{"id":17924,"date":"2017-11-09T19:19:59","date_gmt":"2017-11-09T19:19:59","guid":{"rendered":"https:\/\/cnpem.staging.wpengine.com\/?p=17924"},"modified":"2022-01-21T15:38:08","modified_gmt":"2022-01-21T18:38:08","slug":"fosseis-em-movimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/fosseis-em-movimento\/","title":{"rendered":"F\u00f3sseis em movimento"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2017\/10\/25\/fosseis-em-movimento\/?cat=ciencia\">Revista Pesquisa FAPESP<\/a>, outubro de 2017<\/p>\n<p id=\"the_excerpt\" style=\"text-align: justify;\">Reconstitui\u00e7\u00f5es em 3D apontam novas caracter\u00edsticas de crocodilo e dinossauro que viveram h\u00e1 milh\u00f5es de anos no Brasil<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encontrar um f\u00f3ssil \u00e9 parte importante do trabalho de um paleont\u00f3logo e talvez a mais c\u00e9lebre, mas, em muitos casos, esse \u00e9 apenas o primeiro passo de um intenso esfor\u00e7o de interpreta\u00e7\u00e3o dos ecos de um passado t\u00e3o remoto que quase n\u00e3o podem mais ser ouvidos. Dois estudos recentes de equipes brasileiras mostram como o uso de imagens tridimensionais, geradas por tom\u00f3grafos, pode levar a reinterpreta\u00e7\u00f5es sobre h\u00e1bitos e caracter\u00edsticas de f\u00f3sseis j\u00e1 conhecidos e permite reconstituir digitalmente como devem ter sido os movimentos de animais que viveram centenas de milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um trabalho de paleont\u00f3logos paulistas e fluminenses sugere que uma esp\u00e9cie de crocodilo extinto, descoberto em 2004 em Monte Alto, no interior paulista, tinha h\u00e1bitos de locomo\u00e7\u00e3o terrestre. A hip\u00f3tese se baseia na an\u00e1lise da anatomia das patas do r\u00e9ptil, que viveu h\u00e1 80 milh\u00f5es de anos. Outro estudo, produzido por paleont\u00f3logos de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e da Alemanha, reconstr\u00f3i as estruturas do c\u00e9rebro de um dinossauro de 230 milh\u00f5es de anos, encontrado na d\u00e9cada de 1990 no Rio Grande do Sul. No trabalho, os autores defendem a ideia de que o animal tinha um pesco\u00e7o t\u00e3o \u00e1gil que lhe permitia ser basicamente carn\u00edvoro, e n\u00e3o estritamente herb\u00edvoro, como t\u00edpico do grupo a que pertencia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais de uma d\u00e9cada depois de ter participado da descoberta de f\u00f3sseis do crocodilo\u00a0<em>Montealtosuchus arrudacamposi<\/em>, a paleont\u00f3loga Sandra Simionato Tavares, diretora do Museu de Paleontologia de Monte Alto, no interior paulista, reconstituiu as articula\u00e7\u00f5es e a musculatura do animal. Em parceria com pesquisadores do Instituto de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FM-USP), ela obteve imagens de tomografia das diferentes partes do f\u00f3ssil, composto por cr\u00e2nio, v\u00e9rtebras e uma pata dianteira. Essas imagens foram depois trabalhadas por colaboradores no Centro de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o Renato Archer (CTI) e no Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron (LNLS), ambos em Campinas, no interior de S\u00e3o Paulo, e permitiram recriar os movimentos do r\u00e9ptil em um ambiente virtual. O resultado desse trabalho, que contou com a participa\u00e7\u00e3o de Fresia Ricardi Branco, do Instituto de Geoci\u00eancias da Universidade de Campinas (Unicamp), foi publicado em julho deste ano na revista\u00a0<em>Cretaceous Research<\/em>.<\/p>\n<div id=\"attachment_247572\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"wp-caption size-medium wp-image-247572\">\n<p class=\"wp_author\">\u00a9 JAY NAIR<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/052-055_dinos03_260-300x231.jpg?resize=300%2C231&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/052-055_dinos03_260-300x231.jpg 300w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/052-055_dinos03_260-768x592.jpg 768w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/052-055_dinos03_260-643x496.jpg 643w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/052-055_dinos03_260.jpg 800w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"231\" \/><\/div>\n<p class=\"wp-caption-text\">Ossos do cr\u00e2nio do dinossauro\u00a0<em>Saturnalia tupiniquim<\/em>, que viveu 230 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO crocodilo estudado possui algumas caracter\u00edsticas de esp\u00e9cies atuais e outras dos seus ancestrais mais remotos\u201d, conta Sandra. As articula\u00e7\u00f5es da mand\u00edbula com o cr\u00e2nio do\u00a0<em>Montealtosuchus<\/em>\u00a0eram semelhantes \u00e0s dos crocodilos vivos. Por\u00e9m, o posicionamento frontal das narinas e as \u00f3rbitas alocadas lateralmente no cr\u00e2nio da esp\u00e9cie extinta s\u00e3o indicativos de que a esp\u00e9cie habitava ambientes terrestres. Por meio de exames de tomografia, os pesquisadores do