{"id":15036,"date":"2016-10-05T17:33:06","date_gmt":"2016-10-05T17:33:06","guid":{"rendered":"https:\/\/cnpem.staging.wpengine.com\/?p=15036"},"modified":"2022-01-21T15:53:07","modified_gmt":"2022-01-21T18:53:07","slug":"mil-patentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/mil-patentes\/","title":{"rendered":"Mil patentes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2016\/10\/03\/mil-patentes\/\">Revista Fapesp<\/a>, 09\/2016<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Universidade, que tem como diretriz o compromisso com a inova\u00e7\u00e3o baseada em pesquisa, depositou este ano seu mil\u00e9simo registro de propriedade intelectual<\/em><\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-15037 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Inovac%CC%A7a%CC%83o_Unicamp.jpg?resize=300%2C152&#038;ssl=1\" alt=\"inovacao_unicamp\" width=\"300\" height=\"152\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Unicamp atingiu, em julho deste ano, a marca de mil patentes ativas, no Brasil e no exterior, depois do dep\u00f3sito noInstituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) de registro referente a levedura modificada geneticamente. Desse total, 125 est\u00e3o licenciadas para o mercado, segundo a Ag\u00eancia de Inova\u00e7\u00e3o Inova Unicamp, \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela gest\u00e3o da propriedade intelectual e transfer\u00eancia de tecnologia da universidade. Um levantamento feito pelo INPI em 2015 mostrou que a institui\u00e7\u00e3o \u00e9 a terceira maior patenteadora do pa\u00eds. De autoria do professor Gon\u00e7alo Amarante Guimar\u00e3es Pereira, do Instituto de Biologia (IB), e de Leandro Vieira dos Santos e Renan Augusto Siqueira Pirolla, a mil\u00e9sima patente est\u00e1 relacionada ao desenvolvimento de uma levedura industrial geneticamente modificada para o processo de obten\u00e7\u00e3o de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o, visando ao aproveitamento de a\u00e7\u00facares presentes na palha, baga\u00e7o, folhas e caule da cana-de-a\u00e7\u00facar. O processo de prote\u00e7\u00e3o da patente contou com apoio da FAPESP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 significativo atingir a mil\u00e9sima patente no ano em que a Unicamp comemora seu cinquenten\u00e1rio. Na Inova trabalhamos n\u00e3o somente para proteger as tecnologias desenvolvidas no \u00e2mbito da universidade, mas tamb\u00e9m para lev\u00e1-las ao mercado\u201d, afirma Milton Mori, diretor-executivo da Ag\u00eancia de Inova\u00e7\u00e3o. \u201cNosso grande desafio agora \u00e9 licenciar essas patentes.\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_225533\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"wp-caption size-medium wp-image-225533\" style=\"width: 402px;\">\n<p class=\"wp_author\">\u00a9 ARQUIVO CENTRAL \/ SIARQ<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/012_Inova%C3%A7%C3%A3o_Unicamp-300x296.jpg?resize=392%2C386&#038;ssl=1\" alt=\"O governador Laudo Natel (de terno escuro, embaixo do carro) em visita ao Centro de Tecnologia da Unicamp, em 1975. Criada em 1976, a Codetec foi a primeira incubadora de empresas do pa\u00eds\" width=\"392\" height=\"386\" \/><\/p>\n<\/div>\n<p class=\"wp-caption-text\">O governador Laudo Natel (<em>de terno escuro, embaixo do carro<\/em>) em visita ao Centro de Tecnologia da Unicamp, em 1975. Criada em 1976, a Codetec foi a primeira incubadora de empresas do pa\u00eds<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um olhar em retrospectiva para a hist\u00f3ria da Unicamp permite ver que sua trajet\u00f3ria \u00e9 marcada pela naturalidade no relacionamento com a ind\u00fastria, pelo di\u00e1logo com as ag\u00eancias de fomento e por sua r\u00e1pida inser\u00e7\u00e3o no processo produtivo. Desde sua cria\u00e7\u00e3o, a universidade realizou pesquisas com alto potencial para o setor industrial e em benef\u00edcio da sociedade. De seus laborat\u00f3rios surgiram, entre outras inova\u00e7\u00f5es, fibras \u00f3pticas, lasers e aparelhos para as \u00e1reas de telecomunica\u00e7\u00f5es e microeletr\u00f4nica, equipamentos e processos para o setor energ\u00e9tico (explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis, aperfei\u00e7oamento da energia solar), novos produtos, ingredientes e formula\u00e7\u00f5es