{"id":18275,"date":"2017-12-13T20:57:54","date_gmt":"2017-12-13T20:57:54","guid":{"rendered":"https:\/\/cnpem.staging.wpengine.com\/?p=18275"},"modified":"2026-03-02T16:05:02","modified_gmt":"2026-03-02T19:05:02","slug":"brasilianas-arbix-faz-balanco-e-observa-riscos-da-producao-de-ciencia-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/brasilianas-arbix-faz-balanco-e-observa-riscos-da-producao-de-ciencia-no-brasil\/","title":{"rendered":"Brasilianas: Arbix faz balan\u00e7o e observa riscos da produ\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><em>Jornal GGN em 08\/12\/2017<\/em><\/p>\n<p><strong>LINK<\/strong>:\u00a0<a href=\"https:\/\/jornalggn.com.br\/noticia\/brasilianas-arbix-faz-balanco-e-riscos-da-producao-de-ciencia-no-brasil\">https:\/\/jornalggn.com.br\/noticia\/brasilianas-arbix-faz-balanco-e-riscos-da-producao-de-ciencia-no-brasil<\/a><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XgG2uWdayjM\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Existe uma tens\u00e3o pol\u00edtica no Brasil quando o assunto permeia investimentos em Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (CT&amp;I). Para uns se trata de desperd\u00edcio e trabalho que deveria ficar para as na\u00e7\u00f5es mais desenvolvidas. Para outros, o Brasil tem capacidade de renovar sua trajet\u00f3ria de desenvolvimento at\u00e9 mesmo ultrapassando em algumas \u00e1reas pa\u00edses que tem tradi\u00e7\u00e3o em fazer pesquisa, ci\u00eancia e tecnologia. E \u00e9 nesse \u00faltimo grupo que se encaixa o professor e coordenador do Observat\u00f3rio da Inova\u00e7\u00e3o da USP, Glauco Arbix.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em entrevista para Luis Nassif no programa Brasilianas, uma parceria GGN e TV-PUC, Arbix, que tamb\u00e9m foi presidente da Finep, faz um balan\u00e7o com elogios e cr\u00edticas \u00e0s pol\u00edticas implementadas por FHC, Lula e Dilma alertando para retrocessos que est\u00e3o sendo promovidos pela gest\u00e3o Temer.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong>O quadro atual da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o no Brasil (CT&amp;I)<\/strong><\/b><\/p>\n<p>A \u00e1rea de CT&amp;I no Brasil vivenciou um<i><em>\u00a0boom<\/em><\/i>\u00a0sem precedentes na hist\u00f3ria do pa\u00eds a partir de 2004, quando pela primeira vez foi considerada estrat\u00e9gica para o desenvolvimento. Entretanto, a partir do segundo governo Dilma (que durou menos de um ano e meio) o setor come\u00e7ou a entrar em dificuldades e investimentos foram cortados.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Dali em diante, destaca Arbix, \u201ca preocupa\u00e7\u00e3o com ci\u00eancia e tecnologia desapareceu do mapa\u201d. Hoje o soci\u00f3logo n\u00e3o enxerga demonstra\u00e7\u00e3o alguma do atual governo federal em favorecer pesquisa e inova\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, como \u00e1rea estrat\u00e9gica. \u00a0\u201cAs ag\u00eancias est\u00e3o bastante asfixiadas\u201d, fazendo refer\u00eancia a principal delas, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o pr\u00f3prio BNDES.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cAs linhas [de investimento e subven\u00e7\u00e3o] secaram e foram auxiliadas por uma diminui\u00e7\u00e3o da demanda empresarial por conta da retra\u00e7\u00e3o da economia\u201d, completa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong>As pesquisas acad\u00eamicas crescendo\u00a0<\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, a demanda em fazer ci\u00eancia, at\u00e9 mesmo a parte mais aplicada, segue crescendo em institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cO Brasil criou uma massa de conhecimento e de pesquisadores, uma parcela deles de elite, formada nas melhores universidades do mundo americanas, europeias, mesmo no Jap\u00e3o, Coreia, e esse pessoal sabe identificar tend\u00eancias e precisa de recursos sen\u00e3o as coisas murcham\u201d, arrematando que uma das grandes confus\u00f5es da atual equipe econ\u00f4mica do governo Temer \u00e9 a de realizar cortes arbitr\u00e1rios, sem fazer uma an\u00e1lise de qualidade, o que levaria o pa\u00eds a investir em \u00e1reas de retorno para o desenvolvimento, como \u00e9 o caso da C,T&amp;I.