{"id":15481,"date":"2016-12-15T19:49:09","date_gmt":"2016-12-15T19:49:09","guid":{"rendered":"https:\/\/cnpem.staging.wpengine.com\/?p=15481\/"},"modified":"2022-01-21T15:51:26","modified_gmt":"2022-01-21T18:51:26","slug":"atuacao-no-chile-mudou-padrao-da-astronomia-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/atuacao-no-chile-mudou-padrao-da-astronomia-brasileira\/","title":{"rendered":"Atua\u00e7\u00e3o no Chile mudou padr\u00e3o da astronomia brasileira"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/atuacao_no_chile_mudou_padrao_da_astronomia_brasileira\/24475\/\">Fapesp<\/a>, 12\/12\/2016<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a class=\"link_img\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: none; text-decoration: none; cursor: zoom-in; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: 16px; orphans: auto; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 1; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px;\" href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/agencia-novo\/imagens\/noticia\/24475.jpg\" data-lightbox=\"zoom\" data-title=\"Quatro \u00e1reas foram contempladas em encontro com a Comisi\u00f3n Nacional de Investigaci\u00f3n Cient\u00edfica y Tecnol\u00f3gica do Chile: astronomia, oceanografia, agroind\u00fastria e nanotecnologia (&lt;i&gt;Foto:European Southern Observatory (ESO)&lt;\/i&gt;)\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/agencia-novo\/lib\/timthumb.php?src=\/agencia-novo\/Control\/..\/imagens\/noticia\/24475.jpg&amp;w=395\" alt=\"Atua\u00e7\u00e3o no Chile mudou padr\u00e3o da astronomia brasileira\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quatro \u00e1reas foram contempladas em encontro com a Comisi\u00f3n Nacional de Investigaci\u00f3n Cient\u00edfica y Tecnol\u00f3gica do Chile: astronomia, oceanografia, agroind\u00fastria e nanotecnologia (<i>Foto:European Southern Observatory (ESO)<\/i>)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Jos\u00e9 Tadeu Arantes <\/b>| <b>Ag\u00eancia FAPESP<\/b> \u2013 A FAPESP quer estreitar rela\u00e7\u00f5es com institui\u00e7\u00f5es chilenas para ampliar os esfor\u00e7os de pesquisa em \u00e1reas estrat\u00e9gicas. \u201cNossas parcerias cient\u00edficas continuam fortemente centradas em institui\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos e da Europa Ocidental. Precisamos nos aproximar mais dos pa\u00edses vizinhos da Am\u00e9rica do Sul\u201d, afirmou Jos\u00e9 Goldemberg, presidente da FAPESP.<\/p>\n<p>As afinidades cient\u00edficas entre o Brasil e o Chile estiveram em pauta no Workshop FAPESP-Conicyt, em 7 de dezembro de 2016 na sede da institui\u00e7\u00e3o. Conicyt \u00e9 a Comisi\u00f3n Nacional de Investigaci\u00f3n Cient\u00edfica y Tecnol\u00f3gica, do Chile, e o encontro foi projetado exatamente para estimular novas colabora\u00e7\u00f5es entre pesquisadores brasileiros e chilenos nas \u00e1reas de astronomia, oceanografia, agroind\u00fastria e nanotecnologia.<\/p>\n<p>O encontro desenvolveu-se em apresenta\u00e7\u00f5es conjugadas de pesquisadores chilenos e brasileiros, que contemplaram as quatro \u00e1reas de interesse. A \u00e1rea na qual as colabora\u00e7\u00f5es est\u00e3o mais avan\u00e7adas \u00e9, sabidamente, a de astronomia. E o motivo, como explicou Luis Chavarr\u00eda, diretor do Programa de Astronomia da Conicyt, \u00e9 que as condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas fizeram do Chile a meca dos astr\u00f4nomos contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>\u201cA formid\u00e1vel barreira constitu\u00edda pela Cordilheira dos Andes, que bloqueia a massa de ar \u00famido proveniente do Atl\u00e2ntico, e a Corrente de Humboldt, que resfria o Pac\u00edfico e inibe a evapora\u00e7\u00e3o, tornaram o c\u00e9u do norte chileno extremamente seco e l\u00edmpido, prop\u00edcio para a observa\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica\u201d, disse o diretor \u00e0 <b>Ag\u00eancia FAPESP<\/b>.