grupo de Sandra puderam ir al\u00e9m das descri\u00e7\u00f5es das caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas do bicho e compreender aspectos de sua biomec\u00e2nica. Os resultados das an\u00e1lises indicam que a postura das patas do\u00a0<em>Montealtosuchus<\/em>\u00a0era mais ereta do que a de seus cong\u00eaneres atuais, de vida aqu\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O crocodilo extinto, que media entre 1,30 metro (m) e 1,50 m, pesava de 25 a 50 quilos. A reconstitui\u00e7\u00e3o digital sugere que as articula\u00e7\u00f5es dos ossos da sua cintura escapular e do seu esqueleto apendicular anterior, que auxilia na sustenta\u00e7\u00e3o e na movimenta\u00e7\u00e3o corporal, distribu\u00edam-se de modo a permitir que as patas fossem posicionadas verticalmente abaixo do corpo e n\u00e3o ao lado. A reorganiza\u00e7\u00e3o em 3D dos ossos indica que a articula\u00e7\u00e3o entre a esc\u00e1pula, o coracoide e o \u00famero, juntamente com os metacarpos mais comprimidos e pr\u00f3ximos uns dos outros, possibilitava ao crocodilo movimentar-se em ambientes terrestres por longas dist\u00e2ncias em busca de presas, sem depender de grandes corpos de \u00e1gua ou de ambientes muito \u00famidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O entendimento do passado da vida na Terra deve transcender ao simples conhecimento da diversidade de formas existentes\u201d, destaca o paleont\u00f3logo Ismar Carvalho, do Instituto de Geoci\u00eancias da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), um dos coautores do trabalho. Para o pesquisador, avaliar a mec\u00e2nica dos movimentos e a fisiologia desses animais permite aprimorar interpreta\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas. \u201cAs solu\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas e fisiol\u00f3gicas dos animais traduzem aspectos dos espa\u00e7os ecol\u00f3gicos em que eles vivem, mas esse conhecimento \u00e9 limitado pela dificuldade de se extrair mais informa\u00e7\u00f5es dos f\u00f3sseis sem danific\u00e1-los. As tomografias permitem a modelagem de como a musculatura se inseria e se distribu\u00eda no corpo, aspectos dificilmente poss\u00edveis de serem avaliados pela simples observa\u00e7\u00e3o dos registros f\u00f3sseis\u201d, informa.<\/p>\n<div id=\"attachment_247573\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"wp-caption size-medium wp-image-247573\">\n<p class=\"wp_author\">\u00a9 DIVULGA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/052-055_dinos04_260-300x201.jpg?resize=300%2C201&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/052-055_dinos04_260-300x201.jpg 300w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/052-055_dinos04_260-768x514.jpg 768w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/052-055_dinos04_260-741x496.jpg 741w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/052-055_dinos04_260-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/052-055_dinos04_260.jpg 1200w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"201\" \/><\/div>\n<p class=\"wp-caption-text\">S\u00edtio paleontol\u00f3gico ga\u00facho onde foi encontrado o dinossauro<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi gra\u00e7as ao aprimoramento da tomografia computadorizada que pesquisadores da USP de Ribeir\u00e3o Preto e da Universidade de Munique Ludwig-Maximilians, na Alemanha, conseguiram estudar em detalhes os f\u00f3sseis de ossos que ficam ao redor do c\u00e9rebro, o chamado neurocr\u00e2nio, do\u00a0<em>Saturnalia tupiniquim<\/em>. Encontrado em rochas do per\u00edodo Tri\u00e1ssico do Rio Grande do Sul, esse \u00e9 um dos dinossauros mais antigos do mundo. A esp\u00e9cie faz parte da linhagem de dinossauros sauropodomorfos, a mesma dos maiores animais terrestres que j\u00e1 habitaram o planeta, herb\u00edvoros pesco\u00e7udos de at\u00e9 40 m de comprimento e 90 toneladas. Diferente de seus descendentes famosos, o dinossauro brasileiro era baixinho. Media cerca de 1,5 m. Al\u00e9m de plantas, tamb\u00e9m devia comer pequenos animais. A compreens\u00e3o sobre os h\u00e1bitos alimentares do animal foi ampliada por meio da reconstitui\u00e7\u00e3o da estrutura interna do cr\u00e2nio, que permitiu estimar a forma e a dimens\u00e3o do c\u00e9rebro e dos outros \u00f3rg\u00e3os que constituem o enc\u00e9falo. Dessas an\u00e1lises vieram as evid\u00eancias adicionais de que os sauropodomorfos mais antigos tamb\u00e9m deveriam ser predadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma reconstitui\u00e7\u00e3o virtual, os pesquisadores preencheram o neurocr\u00e2nio fossilizado e perceberam estruturas bastante volumosas, como o fl\u00f3culo e o parafl\u00f3culo, que integram o cerebelo e est\u00e3o relacionadas ao controle da vis\u00e3o e de movimentos da cabe\u00e7a e do pesco\u00e7o do animal. \u201cEstruturas t\u00e3o desenvolvidas sugerem que ele deveria apresentar um