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong>Finep e BNDES\u00a0<\/strong><\/b><\/p>\n<p>O coordenador do Observat\u00f3rio da Inova\u00e7\u00e3o na USP aponta preocupa\u00e7\u00e3o com a forma como o BNDES tem sido gerenciado, para se tornar um banco comercial. \u201cMinha pergunta \u00e9: para que serve um banco de desenvolvimento p\u00fablico com caracter\u00edsticas de banco comercial?\u201d, questiona.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m da desmobiliza\u00e7\u00e3o do BNDES em \u00e1reas que podem contar apenas com o Estado, a institui\u00e7\u00e3o pode atuar como indutora inicial para o desenvolvimento. O professor aponta que a Finep tamb\u00e9m se encontra em risco: \u201cParte da atual equipe econ\u00f4mica n\u00e3o tem nenhum apre\u00e7o nem pela atividade, nem pela Finep\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong>As experi\u00eancias de sucesso<\/strong><\/b><\/p>\n<p>Arbix avalia como positivas as pol\u00edticas p\u00fablicas para C,T&amp;I, aplicadas a partir de 2004, mas destaca que elas n\u00e3o seguiram um caminho linear e evolutiva em todo o per\u00edodo dos governos Lula-Dilma.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cEm 2004 houve um avan\u00e7o gigante depois de anos sem pol\u00edticas industriais e tecnol\u00f3gicas-cient\u00edficas\u201d, indicando a Pol\u00edtica industrial, Tecnol\u00f3gica e de Com\u00e9rcio Exterior (Pitce) como important\u00edssima para introduzir a preocupa\u00e7\u00e3o com inova\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cEla chamou a aten\u00e7\u00e3o de empresas e universidades do pa\u00eds de que era fundamental ter ganhos de produtividade como uma forma nobre, vamos dizer, de sustentar o crescimento\u201d, explicando que o sistema produtivo brasileiro, tradicionalmente, foi e continua sendo conservador.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cUma parte desses setores, na terminologia da direita, acha at\u00e9 hoje que isso [investir em C,T&amp;I] \u00e9 coisa para a Su\u00ed\u00e7a ou Alemanha. Cansei de fazer palestras em associa\u00e7\u00f5es de peso onde empresariais onde me diziam: \u2018isso \u00e9 muito bonito, mas \u00e9 para Frankfurt, Mil\u00e3o, Londres, Paris, Nova York. N\u00e3o concordo com essa avalia\u00e7\u00e3o em hip\u00f3tese alguma\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, Arbix aponta que j\u00e1 os setores considerados mais \u00e0 esquerda acham que investir em inova\u00e7\u00e3o e tecnologia \u00e9 t\u00edpica do neoliberalismo. \u201cEnt\u00e3o t\u00ednhamos uma cr\u00edtica [sobre o setor] meio difus&#8221;, completa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Por conta dessas duas vis\u00f5es limitadoras, o professor considera a Pitce como um marco importante e desmistificador, colocando a inova\u00e7\u00e3o como um dos pontos ordenadores da pol\u00edtica industrial. Arbix tamb\u00e9m salienta que investimentos desse tipo haviam sido banidos pela equipe econ\u00f4mica de Fernando Henrique Cardoso, risco que volta agora, na gest\u00e3o Temer.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Apesar do importante papel da Pitce, no sentido priorizar o debate da inova\u00e7\u00e3o como um dos eixos da pol\u00edtica industrial do pa\u00eds, Arbix destaca que ela ficou fragilidade politicamente por conta do pouco recurso direcionada. \u201cFoi um momento em que o BNDES estava sendo dirigido por Carlos Lessa, com um perfil um pouco mais duro em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00e3o tecnol\u00f3gica, assim ela n\u00e3o deslanchou muito, mas teve o m\u00e9rito de colocar a inova\u00e7\u00e3o na ordem do dia\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A Pitce, portanto, ajudou a disseminar a inova\u00e7\u00e3o que penetrou nas universidades resultando dela, por exemplo, a Lei da Inova\u00e7\u00e3o e, depois, a Lei do Bem, que deu incentivos fiscais para as empresas desenvolverem inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong>O papel