para o segmento aliment\u00edcio e tecnologias para o campo, entre elas ferramentas geotecnol\u00f3gicas que impulsionaram no pa\u00eds o avan\u00e7o da agricultura de precis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao atuar como uma fonte de pesquisas inovativas, a institui\u00e7\u00e3o atraiu para seus arredores um polo de alta tecnologia, que acabou por estimular o surgimento de uma s\u00e9rie de institui\u00e7\u00f5es dedicadas \u00e0 inova\u00e7\u00e3o. Entre elas destacam-se o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunica\u00e7\u00f5es (CPqD), um dos maiores polos de pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) em telecomunica\u00e7\u00f5es e tecnologia da informa\u00e7\u00e3o (TI) da Am\u00e9rica Latina, e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), respons\u00e1vel pela gest\u00e3o de quatro laborat\u00f3rios nacionais: de Luz S\u00edncroton (LNLS), de Ci\u00eancia e Tecnologia de Bioetanol (CTBE), de Bioci\u00eancias (LNBio) e de Nanotecnologia (LNNano). O LNLS \u00e9 detentor de um acelerador de part\u00edculas usado como fonte de luz, o primeiro instalado no hemisf\u00e9rio Sul. As fontes de luz s\u00edncrotron s\u00e3o equipamentos planejados para produzir um tipo de radia\u00e7\u00e3o capaz de penetrar a mat\u00e9ria e revelar sua estrutura molecular e at\u00f4mica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito em raz\u00e3o da exist\u00eancia da Unicamp, Campinas tamb\u00e9m se tornou a sede do Centro de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o Renato Archer, unidade de pesquisa do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es (MCTIC), que atua em \u00e1reas de fronteira do conhecimento do setor de Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TICs), do Biofabris, uma das unidades integrantes da rede de Institutos Nacionais de Ci\u00eancia e Tecnologia (INCTs) do governo federal, cujo foco \u00e9 o desenvolvimento de biomateriais, dispositivos biom\u00e9dicos e substitutos biol\u00f3gicos para \u00f3rg\u00e3os humanos, e do Parque Empresarial Techno Park, um condom\u00ednio que abriga mais de 60 companhias de diversos setores da economia.<\/p>\n<div id=\"attachment_225535\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"wp_author\">\u00a9 DIVULGA\u00c7\u00c3O INOVA UNICAMP<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/013_Inova%C3%A7%C3%A3o02_Unicamp-300x200.jpg?resize=300%2C200&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/013_Inova\u00e7\u00e3o02_Unicamp-768x512.jpg 768w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/013_Inova\u00e7\u00e3o02_Unicamp-744x496.jpg 744w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/013_Inova\u00e7\u00e3o02_Unicamp-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/013_Inova\u00e7\u00e3o02_Unicamp-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/013_Inova\u00e7\u00e3o02_Unicamp.jpg 1350w\" alt=\"Pr\u00e9dio do Centro de Inova\u00e7\u00e3o do Parque Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico no campus central\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Pr\u00e9dio do Centro de Inova\u00e7\u00e3o do Parque Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico no campus central<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A marca do criador<\/strong><br \/>\nA ideia de que a Unicamp deveria ser uma institui\u00e7\u00e3o superior voltada a estimular o surgimento de avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e com atua\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima ao setor empresarial j\u00e1 era defendida por Zeferino Vaz, que conduziu a implanta\u00e7\u00e3o da universidade e foi seu primeiro reitor. \u201cZeferino foi um dos primeiros a compreender que a crescente industrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds criava uma demanda nova por pessoal qualificado, sobretudo no estado de S\u00e3o Paulo, que na \u00e9poca detinha 40% da capacidade industrial brasileira e 24% de sua popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa\u201d, relatou o jornalista Eust\u00e1quio Gomes no livro <em>O Mandarim \u2013 Hist\u00f3ria da inf\u00e2ncia da Unicamp<\/em> (Editora Unicamp, 2006). O jornalista foi o respons\u00e1vel pela implanta\u00e7\u00e3o da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da Unicamp em 