{"id":1500,"date":"2009-08-03T10:19:25","date_gmt":"2009-08-03T10:19:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/?p=1500"},"modified":"2026-03-03T10:20:56","modified_gmt":"2026-03-03T13:20:56","slug":"o-embriao-do-novo-museu-de-ciencias-para-quem-quiser-conhecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/o-embriao-do-novo-museu-de-ciencias-para-quem-quiser-conhecer\/","title":{"rendered":"O embri\u00e3o do novo Museu de Ci\u00eancias, para quem quiser conhecer"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>03\/08\/2009 &#8211; Jornal da Unicamp<\/em><br \/>\nDefesa p\u00fablica de projetos arquitet\u00f4nicos finalistas ocorre dia 7 de agosto<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Unicamp vai transformar em evento acad\u00eamico e cultural a defesa p\u00fablica dos cinco projetos arquitet\u00f4nicos finalistas do concurso internacional para a constru\u00e7\u00e3o do seu novo Museu de Ci\u00eancias. Na manh\u00e3 de 7 de agosto, os arquitetos respons\u00e1veis pelas tr\u00eas equipes brasileiras, uma norte-americana e uma japonesa apresentar\u00e3o seus projetos para uma banca de jurados altamente qualificada, diante de alunos, professores e profissionais de arquitetura e \u00e1reas afins, no Centro de Conven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Um concurso de arquitetura \u00e9 uma grande aventura intelectual&#8221;, afirma o professor Marcelo Firer, diretor do Museu Explorat\u00f3rio de Ci\u00eancias (MC). &#8220;\u00c9 um projeto para 5.200 metros quadrados de \u00e1rea constru\u00edda (dentro de uma \u00e1rea total de 28 mil) e custo estimado em 10 milh\u00f5es de reais. Estamos considerando uma obra de alta qualidade arquitet\u00f4nica, com solu\u00e7\u00f5es inteligentes ao inv\u00e9s de luxos incompat\u00edveis com a realidade or\u00e7ament\u00e1ria da Unicamp. N\u00e3o queremos apenas mostrar um projeto maravilhoso, por\u00e9m inexequ\u00edvel; queremos ter um bom museu&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Firer, a ideia \u00e9 oferecer um marco cultural para Campinas, com espa\u00e7o para exposi\u00e7\u00f5es permanentes e tempor\u00e1rias, audit\u00f3rio e observat\u00f3rio astron\u00f4mico, al\u00e9m das \u00e1reas administrativa, t\u00e9cnica e de conviv\u00eancia. Inscreveram-se para o concurso 170 equipes de 21 pa\u00edses. &#8220;Na primeira fase, a avalia\u00e7\u00e3o pela banca se deu de forma an\u00f4nima, mas agora todos poder\u00e3o conhecer os trabalhos finalistas. Defesa p\u00fablica \u00e9 um evento raro, que vai despertar bastante interesse n\u00e3o s\u00f3 pela qualidade dos projetos, mas tamb\u00e9m pela arg\u00fci\u00e7\u00e3o de uma banca internacional de especialistas renomados&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os projetos ser\u00e3o apresentados pelos arquitetos Alessandro Muzi, Daniel Corsi e F\u00e1bio Boretti Ara\u00fajo, do Brasil; Erik Lewitt, dos Estados Unidos; e Tomohiko Amemiya, do Jap\u00e3o. Cada uma das cinco equipes j\u00e1 recebeu um pr\u00eamio de R$ 5 mil na primeira etapa; nesta segunda fase, haver\u00e1 pr\u00eamios adicionais de R$ 8 mil para a primeira colocada (que tamb\u00e9m executar\u00e1 o projeto), R$ 4 mil para a segunda e R$ 2 mil para a terceira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banca julgadora desta etapa final ser\u00e1 formada pelos arquitetos Paulo Valentino Bruna e Leandro Medrano, do Brasil; Frederico Valsassina, de Portugal; Silvia Arango, da Col\u00f4mbia; Jorge Wagensberg, muse\u00f3grafo da Espanha; Maria Cristina da Silva Leme, urbanista brasileira; Edgar Salvadori de Decca, historiador e coordenador geral da Unicamp; e pelo pr\u00f3prio Marcelo Firer. &#8220;Vamos discutir com a banca a possibilidade de abrir espa\u00e7o para perguntas do p\u00fablico ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o&#8221;, adianta