do FNDCT<\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Dessa mesma pol\u00edtica de incentivo \u00e0 C,T&amp;I nasceu tamb\u00e9m o Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (FNDCT), dentro do Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia e Tecnologia, gerenciado pela Finep. A oferta de recursos do fundo seguiu uma curva acentuada positiva de 2003 at\u00e9 2010 quando, pela primeira vez na hist\u00f3ria, foi plenamente utilizado para suas fun\u00e7\u00f5es sem sofrer contingenciamentos ou cortes do Estado. Pelo FNDCT o governo investiu e\/ou subsidiou, por exemplo, a constru\u00e7\u00e3o de infraestrutura, laborat\u00f3rios e projetos em universidades.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong>A subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica\u00a0<\/strong><\/b><\/p>\n<p>Um ponto importante do FNDCT foi realizar a subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, ou seja, ofertar recursos em opera\u00e7\u00f5es classificadas como \u201cfundo perdido\u201d, em \u00e1reas de C,T&amp;I de alto risco tecnol\u00f3gico e que dificilmente empresas, que j\u00e1 t\u00eam hist\u00f3rico de avers\u00e3o a riscos, procuram investir.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em 2010 as \u00e1reas de alto risco tecnol\u00f3gico receberam R$ 500 milh\u00f5es em investimento, um marco hist\u00f3rico no Brasil. Hoje, destaca Arbix, os recursos n\u00e3o chegam a 20 milh\u00f5es de reais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cQuando voc\u00ea faz um projeto de inova\u00e7\u00e3o pode imaginar que de R$ 10, R$ 2 ou R$ 1,50 real, vai para \u00e1rea de alto risco, mas as empresa fogem porque \u00e9 muito incerto, inseguro e demorado [o retorno]. S\u00e3o nessas \u00e1reas, por exemplo, que no mundo inteiro o setor financeiro compartilha os riscos com as empresas\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong>O Brasil Maior e a Inova empresa\u00a0<\/strong><\/b><\/p>\n<p>Em 2008 o governo lan\u00e7ou a Pol\u00edtica de Desenvolvimento Produtivo (PDP), financiada pelo BNDES. Arbix avaliou como ruim a proposta por eleger 25 setores como prioridade de investimentos, \u201cdiluindo\u201d a tem\u00e1tica da inova\u00e7\u00e3o dentro do BNDES.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cApesar da import\u00e2ncia do Banco ele n\u00e3o \u00e9 o principal instrumento para realizar essa indu\u00e7\u00e3o, por ser muito grande e ser respons\u00e1vel por uma s\u00e9rie de outras opera\u00e7\u00f5es\u201d, considera.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na sequ\u00eancia da PDP a ent\u00e3o presidente Dilma lan\u00e7ou o Plano Brasil Maior tamb\u00e9m criticado pelo soci\u00f3logo, em primeiro lugar por ter sido constru\u00eddo pelo Minist\u00e9rio da Fazenda que \u201csabe muito pouco sobre pol\u00edticas tecnol\u00f3gicas\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A pr\u00f3pria Finep, ent\u00e3o dirigida por Arbix, n\u00e3o conseguiu emplacar um projeto pelo Brasil Maior. Para reverter o quadro, o professor conta que a Financiadora apresentou um novo plano para Dilma, chamado \u201cBrasil Maior Inova\u00e7\u00e3o\u201d. A presidente gostou, mas alterou o nome para Inova Empresa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cFoi um plano de 32 bilh\u00f5es de reais que acabamos fazendo junto com o BNDES. E, [naquele momento], quando todo mundo dizia que as empresas n\u00e3o queriam inovar ou n\u00e3o tinham projetos, a demanda foi de quase 100 bilh\u00f5es de reais\u201d, considerando o Inova Empresa \u201co primeiro grande programa inteiramente voltado\u2019 para Inova\u00e7\u00e3o e Tecnologia no Brasil com eixo em P&amp;D industrial.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O Inova Brasil foi desenhado para atender empresas de todos os setores com 12 grandes programas de atua\u00e7\u00e3o, formados por conselhos que receberam nomes como Inova Sa\u00fade, Inova F\u00e1rmacos. Infelizmente, destaca Arbix, o programa se encerrou depois de 2015.