1982 e foi seu coordenador por mais de duas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 os anos 1960, o sistema de ensino superior estava direcionado para a forma\u00e7\u00e3o de profissionais liberais que eram demandados pelo processo de urbaniza\u00e7\u00e3o, entre eles m\u00e9dicos, advogados e engenheiros. \u201cNaquela ocasi\u00e3o, era bem-vinda uma universidade que desse \u00eanfase \u00e0 pesquisa tecnol\u00f3gica e, ao mesmo tempo, tivesse v\u00ednculos, ainda que indiretos, com o setor de produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os\u201d, afirma o engenheiro eletr\u00f4nico Jos\u00e9 Ellis Ripper Filho, que fez parte do grupo de profissionais convidados por Zeferino Vaz para o nascente Instituto de F\u00edsica. Ripper foi o respons\u00e1vel pela montagem na universidade do primeiro Departamento de F\u00edsica Aplicada do Brasil.<\/p>\n<div id=\"attachment_225534\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"wp_author\">\u00a9 L\u00c9O RAMOS<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/013_Inova%C3%A7%C3%A3o_Unicamp-300x199.jpg?resize=300%2C199&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/013_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp-768x509.jpg 768w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/013_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp-749x496.jpg 749w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/013_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp-300x199.jpg 300w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/013_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp-1024x678.jpg 1024w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/013_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp.jpg 1510w\" alt=\"Processo de soldagem de placa eletr\u00f4nica da Padtec, outro empreendimento nascido na universidade\" width=\"300\" height=\"199\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Processo de soldagem de placa eletr\u00f4nica da Padtec, outro empreendimento nascido na universidade<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo dos primeiros 10 anos da Unicamp, o compromisso assumido por Zeferino de valorizar a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e estreitar os v\u00ednculos da institui\u00e7\u00e3o com o setor produtivo foi expresso em v\u00e1rios momentos. Uma das primeiras unidades de ensino criadas na universidade campineira, por exemplo, foi a Faculdade de Tecnologia de Alimentos, depois renomeada Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA). Pioneira na Am\u00e9rica Latina, a unidade come\u00e7ou a funcionar em 1967. \u201cEla iniciou o processo de institucionaliza\u00e7\u00e3o de um novo campo de estudos no pa\u00eds, o da engenharia de alimentos. E hoje \u00e9 reconhecida como um polo aglutinador de pesquisas, inova\u00e7\u00f5es e tecnologias nesse campo do conhecimento\u201d, afirma a pr\u00f3-reitora de Pesquisa Gl\u00e1ucia Maria Pastore, professora titular da FEA. A cria\u00e7\u00e3o da faculdade se deu gra\u00e7as ao empenho do engenheiro-agr\u00f4nomo Andr\u00e9 Tosello, que havia articulado anos antes a implanta\u00e7\u00e3o do Centro Tropical de Pesquisas e Tecnologia de Alimentos (CTPTA), depois renomeado para Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), um dos principais centros cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos do setor de alimentos e embalagens do pa\u00eds (<em><a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/?p=225223\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ver reportagem<\/a><\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1970, a Unicamp criou seu Centro de Tecnologia (CT), um \u00f3rg\u00e3o de apoio aos institutos e faculdades e de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os a terceiros. No CT, estudavam-se modelos, projetos e solu\u00e7\u00f5es para a ind\u00fastria, especialmente a dos setores mec\u00e2nico e metal\u00fargico. \u201cO Centro de Tecnologia desempenhou um papel importante. Seu objetivo era ajudar as empresas na resolu\u00e7\u00e3o de gargalos tecnol\u00f3gicos\u201d, aponta Gl\u00e1ucia Pastore. Na \u00e1rea automotiva, os pesquisadores do CT participaram de estudos sobre o uso do \u00e1lcool combust\u00edvel para substituir o petr\u00f3leo e da constru\u00e7\u00e3o do primeiro motor a \u00e1lcool puro.