o diretor do Museu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ineditismo<\/strong><br \/>\nLeandro Medrano, professor da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) e membro do j\u00fari, foi quem convenceu seus pares envolvidos na constru\u00e7\u00e3o da sede sobre a riqueza de conhecimentos que um concurso internacional de arquitetura pode proporcionar. &#8220;N\u00e3o encontramos registros de outros concursos internacionais, para obras p\u00fablicas institucionais, nos \u00faltimos vinte anos. Podemos dizer que \u00e9 uma iniciativa inovadora da Unicamp&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na opini\u00e3o de Medrano, a sele\u00e7\u00e3o por m\u00e9rito trata-se de uma op\u00e7\u00e3o natural dentro de uma universidade p\u00fablica como a Unicamp, onde contrata\u00e7\u00f5es de professores, sele\u00e7\u00e3o de artigos e eventos acad\u00eamicos e cient\u00edficos, quase sempre de abrang\u00eancia internacional, fazem parte do seu cotidiano. &#8220;Restringir o concurso ao Brasil seria quase como restringir as nossas observa\u00e7\u00f5es e posturas conceituais, ideol\u00f3gicas e cient\u00edficas tamb\u00e9m ao pa\u00eds. Isto n\u00e3o acontece em nenhuma \u00e1rea do conhecimento na Unicamp, incluindo a arquitetura e o urbanismo aplicados \u00e0 pesquisa&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A defesa p\u00fablica dos projetos \u00e9 outro fato pouco usual para os brasileiros, como observa o arquiteto. &#8220;Julgamos que o concurso n\u00e3o deveria apenas escolher um bom projeto para o Museu de Ci\u00eancias, mas tornar-se ele mesmo um evento cultural para a cidade e um evento acad\u00eamico para alunos e professores da Unicamp e de outras universidades. Nossos alunos j\u00e1 entraram em contato com colegas de todo o pa\u00eds e h\u00e1 enorme interesse em conhecer os projetos e acompanhar a argui\u00e7\u00e3o dos jurados&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leandro Medrano observa que uma das premissas estabelecidas no edital \u00e9 que o projeto considere as peculiaridades da arquitetura brasileira e proponha uma tecnologia construtiva inteligente, que amenize impactos ambientais. &#8220;Ser\u00e1 uma boa oportunidade para entender melhor o papel da arquitetura no nosso contexto social, econ\u00f4mico e cultural, colocando-a na pauta das discuss\u00f5es contempor\u00e2neas sobre a organiza\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios e das cidades brasileiras. Precisamos de constru\u00e7\u00f5es de qualidade, eficientes e ambientalmente adequados&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obras p\u00fablicas<\/strong><br \/>\nDe acordo com o professor da FEC, os concursos de arquitetura deveriam ser mais utilizados como instrumentos para a licita\u00e7\u00e3o de obras p\u00fablicas no Brasil, assim como ocorre em v\u00e1rios outros pa\u00edses, inclusive da Am\u00e9rica Latina. &#8220;Se h\u00e1 pa\u00edses onde 95% das obras p\u00fablicas t\u00eam seus projetos escolhidos por meio de concursos, no Brasil essa porcentagem \u00e9 m\u00ednima. Em parte por que n\u00e3o existe essa cultura e, tamb\u00e9m, por que ainda precisamos avan\u00e7ar nos m\u00e9todos empregados para a organiza\u00e7\u00e3o de concursos e sua avalia\u00e7\u00e3o.