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Arbix observa, ainda, que apesar das cr\u00edticas ao governo Dilma a Finep n\u00e3o tem do que reclamar em termos de recursos que, de 2011 a 2014 saltaram de 1,2 R$ bilh\u00e3o para R$ 12 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong>Os investimentos em P&amp;D&amp;I<\/strong><\/b><\/p>\n<p>Todos os pa\u00edses em desenvolvimento que tem alguma preocupa\u00e7\u00e3o de se emancipar economicamente caminham para investir 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em Pesquisa e Desenvolvimento (P&amp;D). Arbix destaca que o Brasil estava investindo 1,28% em 2014 com planos de alcanar 2%. E havia planejamento para isso com aumento gradual de 5% a 6% ao ano, em cerca de uma d\u00e9cada, para alcan\u00e7ar o patamar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Hoje o professor destaca que n\u00e3o se sabe os n\u00fameros de investimentos do Estado. \u201cO que sabemos \u00e9 que a regress\u00e3o \u00e9 muito grande pelas pessoas que trabalham dentro do Minist\u00e9rio. Extraoficialmente o que tem se falado \u00e9 que n\u00e3o chega a 1%, quer dizer, regredimos a n\u00fameros de 1998\u201d, frisa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Como recome\u00e7ar uma pol\u00edtica cient\u00edfico-tecnol\u00f3gica?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O lado positivo, para Arbix, \u00e9 que o Brasil mant\u00e9m algumas empresas de excel\u00eancia. Por outro lado, o pa\u00eds como um todo, est\u00e1 bastante distante da m\u00e9dia das na\u00e7\u00f5es industrializadas. Enquanto no mundo se discute a ind\u00fastria 4.0, a manufatura avan\u00e7ada, o Brasil ainda discute a ind\u00fastria 2.5.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong>Inova Petro<\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Arbix chama o Inova Petro de \u201cgrande frustra\u00e7\u00e3o\u201d da Finep. A ideia era a Petrobras usar seu poder de compra para estimular a tecnologia na cadeia produtiva de g\u00e1s e petr\u00f3leo e havia um acordo para isso firmado com a presid\u00eancia da Petrobras a partir do Inova Petro. Mas, segundo o soci\u00f3logo, a empresa acabou fazendo escolhas mais orientadas pelo pre\u00e7o e menos pelo desenvolvimento tecnol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cAinda que, pelo programa, as empresas financiadas deveriam oferecer as mesmas condi\u00e7\u00f5es que as outras, mas em uma escala menor\u201d. Arbix defende, basicamente, o mesmo que pa\u00edses como Estados Unidos, Noruega, Inglaterra e Holanda fazem, usando o poder de compra do Estado para induzir desenvolvimento tecnol\u00f3gico e, assim, a economia.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s conseguimos fazer isso em um \u00fanico setor que foi na \u00e1rea de f\u00e1rmacos, com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. N\u00f3s trabalhamos a ideia de lan\u00e7ar editais dos principais medicamentos de alta complexidade que o Brasil n\u00e3o produzia, que sangrava o Brasil e que era necess\u00e1rio para o SUS\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Simplificando, a Finep junto com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, lan\u00e7ou um edital para cons\u00f3rcios p\u00fablico-privados com universidades. Os grupos candidatos que ofereciam o menor pre\u00e7o, qualidade e no prazo que o Minist\u00e9rio pedia ganhavam com investimentos de cerca de 8 bilh\u00f5es de reais ao ano em compras p\u00fablicas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para Arbix, o Brasil teria condi\u00e7\u00e3o de dar um salto, usando esse modelo de financiamento, em tr\u00eas \u00e1reas industriais: Defesa, Sa\u00fade e G\u00e1s e Petr\u00f3leo. O setor que mais avan\u00e7ou foi o de f\u00e1rmacos que antes investia entre 1,5% a 2% do faturamento em ci\u00eancia e tecnologia, enquanto grandes laborat\u00f3rios internacionais, como Pfizer, investem em m\u00e9dia 25% do faturamento.