\u00e7o.\u201d J\u00e1 \u00e9 dono de 17 cabe\u00e7as de gado. \u201cAqui \u00e9 gostoso\u201d, diz. Fratini mora com a m\u00e3e, em Sousas. \u201cQuando estou em casa, fico jogando o dia inteiro. N\u00e3o tem nada para fazer\u201d, compara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando a noite quase adormece no dia, \u00e0s 4h30, Antonio Donizete Praxedes est\u00e1 na lida para tirar leite em seu s\u00edtio, em Joaquim Eg\u00eddio. Tr\u00eas horas depois, o trabalho est\u00e1 pronto. E o mais curioso: cada animal tem nome pr\u00f3prio que, em geral, faz uma refer\u00eancia ao seu dono. Cabe\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das vacas de Caio. Brincadeiras \u00e0 parte, a rotina n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. \u201c\u00c9 uma profiss\u00e3o que est\u00e1 acabando\u201d, atesta Praxedes. E explica a raz\u00e3o: \u201cO incentivo \u00e9 muito pouco e o custo \u00e9 muito alto.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sitiante conta que no campo, se quiser, tem atividade para preencher as 24 horas do dia. \u201cSe for ficar procurando, n\u00e3o paro\u201d. O corpo \u00e9 que n\u00e3o aguenta. Depois do almo\u00e7o \u00e9 costume fazer a sesta. Antes de exercer a atividade, Praxedes ajudava o av\u00f4, Benedito, em suas horas vagas de trabalho: foi de patrulheiro a ajudante de servi\u00e7os gerais. Hoje, admite, gosta de tudo em tudo o que faz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na geladeira<\/strong><br \/>\nO dia pode arder do lado de fora, em pleno Ver\u00e3o de fevereiro, mas a temperatura s\u00f3 faz cair na Fazenda Terra Viva, em Santo Antonio de Posse, onde Reusa Souza Santos, de 24 anos, trabalha. Quando est\u00e1 a separar, secar, embalar e pesar tomates \u2013 o fruto da vez \u2013 sempre faz 20 graus. \u201c\u00c9 um ar-condicionado\u201d, compara. Mas assim que chega a outra fase da fun\u00e7\u00e3o, a de etiquetar os produtos que est\u00e3o no estoque, pode escrever: um Inverno ameno, entre 7 e 8 graus cent\u00edgrados, \u00e9 uma constante. Tanto que, al\u00e9m dela, outras tr\u00eas mo\u00e7as se revezam na atividade. \u201cFicamos dentro da c\u00e2mara fria no m\u00e1ximo duas horas\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por conta desse vaiv\u00e9m de um lugar para o outro, o desfile de modelos de Inverno tamb\u00e9m varia. O uniforme, que j\u00e1 inclui touca, luva, jaleco e sapat\u00e3o na primeira temperatura, tem a adi\u00e7\u00e3o de um blus\u00e3o, de um outro tipo de luvas e tamb\u00e9m um sapato t\u00e9rmico na segunda lida. \u201cGosto de trabalhar aqui. A gente se acostuma e n\u00e3o sente frio\u201d, garante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Izolda Abreu de Almeida, de 26 anos, tamb\u00e9m trabalha numa c\u00e2mara fria na mesma fazenda. S\u00f3 o lugar \u00e9 outro: na \u00e1rea do beneficiamento de flores de corte. A temperatura: 16,5 graus. Desde que entrou na empresa, h\u00e1 dois anos, sabia que trabalharia na \u201cgeladeira\u201d. E est\u00e1 longe de reclamar: \u201c\u00c9 mais gostoso aqui que no Sol\u201d, ressalta. Ali\u00e1s, quando est\u00e1 muito calor, n\u00e3o v\u00ea a hora de voltar para dentro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como trabalha na divisa de Santo Antonio de Posse com Holambra, conhecida pela produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, Izolda diz que as pessoas v\u00eaem a sua atividade com absoluta normalidade, pois h\u00e1 muitas c\u00e2maras frias nesta regi\u00e3o. Mas reconhece que bom mesmo \u00e9 quando chega o Inverno. \u201c\u00c9 melhor ficar aqui dentro que l\u00e1 fora. Fica mais quente.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u2018Diante de um milagre\u2019<\/strong><br \/>\nA olho nu, quase nada com o que Paulo Cesar Silva trabalha no Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron pode ser visto. \u201cA sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de estar diante de um milagre\u201d, diz o t\u00e9cnico em laborat\u00f3rio especializado em f\u00edsica de materiais. E, claro, considera-se at\u00e9 um privilegiado pela oportunidade de atuar nesta \u00e1rea e assistir ao \u201cque poucas pessoas conseguem ver\u201d. Seu universo gira em torno de \u00e1tomos, onde faz imagens, via microsc\u00f3pios eletr\u00f4nicos, da nanoestrutura (um nan\u00f4metro \u00e9 