<\/p>\n<div id=\"attachment_225536\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"wp_author\">\u00a9 EDUARDO CESAR<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/014_Inova%C3%A7%C3%A3o_Unicamp.jpg?resize=290%2C446&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 290px) 100vw, 290px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/014_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp-195x300.jpg 195w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/014_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp.jpg 650w\" alt=\"T\u00e9cnico da Alibra prepara amostras para an\u00e1lise de prote\u00edna em um destilador de nitrog\u00eanio\" width=\"290\" height=\"446\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">T\u00e9cnico da Alibra prepara amostras para an\u00e1lise de prote\u00edna em um destilador de nitrog\u00eanio<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naquela mesma \u00e9poca, a universidade come\u00e7ou a oferecer seus primeiros cursos de tecnologia, com a cria\u00e7\u00e3o das gradua\u00e7\u00f5es em tecnologia sanit\u00e1ria e em tecnologia da constru\u00e7\u00e3o civil. As aulas eram ministradas na antiga Faculdade de Engenharia Civil (FEC), que funcionava na cidade vizinha de Limeira. No final da d\u00e9cada de 1980, os dirigentes campineiros criaram formalmente o Centro Superior de Educa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (Ceset), que incorporou os diversos cursos de tecnologia da institui\u00e7\u00e3o. Em 2009, o Ceset foi transformado em uma unidade de ensino e pesquisa e mudou sua denomina\u00e7\u00e3o para Faculdade de Tecnologia (FT), ainda hoje sediada em Limeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMantendo os ideais de sua cria\u00e7\u00e3o, nossa faculdade tem como finalidade promover novos caminhos para solucionar dificuldades que atingem a sociedade, encarando-as como desafios tecnol\u00f3gicos que necessitam do desenvolvimento de dispositivos, sistemas ou processos inovadores para supera\u00e7\u00e3o\u201d, conta a diretora da Faculdade de Tecnologia, Lu\u00edsa Andr\u00e9ia Gachet Barbosa. Professores e alunos da unidade t\u00eam realizado pesquisas nas \u00e1reas de meio ambiente e sustentabilidade (reaproveitamento de res\u00edduos da constru\u00e7\u00e3o civil), recursos h\u00eddricos (tratamento e distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua), inform\u00e1tica, telecomunica\u00e7\u00f5es e sensoriamento.<\/p>\n<div id=\"attachment_225537\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"wp_author\">\u00a9 MIGUEL BOYAYAN<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/014_Inova%C3%A7%C3%A3o_Unicamp02-300x193.jpg?resize=300%2C193&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/014_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp02-768x494.jpg 768w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/014_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp02-771x496.jpg 771w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/014_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp02-300x193.jpg 300w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/014_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp02-1024x658.jpg 1024w\" alt=\"pesquisadores trabalham em laborat\u00f3rio da AsGa \" width=\"300\" height=\"193\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Pesquisadores trabalham em<br \/>\nlaborat\u00f3rio da AsGa<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Experi\u00eancia pioneira<\/strong><br \/>\nEm 1976, Campinas foi palco de uma experi\u00eancia pioneira no pa\u00eds com a cria\u00e7\u00e3o da Companhia de Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico (Codetec). Apontada por muitos como a primeira incubadora tecnol\u00f3gica do pa\u00eds, ela foi inspirada em um movimento protagonizado pela Universidade Stanford, na Calif\u00f3rnia, no in\u00edcio dos anos 1950, em que a articula\u00e7\u00e3o entre a pr\u00f3pria universidade, empresas de microeletr\u00f4nica e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa deram origem ao Vale do Sil\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA Codetec surgiu a partir de uma reuni\u00e3o promovida pelo Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio na Unicamp\u201d, recorda-se o f\u00edsico