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Hoje, algumas empresas brasileiras investem 12%. \u201cEnt\u00e3o tem uma evolu\u00e7\u00e3o grande e eu acredito que o Inova F\u00e1rmacos desempenhou um papel importante nisso\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong>Os sistemas de avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/b><\/p>\n<p>Quando saiu da Finep, Arbix havia costurado um acordo internacional para a realiza\u00e7\u00e3o de auditoria externa dos programas de financiamento. \u201cO Brasil tem uma car\u00eancia muito grande de fazer avalia\u00e7\u00e3o no que faz. Isso n\u00e3o foi para frente, infelizmente\u201d, conta o soci\u00f3logo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para o professor nem todos os avan\u00e7os em C,T&amp;I obtidos nos \u00faltimos anos est\u00e3o perdidos, algumas \u00e1reas ganharam mais musculatura e, apesar do enfraquecimento, est\u00e3o atuantes. Por\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para os atrasos no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong>O papel das Universidades\u00a0<\/strong><\/b><\/p>\n<p>\u201cO Brasil tem que ter estrat\u00e9gia de desenvolvimento. O mundo todo est\u00e1 caminhando para a intelig\u00eancia artificial, Big Date, analytics, entende? N\u00f3s vamos fazer s\u00f3 isso? Claro que n\u00e3o porque o Brasil tem um parque diferente. Ent\u00e3o n\u00f3s temos que tirar o atraso de algumas \u00e1reas. Nos segmentos mais avan\u00e7ados temos que desenvolver essas novas tecnologias e as universidades podem contribuir muito\u201d, defende, entretanto isso n\u00e3o est\u00e1 sendo poss\u00edvel na atual conjuntura, quando as institui\u00e7\u00f5es de ensino superior est\u00e3o submetidas ao corte de gastos promovido pelo Estado com a PECC 55.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Arbix lembra que, no mundo inteiro, as universidades t\u00eam colaborado com o desenvolvimento produtivo por meio das chamadas \u201ctextlab\u201d, laborat\u00f3rios de testes. &#8220;Nem todas as empresas t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de fazer seu pr\u00f3prio laborat\u00f3rio e se conseguissem, muitas n\u00e3o teriam condi\u00e7\u00f5es de construir espa\u00e7os com equipamentos de ponta&#8221;, salienta.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong>LNLS \u2013 Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron<\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Um dos grandes destaques recentes da ci\u00eancia brasileira, o LNLS, est\u00e1 resistindo a crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica. Localizado em Campinas, o Laborat\u00f3rio segue construindo o S\u00edrius projeto para desenvolver a fonte de luz sincrotron de quarta gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Segundo Arbix, o diretor-geral do LNLS, Rog\u00e9rio Cerqueira Leite, est\u00e1 conseguindo \u201ccom um esfor\u00e7o gigantesco\u201d manter o fluxo de investimentos para a tecnologia que \u00e9 novidade em todo o mundo. \u201cN\u00e3o se sabe at\u00e9 quando ele conseguir\u00e1, a inseguran\u00e7a \u00e9 muito grande\u201d, destaca.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Arbix explica que apenas a Su\u00e9cia domina a produ\u00e7\u00e3o da tecnologia e, ainda assim, o projeto brasileiro \u00e9 mais avan\u00e7ado e, obter essa tecnologia, colocar\u00e1 o Brasil a frente de todas as na\u00e7\u00f5es mais desenvolvidas do mundo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O soci\u00f3logo destaca, ainda, que um ponto importante do LNLS \u00e9 que, ao contr\u00e1rio do modelo tradicional de outros laborat\u00f3rios no pa\u00eds, ele prop\u00f5e a co-participa\u00e7\u00e3o com outros laborat\u00f3rios colocando mais jovens para trabalhar ao lado de professores e cientistas gabaritados. \u201cO esquema da pesquisa enclausurada n\u00e3o funciona mais. Quer fazer ci\u00eancia de gente grande? Ent\u00e3o tem que fazer laborat\u00f3rios multifuncionais e abertos\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornal GGN em 08\/12\/2017 LINK:\u00a0https:\/\/jornalggn.com.br\/noticia\/brasilianas-arbix-faz-balanco-e-riscos-da-producao-de-ciencia-no-brasil Existe uma tens\u00e3o pol\u00edtica no Brasil quando o assunto permeia investimentos em Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (CT&amp;I). 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