&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Medrano tem o concurso como um instrumento saud\u00e1vel justamente por gerar pol\u00eamica, d\u00favidas e questionamentos, contribuindo para a elabora\u00e7\u00e3o de projetos de qualidade e o aprimoramento da profiss\u00e3o. Entretanto, em rela\u00e7\u00e3o a obras p\u00fablicas, ainda prevalece a utiliza\u00e7\u00e3o da Lei 8666, com contrata\u00e7\u00f5es baseadas no menor pre\u00e7o. &#8220;Outra forma recorrente \u00e9 a do &#8216;not\u00f3rio saber&#8217;, em que arquitetos de destaque, como Oscar Niemayer, s\u00e3o convidados para projetar obras sem licita\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Registros em livro<\/strong><br \/>\nO diretor Marcelo Firer afirma que a defesa p\u00fablica marcada para o pr\u00f3ximo dia 7 representa o ep\u00edlogo de uma hist\u00f3ria que come\u00e7ou h\u00e1 um ano, com uma reuni\u00e3o de dois dias de trabalhos intensivos. &#8220;Convidamos arquitetos e respons\u00e1veis pelos museus de Santo Andr\u00e9 e da Esta\u00e7\u00e3o Ci\u00eancia da USP para discutir as necessidades do nosso museu, como a dimens\u00e3o, as caracter\u00edsticas dos espa\u00e7os e seus usos. Um bom programa de necessidades \u00e9 pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o para um bom projeto&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leandro Medrano lembra que a formaliza\u00e7\u00e3o do concurso internacional exigiu ampla pesquisa sobre processos semelhantes no Brasil, Europa e Am\u00e9rica do Sul, em busca de um edital e de um mecanismo de avalia\u00e7\u00e3o exemplares quanto \u00e0 transpar\u00eancia, elabora\u00e7\u00e3o do programa, escolha do j\u00fari e divulga\u00e7\u00e3o dos resultados. &#8220;O Museu pretende publicar um livro documentando todas as fases do processo e que conter\u00e1 os projetos inscritos, coment\u00e1rios dos jurados e opini\u00f5es externas. A publica\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser um registro do concurso e uma importante refer\u00eancia para a arquitetura contempor\u00e2nea nacional e internacional&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Marco arquitet\u00f4nico e cultural<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O professor e arquiteto Leandro Medrano: &#8220;Todos os jurados ressaltaram o n\u00edvel excepcional da maioria dos projetos&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O arquiteto Leandro Medrano, professor da FEC, participou da primeira banca de jurados que apontou os cinco finalistas que defender\u00e3o publicamente seus projetos arquitet\u00f4nicos para o Museu Explorat\u00f3rio de Ci\u00eancias da Unicamp. &#8220;Alguns membros do j\u00fari tinham ampla experi\u00eancia em concursos internacionais, a exemplo do professor Paulo Bruna, da FAU-USP, que voltava de um certame realizado no M\u00e9xico. Todos ressaltaram o n\u00edvel excepcional da maioria dos projetos. A banca avaliou 114 trabalhos e foi muito dif\u00edcil chegar a apenas cinco&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da primeira etapa de sele\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m participaram os arquitetos Francisco Borges (Unicamp) e Maria da Concei\u00e7\u00e3o Guimaraens (UFRJ), os historiadores Maria Stella Bresciani (Unicamp) e Edgar de Decca (Unicamp), e os muse\u00f3logos Marcelo Firer (Unicamp) e Julia Taquena (UNAM, M\u00e9xico).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Medrano explica que o edital desenhou uma s\u00e9rie de condicionantes, como adequa\u00e7\u00e3o ao terreno, respeito a constru\u00e7\u00f5es j\u00e1 existentes e, principalmente, o entendimento de que o Museu de Ci\u00eancias seria uma refer\u00eancia arquitet\u00f4nica e tamb\u00e9m um espa\u00e7o p\u00fablico para Campinas. &#8220;A cidade possui poucos marcos arquitet\u00f4nicos e culturais de porte. Os projetos tamb\u00e9m deveriam responder aos avan\u00e7os nas t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o e \u00e0s discuss\u00f5es atuais sobre o papel da arquitetura na sociedade contempor\u00e2nea&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na opini\u00e3o do professor, as cinco equipes atenderam com bastante coer\u00eancia a um programa complexo, que envolve quest\u00f5es simb\u00f3licas relacionadas ao espa\u00e7o expositivo e, ainda, quest\u00f5es t\u00e9cnicas precisas