Rog\u00e9rio Cezar de Cerqueira Leite, idealizador e dirigente da institui\u00e7\u00e3o por cerca de duas d\u00e9cadas. Segundo ele, dessa reuni\u00e3o foi formada uma comiss\u00e3o que elaborou a proposta de cria\u00e7\u00e3o de uma companhia privada, com s\u00f3lida liga\u00e7\u00e3o com a Unicamp, voltada para apoiar o estabelecimento de pequenas empresas surgidas na universidade capazes de gerar tecnologia apropriada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Cerqueira Leite, dezenas de empresas de base tecnol\u00f3gica de origens e segmentos distintos surgiram na incubadora e ganharam vida, dentre elas a Termoquip, que atuava na \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o de energia a partir da biomassa, a Criometal, voltada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de equipamentos criog\u00eanicos, e a Novadata, que iniciou suas atividades produzindo minicomputadores \u2013 numa \u00e9poca em que a fabrica\u00e7\u00e3o de equipamentos do g\u00eanero ainda estava engatinhando no mundo.<\/p>\n<div id=\"attachment_225538\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"wp_author\">\u00a9 L\u00c9O RAMOS<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/015_Inova%C3%A7%C3%A3o_Unicamp-300x200.jpg?resize=300%2C200&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/015_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp-768x513.jpg 768w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/015_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp-742x496.jpg 742w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/015_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/015_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/015_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp.jpg 1347w\" alt=\"Detalhe do transmissor \u00f3ptico de alta velocidade criado pela BrPhotonics\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Detalhe do transmissor \u00f3ptico de alta velocidade criado pela BrPhotonics<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA Codetec acolhia professores e alunos munidos de boas ideias e custeava despesas durante o per\u00edodo de desenvolvimento e estrutura\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio\u201d, ressalta Cerqueira Leite. \u201cSe a viabilidade comercial fosse confirmada, o projeto era destacado da Codetec e uma empresa independente era formada.\u201d Ao longo de sua hist\u00f3ria, a companhia desenvolveu 80 processos de produ\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos, dos quais cerca de 20 foram comercializados por diferentes empresas nacionais. Al\u00e9m destes, a Codetec desenvolveu uma tecnologia de produ\u00e7\u00e3o de etanol a partir do baga\u00e7o de cana-de-a\u00e7\u00facar por hidr\u00f3lise \u00e1cida para a Ind\u00fastrias Villares. Hoje, o chamado etanol celul\u00f3sico ou de segunda gera\u00e7\u00e3o \u00e9 uma promissora fonte de energia sustent\u00e1vel e ambientalmente relevante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A experi\u00eancia positiva da Codetec serviu de est\u00edmulo para a Unicamp criar em 2001 sua pr\u00f3pria incubadora, a Incamp, que nasceu com a finalidade de apoiar o surgimento de neg\u00f3cios inovadores de base tecnol\u00f3gica. Desde ent\u00e3o, 44 empresas j\u00e1 foram graduadas e outras 25 encontram-se em processo de incuba\u00e7\u00e3o. Essas startups integram o grupo de 514 \u201cempresas-filhas\u201d da Unicamp, que tamb\u00e9m inclui companhias formadas por alunos, ex-alunos ou pessoas com v\u00ednculo empregat\u00edcio com a universidade e empreendimentos cuja atividade principal deriva de uma tecnologia licenciada pela Unicamp (<em><a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/?p=225208\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">saiba mais sobre as empresas-filhas<\/a><\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes mesmo da Lei de Inova\u00e7\u00e3o, de 2004, que facilitou a cria\u00e7\u00e3o de empresas tendo como s\u00f3cios professores universit\u00e1rios, a Unicamp decidiu liberar seus docentes do Regime de Dedica\u00e7\u00e3o Integral \u00e0 Doc\u00eancia e \u00e0 Pesquisa (RDIDP) para que abrissem seus pr\u00f3prios neg\u00f3cios, como fizeram o engenheiro eletr\u00f4nico Jos\u00e9 Elis Ripper e o bi\u00f3logo Paulo Arruda, entre outros, por exemplo (<em><a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/?p=225258\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ver reportagem<\/a><\/em>).