<\/p>\n<p>Grandes cons\u00f3rcios astron\u00f4micos internacionais, como o Gemini, cujas opera\u00e7\u00f5es se iniciaram em 2004 com dois telesc\u00f3pios \u201cg\u00eameos\u201d, um nos Andes chilenos e outro no Hava\u00ed, e o Soar (Southern Observatory for Astrophysical Research), inaugurado nos Andes chilenos em 2005, mudaram o padr\u00e3o da astronomia mundial baseada no solo, assim como o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, colocado em \u00f3rbita em 1990, havia mudado o padr\u00e3o da astronomia realizada no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Projetos ainda mais ambiciosos est\u00e3o agora em constru\u00e7\u00e3o, como o GMT (Giant Magellan Telescope), com setes espelhos que, em conjunto, compor\u00e3o uma \u00e1rea coletora de 25,4 metros de di\u00e2metro, capaz de gerar imagens at\u00e9 10 vezes mais n\u00edtidas do que as do Hubble; o Alma (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), com 66 antenas de alta precis\u00e3o, que dever\u00e3o operar a 5 mil metros acima do n\u00edvel do mar, no Deserto de Atacama; o E-ELT (European Extremely Large Telescope), coordenado pelo European Southern Observatory (ESO), com espelho prim\u00e1rio tamb\u00e9m composto, de 39 metros de di\u00e2metro; e o Thirty Meter Telescope (TMT), administrado pelo California Institute of Technology e pela University of California.<\/p>\n<p>\u201cAs condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas permitir\u00e3o que o Alma opere com c\u00e9u claro durante 70% do ano\u201d, exemplificou Chavarr\u00eda. \u201cNo total, 17 observat\u00f3rios dever\u00e3o estar em opera\u00e7\u00e3o no Chile por volta de 2025\u201d, completou.<\/p>\n<p>Como demonstrou Jo\u00e3o Evangelista Steiner, professor titular do Instituto de Astronomia, Geof\u00edsica e Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas da USP (IAG-USP), que dividiu com Chavarr\u00eda a apresenta\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de astronomia, a participa\u00e7\u00e3o nos projetos Gemini e Soar configurou um salto de qualidade na astronomia brasileira. \u201cE n\u00e3o s\u00f3 na astronomia, mas tamb\u00e9m na engenharia envolvida no processo de observa\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica. Quatro companhias brasileiras colaboraram na constru\u00e7\u00e3o do domo do Soar e v\u00e1rias outras na produ\u00e7\u00e3o dos instrumentos\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo Steiner, o Brasil teve direito a 5,5% do tempo de uso do Gemini em 2015. E os pesquisadores brasileiros produziram 12,3% dos artigos cient\u00edficos gerados com base na utiliza\u00e7\u00e3o do telesc\u00f3pio, o que atesta o alto n\u00edvel de desempenho alcan\u00e7ado. \u201cAs publica\u00e7\u00f5es brasileiras associadas ao Gemini e ao Soar cresceram 17% ao ano desde 2000\u201d, contabilizou.<\/p>\n<p>A FAPESP investir\u00e1 US$ 40 milh\u00f5es no projeto do GMT, o que equivale a cerca de 4% do custo total estimado. Pelos termos do acordo internacional, tal aporte garantir\u00e1, para os pesquisadores de institui\u00e7\u00f5es paulistas, 4% do tempo de opera\u00e7\u00e3o do megatelesc\u00f3pio, al\u00e9m de assento no conselho diretor do cons\u00f3rcio (<i>leia mais em <\/i><b><a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/consorcio_internacional_aprova_inicio_da_construcao_do_megatelescopio_gmt\/21268\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i>agencia.fapesp.br\/21268\/<\/i><\/a><\/b>).