quanto ao controle da luz, organiza\u00e7\u00e3o do suporte t\u00e9cnico e defini\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os livres e p\u00fablicos. &#8220;Cada projeto traz um olhar do terreno e uma organiza\u00e7\u00e3o conceitual diferenciados, mas preservando caracter\u00edsticas como a bela vista da regi\u00e3o que este ponto alto da Universidade oferece&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Ingressando no &#8216;per\u00edodo de colheita&#8217;<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diretor Marcelo Firer anuncia &#8220;um per\u00edodo de muita colheita&#8221; para o Museu Explorat\u00f3rio de Ci\u00eancias (MC), que foi institu\u00eddo formalmente em maio de 2005 com a proposta de ser um espa\u00e7o cultural interativo, de livre aprendizado e lazer, disseminando a cultura cient\u00edfica atrav\u00e9s da valoriza\u00e7\u00e3o da conviv\u00eancia e da inclus\u00e3o social. Ao MC foi destinado espa\u00e7o para sua sede administrativa em julho de 2007 e sua institucionaliza\u00e7\u00e3o foi efetivada em 2008, com a aprova\u00e7\u00e3o do regimento interno e a instala\u00e7\u00e3o do conselho superior e da diretoria executiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;J\u00e1 temos dois programas permanentes em funcionamento, a NanoAventura e a Oficina Desafio, mas vamos entrar num per\u00edodo de muita colheita nos pr\u00f3ximos seis a doze meses, com a inaugura\u00e7\u00e3o de diversas iniciativas. Uma delas \u00e9 o nosso primeiro espa\u00e7o de exposi\u00e7\u00e3o permanente, j\u00e1 em fase de constru\u00e7\u00e3o no local do antigo Observat\u00f3rio a Olho Nu e que continuar\u00e1 sendo um observat\u00f3rio. Na verdade, \u00e9 uma pra\u00e7a para onde queremos atrair as pessoas principalmente em hor\u00e1rios sugestivos, como do p\u00f4r-do-sol&#8221;, diz Marcelo Firer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A denominada pra\u00e7a Tempo &amp; Espa\u00e7o, segundo o diretor do Museu, \u00e9 um projeto do professor Marcelo Guzzo (Instituto de F\u00edsica), com financiamento inicial do CNPq e que ter\u00e1 aportes captados por outros conv\u00eanios. &#8220;Ser\u00e3o dez experimentos de grande porte, ao ar livre, tendo o sol como elemento para demonstrar medidas de tempo e espa\u00e7o. Equipamentos como lunetas, teodolitos, globo terrestre de argila, espelhos, lumin\u00e1rias e piscina de ondas ajudar\u00e3o na observa\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o de fen\u00f4menos como o dia e a noite, esta\u00e7\u00f5es do ano, varia\u00e7\u00e3o de temperatura, dist\u00e2ncia e velocidade&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Firer afirma que o projeto Tempo &amp; Espa\u00e7o estar\u00e1 funcionando como piloto at\u00e9 o final do ano, mas optou-se por sua inaugura\u00e7\u00e3o no in\u00edcio de 2010, \u00e9poca mais prop\u00edcia para atrair os alunos da rede de ensino. &#8220;Tamb\u00e9m no come\u00e7o do ano, vamos abrir no subsolo da pra\u00e7a outra exposi\u00e7\u00e3o permanente, sobre meteorologia e fen\u00f4menos globais. A \u00e1rea contar\u00e1 com mobili\u00e1rio flex\u00edvel e um equipamento maravilhoso &#8211; um grande globo terrestre trazendo no interior um datashow para proje\u00e7\u00e3o de imagens de sat\u00e9lite&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Associado a esta id\u00e9ia, ser\u00e1 lan\u00e7ado um programa de populariza\u00e7\u00e3o da meteorologia, o Meteorologista Cidad\u00e3o, juntamente com pesquisadores do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorol\u00f3gicas e Clim\u00e1ticas Aplicadas \u00e0 Agricultura) da Unicamp. &#8220;Uma cidade como Campinas possui v\u00e1rios microclimas, mas apenas tr\u00eas esta\u00e7\u00f5es de medi\u00e7\u00e3o. Nosso objetivo \u00e9 criar pequenas esta\u00e7\u00f5es principalmente nas