<\/p>\n<div id=\"attachment_225539\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"wp_author\">\u00a9 L\u00c9O RAMOS<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/015_Inova%C3%A7%C3%A3o_Unicamp02-300x200.jpg?resize=300%2C200&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/015_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp02-768x511.jpg 768w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/015_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp02-745x496.jpg 745w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/015_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp02-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/015_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp02-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/015_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp02.jpg 1202w\" alt=\"O Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncroton\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">O Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncroton<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cria\u00e7\u00e3o da Inova Unicamp em julho de 2003, durante a administra\u00e7\u00e3o de Carlos Henrique de Brito Cruz (2002-2005), um de seus principais idealizadores, foi consequ\u00eancia natural do movimento da universidade em favor da pesquisa aplicada e do desenvolvimento de novas tecnologias. Para o professor Roberto de Alencar Lotufo, diretor-executivo da Inova entre 2004 e 2013, a ag\u00eancia foi criada com o objetivo de aumentar o impacto do ensino, da pesquisa e da extens\u00e3o da Unicamp por meio de iniciativas de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo em benef\u00edcio da sociedade. \u201cA Inova foi pioneira em v\u00e1rios aspectos. Sua miss\u00e3o foi gerir a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica surgida na universidade e intermediar a transfer\u00eancia de tecnologia e as parcerias entre a Unicamp e as empresas\u201d, conta Lotufo. \u201cCreio que foi e \u00e9 bem-sucedida nesse objetivo.\u201d Desde sua implanta\u00e7\u00e3o, a Inova \u00e9 uma das entradas para empres\u00e1rios que querem modernizar seus processos industriais, capacitar recursos humanos ou incorporar a suas linhas de produ\u00e7\u00e3o os frutos das pesquisas realizadas nos laborat\u00f3rios da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA inova\u00e7\u00e3o \u00e9 parte da cultura da Unicamp desde o come\u00e7o. O ponto forte da ag\u00eancia \u00e9 a jun\u00e7\u00e3o de todas as frentes que envolvem inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, como transfer\u00eancia de tecnologia, propriedade intelectual, empreendedorismo, o Parque Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico e a incubadora de empresas\u201d, afirma Milton Mori. A hist\u00f3ria da universidade neste ramo teve in\u00edcio em 1984 com a cria\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Permanente de Propriedade Industrial, cujo prop\u00f3sito era atender professores inventores da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA Unicamp \u00e9 uma universidade jovem e pioneira na gest\u00e3o da propriedade intelectual e serve como exemplo para outras universidades conseguirem converter o conhecimento gerado em aplica\u00e7\u00f5es industriais, favorecendo o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico e a competitividade das empresas\u201d, destaca Patr\u00edcia Leal Gestic, diretora da Propriedade Intelectual da Inova. \u201cDesde meados da d\u00e9cada de 1980, a propriedade industrial \u00e9 tema relevante e estrat\u00e9gico para a universidade.