comportamento t\u00edpico dos predadores, que usam movimentos r\u00e1pidos de pesco\u00e7o e cabe\u00e7a para capturar presas pequenas e esquivas\u201d, diz o paleont\u00f3logo Mario Bronzati Filho, primeiro autor do artigo, publicado em setembro na\u00a0<em>Scientific Reports<\/em>, com os resultados da an\u00e1lise. Bronzati atualmente faz doutorado na universidade alem\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"\" href=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/052-055_dinos02_260.jpg?ssl=1\" data-rel=\"lightbox-3\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-247570\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/052-055_dinos02_260.jpg?resize=300%2C365&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/052-055_dinos02_260.jpg 800w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/052-055_dinos02_260-768x934.jpg 768w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/052-055_dinos02_260-408x496.jpg 408w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/052-055_dinos02_260-247x300.jpg 247w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"365\" \/><\/a>De acordo com Max Cardoso Langer, do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Ribeir\u00e3o Preto (FFCLRP) da USP, foi a primeira vez que partes do c\u00e9rebro de um dinossauro t\u00e3o antigo foram reconstitu\u00eddas virtualmente. \u201cCom esse estudo, foi poss\u00edvel ir al\u00e9m na compreens\u00e3o de h\u00e1bitos que costumam ser inferidos com base apenas na morfologia dos dentes e de outras partes do esqueleto e que est\u00e3o intimamente relacionados \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da vida na Terra\u201d, diz o pesquisador, um dos descobridores do dinossauro na d\u00e9cada de 1990. O paleont\u00f3logo Jonathas de Souza Bittencourt Rodrigues, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tamb\u00e9m participou do estudo com o\u00a0<em>Saturnalia<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o paleont\u00f3logo S\u00e9rgio Alex Azevedo, do Museu Nacional da UFRJ, que n\u00e3o participou dos estudos com o crocodilo de Monte Alto nem com o dinossauro ga\u00facho, o uso de tomografia nas pesquisas paleontol\u00f3gicas n\u00e3o \u00e9 uma novidade, mas tem se tornado mais eficiente com o desenvolvimento de tecnologias de maior resolu\u00e7\u00e3o. Esses aparelhos mais sofisticados permitem enxergar al\u00e9m do que os tom\u00f3grafos m\u00e9dicos s\u00e3o capazes. No caso dos f\u00f3sseis, n\u00e3o h\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o de controlar rigidamente a radia\u00e7\u00e3o empregada nos exames a fim de evitar danos \u00e0 sa\u00fade dos animais, mortos h\u00e1 muito tempo. \u201cTrata-se de uma t\u00e9cnica n\u00e3o invasiva, que n\u00e3o altera em nada a forma do que est\u00e1 sendo analisado, fundamental quando estamos lidando com materiais que est\u00e3o resistindo \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o natural e n\u00e3o podem correr o risco de sofrer danos mec\u00e2nicos. Com isso, temos acesso a uma s\u00e9rie de informa\u00e7\u00f5es que antes n\u00e3o estavam dispon\u00edveis, como estruturas em cavidades internas\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Projeto<\/strong><br \/>\nA origem e irradia\u00e7\u00e3o dos dinossauros no Gondwana (Neotri\u00e1ssico \u2013 Eojur\u00e1ssico) (<a href=\"https:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/85231\/a-origem-e-irradiacao-dos-dinossauros-no-gondwana-neotriassico-eojurassico\/?q=14\/03825-3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">n\u00ba 14\/03825-3<\/a>);\u00a0<strong>Pesquisador respons\u00e1vel<\/strong>\u00a0Max Langer (USP);\u00a0<strong>Modalidade<\/strong>\u00a0Projeto Tem\u00e1tico;\u00a0<strong>Investimento<\/strong>\u00a0R$ 1.959.890,17.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Artigos cient\u00edficos<\/em><br \/>\nTAVARES, S.\u00a0<em>et al.<\/em>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0195667117301908\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">The morphofunctional design of Montealtosuchus arrudacamposi (Crocodyliformes, Upper Cretaceous) of the Bauru Basin, Brazil.<\/a>\u00a0<strong>Cretaceous Research<\/strong>. 11 jul. 2017. BRONZATI, M. et al. Scientific Reports. 20 set. 2017.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista Pesquisa FAPESP, outubro de 2017 Reconstitui\u00e7\u00f5es em 3D apontam novas caracter\u00edsticas de crocodilo e dinossauro que viveram h\u00e1 milh\u00f5es de anos no Brasil Encontrar um f\u00f3ssil \u00e9 parte importante&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1163,12],"tags":[],"class_list":["post-17924","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clipping-cnpem","category-clipping-lnls","category-1163","category-12","description-off"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.0 - 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