escolas, onde os alunos coletar\u00e3o e enviar\u00e3o pela Internet dados de clima e temperatura, visualizando depois os mapas meteorol\u00f3gicos que geraram&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Museu est\u00e1 preparando ainda a I Olimp\u00edada de Hist\u00f3ria do Brasil, com inscri\u00e7\u00f5es de 1\u00ba de agosto a 1\u00ba de setembro, in\u00edcio em 7 de setembro e a grande final em 14 e 15 de novembro. A iniciativa in\u00e9dita, voltada a estudantes do 8\u00ba e 9\u00ba anos do ensino fundamental e a todos do ensino m\u00e9dio, visa promover o estudo e o debate da hist\u00f3ria nacional por meio da leitura e interpreta\u00e7\u00e3o de documentos, imagens e textos. &#8220;Museus como o nosso costumam focar muito mais as ci\u00eancias naturais e da terra, mas decidimos ampliar o espectro, refletindo a realidade da Universidade, permeada por diversas \u00e1reas de conhecimento, incluindo as ci\u00eancias humanas em geral e hist\u00f3ria em particular&#8221;, justifica Marcelo Firer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Olimp\u00edada tem o apoio do CNPq e a coordena\u00e7\u00e3o de Cristina Meneguello, professora do Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas (IFCH) e diretora associada do Museu. Conta ainda, para a elabora\u00e7\u00e3o das provas da competi\u00e7\u00e3o, com uma equipe de docentes &#8211; Jos\u00e9 Alves Freitas Neto e Eliane Moura, do IFCH, e Iara Lis Schiavinatto, do Instituto de Artes (IA) &#8211; e alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Firer explica que equipes de at\u00e9 tr\u00eas alunos disputar\u00e3o seis etapas, cinco delas via Internet e a final presencial. &#8220;O objetivo n\u00e3o \u00e9 testar o conhecimento, mas desenvolver conhecimento. Ao longo das etapas, os participantes ter\u00e3o que pensar a hist\u00f3ria de modo similar ao que fazem os historiadores, fornecendo, interpretando e discutindo documentos escritos e imagens&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Projeto premiado<\/strong><br \/>\nUm dos programas j\u00e1 em funcionamento, a NanoAventura \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o interativa sobre nanoci\u00eancia e nanotecnologia. Por meio de diversas m\u00eddias, em sess\u00f5es de hora e meia, os visitantes podem explorar virtualmente laborat\u00f3rios e participar de atividades ligadas \u00e0s ci\u00eancias em escala nanom\u00e9trica e suas aplica\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. Desenvolvido por pesquisadores da Unicamp e do Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron (LNLS), em parceria com o Instituto Sangari, o programa j\u00e1 contemplou 40 mil pessoas, na maioria professores e estudantes da rede p\u00fablica de ensino, desde seu lan\u00e7amento em mar\u00e7o de 2005 at\u00e9 maio deste ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A NanoAventura, que j\u00e1 circulou por v\u00e1rias cidades e agora se fixou no Museu, ganhou agora em maio o pr\u00eamio de melhor programa de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica concedido pela Red-Pop [Rede de Populariza\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia e da Tecnologia da Am\u00e9rica Latina e Caribe]. Tratar de nanoci\u00eancia e nanotecnologia \u00e9 um desafio enorme e os pesquisadores sentem necessidade de divulgar seu trabalho, como que numa presta\u00e7\u00e3o de contas \u00e0 sociedade pelos recursos investidos na \u00e1rea&#8221;, observa o diretor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O outro programa em funcionamento, a Oficina Desafio, leva um caminh\u00e3o equipado com ferramentas e materiais \u00e0s escolas, onde monitores estimulam os alunos a desenvolver solu\u00e7\u00f5es para problemas reais utilizando conceitos aprendidos em sala e no cotidiano. Uma vez por ano, o programa promove