\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_225540\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"wp_author\">\u00a9 BIOFABRIS<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/015_Inova%C3%A7%C3%A3o_Unicamp03.jpg?resize=290%2C392&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 290px) 100vw, 290px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/015_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp03-367x496.jpg 367w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/015_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp03-222x300.jpg 222w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/015_Inova\u00e7\u00e3o_Unicamp03.jpg 592w\" alt=\"O laborat\u00f3rio da Biofabris, especializada em pr\u00f3teses de cr\u00e2nio\" width=\"290\" height=\"392\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">O laborat\u00f3rio da Biofabris, especializada em pr\u00f3teses de cr\u00e2nio<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Parque tecnol\u00f3gico<\/strong><br \/>\nCom a implanta\u00e7\u00e3o da Incamp e da Inova, o passo seguinte da Unicamp foi estruturar seu pr\u00f3prio parque tecnol\u00f3gico. O projeto de cria\u00e7\u00e3o do Parque Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico, inicialmente denominado Polo de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o da Unicamp, foi apresentado \u00e0 Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Ci\u00eancia e Tecnologia do Estado de S\u00e3o Paulo em 2008. Sua constru\u00e7\u00e3o foi iniciada no ano seguinte e o primeiro conv\u00eanio com uma empresa parceira, a Cameron do Brasil, foi assinado em 2011. No come\u00e7o deste ano, o parque obteve o credenciamento definitivo no Sistema Paulista de Parques, entidade do governo que d\u00e1 suporte \u00e0 rede de 28 parques tecnol\u00f3gicos existentes ou em implanta\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O parque envolve um conjunto de \u00e1reas para instala\u00e7\u00f5es dedicadas a abrigar compet\u00eancias cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas e laborat\u00f3rios de inova\u00e7\u00e3o voltados ao desenvolvimento e \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de projetos de pesquisa financiados por institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas. A primeira unidade a ficar pronta foi o pr\u00e9dio principal, inaugurado h\u00e1 dois anos. Nele, encontram-se em opera\u00e7\u00e3o laborat\u00f3rios de pesquisa de multinacionais (Samsung, IBM, Lenovo e Motorola), do Instituto de Pesquisas Eldorado, que atua no desenvolvimento de softwares, hardwares, sistemas e testes de produtos eletr\u00f4nicos, do N\u00facleo Softex Campinas, voltado \u00e0 promo\u00e7\u00e3o do software nacional, e da MC1 Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o, uma empresa-filha da Unicamp. Algumas dessas empresas j\u00e1 faziam parte do Inovasoft, o Centro de Inova\u00e7\u00e3o em Softwares da Unicamp, instalado em 2006 em uma \u00e1rea cont\u00edgua ao <em>campus<\/em> de Bar\u00e3o Geraldo. Nas negocia\u00e7\u00f5es para incorpora\u00e7\u00e3o de novos laborat\u00f3rios ao complexo h\u00e1 uma regra estrita: s\u00f3 s\u00e3o admitidas iniciativas que contemplem conv\u00eanios com grupos de pesquisa da Unicamp.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Criado com o objetivo de ser mais um instrumento da Unicamp para fomentar a inova\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento socioecon\u00f4mico do pa\u00eds, o parque reflete as diretrizes que nortearam a pr\u00f3pria funda\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o h\u00e1 50 anos: manter estreita rela\u00e7\u00e3o com o setor produtivo por meio do compromisso com a inova\u00e7\u00e3o baseada em pesquisa. \u201cA Unicamp nasceu com base em um projeto solidamente sustentado pela indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extens\u00e3o\u201d, destaca o reitor Jos\u00e9 Tadeu Jorge. \u201cDesde o in\u00edcio, a universidade estimulou a intensa realiza\u00e7\u00e3o de pesquisa qualificada para que a ponta do conhecimento enriquecesse a forma\u00e7\u00e3o dos seus alunos, ao mesmo tempo que estabeleceu rela\u00e7\u00f5es com diversos setores sociais para que esse conhecimento novo chegasse \u00e0 sociedade de maneira efetiva.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista Fapesp, 09\/2016 Universidade, que tem como diretriz o compromisso com a inova\u00e7\u00e3o baseada em pesquisa, depositou este ano seu mil\u00e9simo registro de propriedade intelectual A Unicamp atingiu, em julho&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1163],"tags":[],"class_list":["post-15036","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clipping-cnpem","category-1163","description-off"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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