um mil\u00edmetro divido por um milh\u00e3o) de v\u00e1rios tipos de estruturas. \u201cEnsino a preparar as amostras e a fazer as imagens delas\u201d, explica o microscopista. Os dados s\u00e3o feitos e utilizados por pesquisadores universit\u00e1rios, em sua grande maioria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em raz\u00e3o dessa rotina, quase todos os dias registra coisas m\u00ednimas. No microsc\u00f3pio de varredura, por exemplo, que grosso modo faz a representa\u00e7\u00e3o do n\u00famero de el\u00e9trons refletido (medido ponto a ponto) na amostra, ele aponta como uma das imagens mais felizes os detalhes da asa de uma borboleta azul (Morpho aega). \u201cComo gosto muito de pescar, tenho curiosidade em observar as escamas dos peixes. Talvez d\u00ea para montar algo interessante\u201d, diz, sobre a prov\u00e1vel nova experi\u00eancia que pretende realizar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo Silva explica que o trabalho com as imagens, em geral, serve para entender o comportamento dos materiais. E explica: \u201cUm usu\u00e1rio que quer estudar uma liga met\u00e1lica de tit\u00e2nio\/cobre usada em pr\u00f3tese dent\u00e1ria, ao adquirir uma imagem da nanoestrutura desta liga, pode prever o seu comportamento mec\u00e2nico.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde sempre apaixonado \u201cpor essa coisa quase invis\u00edvel\u201d, at\u00e9 em casa Silva costuma apreciar e mexer com miniaturas. \u201cQuando fa\u00e7o um pandeiro ou um violino, \u00e9 uma maneira de levar parte do meu trabalho para essas formas\u201d. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m \u00e9 m\u00fasico. \u201cEstas atividades fora da minha profiss\u00e3o, de uma certa maneira, me d\u00e3o uma harmonia de vida\u201d. Em outras palavras, \u201cdescobri que tocar pandeiro ajuda muito no meu trabalho\u201d. E justifica: \u201cPara tocar bem o instrumento \u00e9 necess\u00e1rio coordena\u00e7\u00e3o motora e habilidade manual, justamente o que preciso na manipula\u00e7\u00e3o de estruturas muito pequenas e delicadas\u201d, define.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Trilhos eternos<\/strong><br \/>\nNa placa do bonde est\u00e1 escrito: \u201cPede-se n\u00e3o conversar com o motorneiro para evitar acidentes.\u201d Os usu\u00e1rios geralmente respeitam a mensagem, mas sempre h\u00e1 algu\u00e9m querendo saber o significado da palavra motorneiro, afinal, hoje s\u00e3o poucos os profissionais na atividade. O cearense de Momba\u00e7a, Francisco Batista da Silva, de 55 anos, devidamente a car\u00e1ter, \u00e9 um deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O curioso \u00e9 que a primeira vez em que andou num trem tinha 23 anos e \u201cj\u00e1 era casado\u201d. Jamais imaginou que um dia seria motorneiro, at\u00e9 porque bem antes de 1990, quando assumiu a dire\u00e7\u00e3o de um dos bondinhos do Parque Portugal, esse tipo de transporte j\u00e1 estava para l\u00e1 de \u201caposentado\u201d na cidade. Aprendeu a pilot\u00e1-lo no pr\u00f3prio Taquaral. Diz que bastaram dois finais de semana. \u201cDepois, trabalhando, a gente foi aprendendo mais.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora fa\u00e7a o mesmo itiner\u00e1rio tr\u00eas vezes a cada meia hora, quando o bonde funciona nos finais de semana, das 10 \u00e0s 18 horas, reconhece: a atividade exige aten\u00e7\u00e3o redobrada, at\u00e9 porque muitos pedestres circulam pelos trilhos, sobretudo crian\u00e7as e pessoas mais velhas. E, quando est\u00e1 chovendo, ainda h\u00e1 um agravante: a linha fica lisa. \u201cN\u00e3o fosse isso, dava para ficar de olho fechado\u201d, brinca, tamanha a certeza do caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De profiss\u00e3o, Batista da Silva \u00e9 mec\u00e2nico de m\u00e1quinas pesadas, atividade que tamb\u00e9m exerce na garagem dos bondes. Ainda faz parte de sua rotina vistoriar os trilhos e trocar dormentes, mas adora o que faz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nLegenda nos dedos<\/strong><br \/>\nNo plen\u00e1rio da C\u00e2mara Municipal de Campinas, uma janela de vidro, semelhante \u00e0 de uma sala de proje\u00e7\u00e3o de cinema, esconde duas mulheres de uma mesma fam\u00edlia: as irm\u00e3s Audrey Andrade de Queiroz, de 28 anos, e Isla Andrade Pereira, de 24. Mas em vez de filmes, elas assistem regulamente \u00e0s sess\u00f5es ordin\u00e1rias, \u00e0s segundas e quartas-feiras, e algumas comiss\u00f5es do Legislativo, j\u00e1 que s\u00e3o respons\u00e1veis pela transmiss\u00e3o dos dados desses encontros para a televis\u00e3o, via closed caption (legenda oculta), e por gerar tamb\u00e9m um relat\u00f3rio impresso das reuni\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira, com forma\u00e7\u00e3o no magist\u00e9rio, \u00e9 respons\u00e1vel pela revis\u00e3o dos dados. A segunda, como a m\u00e3e \u2013 Jucin\u00e9ia Joaquim de Andrade, que tamb\u00e9m trabalha com elas \u2013 \u00e9 estenotipista, aquela figura que normalmente aparece em filmes sobre tribunal, digitando tudo o que \u00e9 dito durante uma audi\u00eancia. Ali\u00e1s, como atuam para uma empresa terceirizada, vez por outra tamb\u00e9m se v\u00eaem neste mesmo tipo de cen\u00e1rio e at\u00e9 se assustam com o esquema de seguran\u00e7a armado em torno delas. \u201cA gente passa uns apertos\u201d, admite Audrey.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o faz muito tempo, lembra, tiveram que cobrir uma audi\u00eancia em Ribeir\u00e3o Preto, onde seriam ouvidos presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). E reconhecem: tiveram que ter bastante autocontrole. Apesar do sufoco, Isla conta que se concentra tanto no trabalho, que fica mais preocupada com as palavras do que com o assunto. \u201cMuitas vezes, n\u00e3o sei nem o que eles falam.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E nem tudo \u00e9 risco. Isla costuma fazer o closed caption de alguns programas de tev\u00ea, como os da MTV , Record, Rede TV! e TVB, al\u00e9m de transmiss\u00f5es via internet de coletivas de empresas. Aos finais de semana, faz entradas em v\u00e1rios hor\u00e1rios, como no Domingo Espetacular, da Record, a cada 15 dias. Resultado: apesar de trabalhar em casa, a rotina nesses dias \u00e9 comandada pelos intervalos comerciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isla tornou-se estenotipista cedo, aos 14 anos, influenciada pela atividade da m\u00e3e, at\u00e9 porque a m\u00e1quina \u2013 que se assemelha, no formato, a uma de escrever \u2013, sempre estava em casa e era uma esp\u00e9cie de divers\u00e3o. Depois disso, ficou alguns anos afastada da fun\u00e7\u00e3o, at\u00e9 assumi-la para si, em 2004. \u201cFiz o curso, mas s\u00f3 trabalhei continuamente esses anos\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um profissional da \u00e1rea leva, em m\u00e9dia, quatro anos para ser formado, apesar de o curso ser r\u00e1pido, de um ano, normalmente oferecido pela empresa contratante. Mas s\u00f3 a experi\u00eancia \u00e9 que d\u00e1 a velocidade, aponta Isla. E para cada trabalho, h\u00e1 um tipo de profissional: at\u00e9 porque h\u00e1 que se conhecer o vocabul\u00e1rio espec\u00edfico de cada \u00e1rea \u2013 no caso delas, na C\u00e2mara, al\u00e9m dos termos t\u00e9cnicos, o nome dos vereadores etc. O estenotipista, em geral, cria seu pr\u00f3prio dicion\u00e1rio de c\u00f3digos, o que facilita a vida na hora da digita\u00e7\u00e3o dos dados. \u201cO treinamento \u00e9 di\u00e1rio, que vai enriquecendo o dicion\u00e1rio com palavras novas\u201d, conclui Isla.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estenotipista: existem profissionais encarregados de digitar todas as sess\u00f5es do legislativo e transmitir, via closed caption, para a televis\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>22\/02\/2009 &#8211; Revista Metr\u00f3pole, Correio Popular Na ativa: de ordenhadores de vacas a fot\u00f3grafos de \u00e1tomos, n\u00e3o faltam candidatos dispostos a abra\u00e7ar carreiras fora do comum Longe do calor dos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1163,12],"tags":[155,8,156,18,157],"class_list":["post-1924","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clipping-cnpem","category-clipping-lnls","tag-cada","tag-lnls","tag-lugar","tag-sincrotron","tag-um","category-1163","category-12","description-off"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>O lugar de cada um - CNPEM<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/cnpem.br\/o-lugar-de-cada-um\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O lugar de cada um - CNPEM\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"22\/02\/2009 &#8211; 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