o Grande Desafio, em que dezenas de equipes trabalham meses em um prot\u00f3tipo &#8211; em junho \u00faltimo, o desafio foi desenvolver um equipamento capaz de retirar um ovo de gavi\u00e3o de seu ninho a 40 metros de altura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>P\u00fablico crescente<\/strong><br \/>\nDe acordo com Marcelo Firer, escolhido o projeto vencedor do concurso internacional em 7 de agosto, os passos seguintes ser\u00e3o a capta\u00e7\u00e3o de recursos, elabora\u00e7\u00e3o de projetos executivos e processo licitat\u00f3rio, com previs\u00e3o da entrega da nova sede do Museu de Ci\u00eancias em quatro ou cinco anos. Entretanto, ele afirma que o volume de material expositivo permitir\u00e1 atender 60 mil pessoas j\u00e1 em 2010, al\u00e9m de outras 40 mil em projetos via Internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A NanoAventura e a Oficina Desafio atra\u00edram doze mil visitantes em 2008 e oito mil no primeiro semestre desse ano &#8211; e isso em pleno canteiro de obras [da pra\u00e7a Tempo &amp; Espa\u00e7o]. Agora, com todos esses projetos, passamos a ter de fato um museu, com programas e exposi\u00e7\u00f5es permanentes e abertos \u00e0 visita\u00e7\u00e3o. Estamos buscando conv\u00eanios para trazer mais alunos das escolas estaduais e municipais da regi\u00e3o de Campinas&#8221;, adianta o professor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Utilizando como par\u00e2metros a Esta\u00e7\u00e3o Ci\u00eancia de S\u00e3o Paulo e o Museu de Ci\u00eancias da PUC de Porto Alegre, que atendem a aproximadamente 400 mil pessoas por ano, Firer estima que o novo Museu da Unicamp, quando constru\u00eddo, conseguir\u00e1 atender de 150 mil a 200 mil visitantes. &#8220;Acho que para uma cidade do porte de Campinas, \u00e9 uma meta fact\u00edvel e razo\u00e1vel, que representa receber cerca que de um quinto da sua popula\u00e7\u00e3o por ano&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EQUIPE 1<\/strong><br \/>\nDaniel Corsi, Dani Hirano e Reinaldo Nishimura s\u00e3o formados pela FAU-Mackenzie e ficaram entre os primeiros colocados em concursos realizados em S\u00e3o Paulo, Porto Alegre e Bras\u00edlia. Em 2007, venceram o concurso para o Complexo do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Goi\u00e2nia, que est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EQUIPE 2<\/strong><br \/>\nF\u00e1bio Ara\u00fajo, Bernardo Telles e Lu\u00eds Pereira Pinto, graduados pela FAU-PUC de Campinas, desenvolvem projetos de diferentes escalas. Com o escrit\u00f3rio \u00c1urea Arquitetura, a equipe atuou nos projetos das pra\u00e7as de esporte da Prefeitura de Campinas e da 7\u00aa Bienal Internacional de Arquitetura de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EQUIPE 3<\/strong><br \/>\nAlessandro Muzi, Hernani Paiva e Luiz Kuller s\u00e3o arquitetos formados entre 2007 e 2008 pela FAU-USP. Foram s\u00f3cios no escrit\u00f3rio cooperativo Campevas Arquitetura, ativo entre 2005 e 2007. Atualmente exercem a profiss\u00e3o individualmente ou colaborando com outros escrit\u00f3rios em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EQUIPE 4<\/strong><br \/>\nErik Warren Lewitt representa o Plexus R+D, est\u00fadio conhecido pela cria\u00e7\u00e3o de projetos din\u00e2micos que expressam valores e miss\u00f5es espec\u00edficos de cada cliente, ao mesmo tempo enriquecendo os contextos f\u00edsico, social e cultural. Desde 1999, o est\u00fadio tem trabalhado em projetos ao redor do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EQUIPE 5<\/strong><br \/>\nTomohiko Amemiya, da Unitydesign, estudou em Portugal e na B\u00e9lgica, completando o mestrado na Universidade de T\u00f3quio. Trabalhou na ag\u00eancia internacional de arquitetura Dominique Perrault. 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