<\/p>\n<p><b>Vida marinha<\/b><\/p>\n<p>Outra \u00e1rea para a qual o Chile constitui um destino privilegiado \u00e9 a da oceanografia, como detalhou, no segundo segmento do workshop, o bi\u00f3logo Silvio Pantoja, diretor do Centro de Investigaci\u00f3n Oceanogr\u00e1fica en el Pacifico Sur-Oriental (Copas), da Universidad de Concepci\u00f3n. Com uma superf\u00edcie apenas tr\u00eas vezes superior \u00e0 do Estado de S\u00e3o Paulo, comprimida entre o Oceano Pac\u00edfico e a Cordilheira dos Andes, o pa\u00eds possui uma extensa linha costeira, de 6.435 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Acrescente-se a isso o fen\u00f4meno da ressurg\u00eancia marinha, provocado na regi\u00e3o pela Corrente de Humboldt. A barreira da Cordilheira dos Andes faz com que os ventos al\u00edsios que sopram para sudeste sejam inflexionados para o norte. E esse regime de ventos arrasta as \u00e1guas superficiais da costa chilena e peruana, possibilitando que as \u00e1guas profundas, frias e extremamente ricas em nutrientes, aflorem. O resultado \u00e9 uma extraordin\u00e1ria abund\u00e2ncia de vida marinha. De 18% a 20% de toda a pesca mundial ocorre no grande ecossistema marinho associado \u00e0 Corrente de Humboldt.<\/p>\n<p>\u201cAs possibilidades de coopera\u00e7\u00e3o entre ocean\u00f3grafos brasileiros e chilenos incluem oceanografia f\u00edsica; oceanografia costeira, com estudos de polui\u00e7\u00e3o e manejo; aquicultura; geoqu\u00edmica inorg\u00e2nica e org\u00e2nica; ecologia de \u00e1guas profundas; paleo-oceanografia, com estudos de registros sedimentares e modelagem; e estudos de organismos extrem\u00f3filos [bact\u00e9rias que sobrevivem e se reproduzem em condi\u00e7\u00f5es extremas]\u201d, afirmou em sua apresenta\u00e7\u00e3o Michel Michaelovitch de Mahiques, ex-diretor e atualmente vice-diretor do Instituto Oceanogr\u00e1fico da Universidade de S\u00e3o Paulo (IO-USP), que compartilhou com Pantoja o segmento dedicado \u00e0 oceanografia no workshop.<\/p>\n<p><b><i>Smart Agriculture<\/i><\/b><\/p>\n<p>O cobre, que j\u00e1 respondeu por mais de 60% da pauta de exporta\u00e7\u00f5es do Chile, ainda \u00e9, atualmente com 30%, o principal produto exportado pelo pa\u00eds. Mas o Chile possui tradi\u00e7\u00e3o e potencial de desenvolvimento no setor agroindustrial, como afirmou Ricardo Diaz C\u00e1rcamo, diretor executivo do Centro de Estudios de Alimentos Procesados (Ceap).<\/p>\n<p>Enfatizando a agrega\u00e7\u00e3o de valor aos produtos agroindustriais, C\u00e1rcamo mostrou que a exporta\u00e7\u00e3o de processados (\u00f3leos vegetais, enlatados, sucos, congelados, desidratados) cresceu r\u00e1pida e consistentemente nos primeiros 14 anos do presente s\u00e9culo. Depois, acompanhando a retra\u00e7\u00e3o do mercado mundial, apresentou um decl\u00ednio relativo a partir de 2014. Os principais desafios para a sustentabilidade e expans\u00e3o do setor incluem o manejo e a valoriza\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos e investimentos em pesquisa e desenvolvimento.<\/p>\n<p>Como exemplo citou a ind\u00fastria de azeite de oliva. Apenas 15% do resultado do processo industrial \u00e9 azeite. Os outros 85% s\u00e3o res\u00edduos. Situa\u00e7\u00e3o semelhante ocorre na ind\u00fastria de sucos. Transformar esses res\u00edduos em recursos, como fontes de antioxidantes, alimentos funcionais, fibras para alimenta\u00e7\u00e3o humana ou animal etc., constitui, segundo ele, importante meta econ\u00f4mica e ambiental.<\/p>\n<p>E neste t\u00f3pico se deu a conflu\u00eancia entre a apresenta\u00e7\u00e3o de C\u00e1rcamo e a de Silvio Crestana, ex-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), atualmente na Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o, que colocou em pauta o conceito de Agricultura Inteligente (<i>Smart Agriculture<\/i>). \u201cO termo se refere ao uso de equipamentos eletr\u00f4nicos, sensores, m\u00e1quinas e inform\u00e1tica para prover decis\u00f5es mais precisas, eficientes e sustent\u00e1veis no manejo da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola\u201d, explicou Crestana.<\/p>\n<p>Durante o debate que se seguiu, o pesquisador argumentou que o conceito, que compreende ainda a cria\u00e7\u00e3o de sistemas que integrem agricultura, pecu\u00e1ria e floresta, n\u00e3o pressup\u00f5e necessariamente a grande propriedade agroindustrial, podendo tamb\u00e9m chegar aos m\u00e9dios e pequenos produtores por meio de cooperativas ou iniciativas p\u00fablicas.<\/p>\n<p><b>Nanotecnologia<\/b><\/p>\n<p>O \u00faltimo segmento do workshop tratou de nanotecnologia, com apresenta\u00e7\u00f5es de Dora Altbir Drullinsky, diretora do Centro para el Desarrollo de la Nanociencia y la Nanotecnologia (Cedenna), e de Marcelo Knobel, professor titular do Instituto de F\u00edsica da Universidade Estadual de Campinas (IF-Unicamp) e diretor do Laborat\u00f3rio Nacional de Nanotecnologia (LNNano) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).<\/p>\n<p>Trata-se de uma \u00e1rea em que o Chile teria muito a ganhar com o desenvolvimento bem maior alcan\u00e7ado pelo Brasil. E a parceria j\u00e1 est\u00e1, de certo modo, em curso, inclusive com a participa\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Knobel em iniciativas do Cedenna.<\/p>\n<p>Knobel destacou o apoio dado pela FAPESP ao setor em S\u00e3o Paulo, com um total de 6.274 aux\u00edlios e bolsas concedidos. Nanoci\u00eancia e nanotecnologia s\u00e3o contemplados em cinco dos 17 Centros de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o (CEPIDs) mantidos pela FAPESP: Centro de Pesquisa em \u00d3ptica e Fot\u00f4nica, Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais, Centro de Pesquisa em Alimentos, Centro de Engenharia e Ci\u00eancias Computacionais e Centro de Ensino, Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o em Vidros.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos palestrantes e de outros pesquisadores, o workshop teve a participa\u00e7\u00e3o do embaixador do Chile no Brasil, Jaime Gazmuri; do agregado cient\u00edfico do Chile no Brasil, Cesar Gatica; do coordenador do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Chile, Claudio Rojas; do diretor executivo da Conicyt, Christian Nicolai; e da executiva de projetos da Conicyt, Andrea Cibotti. Pela FAPESP, participaram o diretor-presidente do Conselho T\u00e9cnico-Administrativo, Carlos Am\u00e9rico Pacheco; o diretor cient\u00edfico, Carlos Henrique de Brito Cruz; a assessora especial da Diretoria Cient\u00edfica, Marilda Solon Teixeira Bottesi; e a gerente de \u00e1rea para colabora\u00e7\u00f5es em pesquisa, Glenda Mezarobba.<\/p>\n<p>Encerrando o workshop, Mezarobba lembrou que 103 chilenos receberam bolsa da FAPESP para estudar em S\u00e3o Paulo nos \u00faltimos 10 anos. A Funda\u00e7\u00e3o j\u00e1 mant\u00e9m acordos de coopera\u00e7\u00e3o com a Universidad de Chile (UCH), a Universidad de la Frontera e a Universidad de Magallanes (UMAG). O interc\u00e2mbio dever\u00e1 ser fortemente incrementado com a pr\u00f3xima assinatura de acordo de coopera\u00e7\u00e3o com a pr\u00f3pria Conicyt.<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6XOIxsl9dWU\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fapesp, 12\/12\/2016 &nbsp; Quatro \u00e1reas foram contempladas em encontro com a Comisi\u00f3n Nacional de Investigaci\u00f3n Cient\u00edfica y Tecnol\u00f3gica do Chile: astronomia, oceanografia, agroind\u00fastria e nanotecnologia (Foto:European Southern Observatory (ESO)) &nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1163,44],"tags":[],"class_list":["post-15481","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clipping-cnpem","category-clipping-lnnano","category-1163","category-44","description-off"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - 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