{"id":14771,"date":"2016-08-17T20:59:13","date_gmt":"2016-08-17T20:59:13","guid":{"rendered":"https:\/\/cnpem.staging.wpengine.com\/?p=14771"},"modified":"2022-01-21T15:55:59","modified_gmt":"2022-01-21T18:55:59","slug":"o-impacto-da-ciencia-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/o-impacto-da-ciencia-brasileira\/","title":{"rendered":"O impacto da ci\u00eancia brasileira"},"content":{"rendered":"<p class=\"spip\"><a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/article.php3?id_article=7984\">ABC<\/a> em Agosto<\/p>\n<p class=\"spip\">O impacto da ci\u00eancia brasileira &#8211; no aspecto cient\u00edfico e cultural, socioecon\u00f4mico e estrat\u00e9gico &#8211; foi o tema da primeira sess\u00e3o do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/article.php3?id_article=7885\">3\u00ba\u00a0Encontro Nacional de Membros Afiliados da Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC)<\/a>, que aconteceu de 27 a 29 de julho na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Coordenada pelo neurocientista Bruno Duarte Gomes, da Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA), e tendo como relator o biof\u00edsico Kildare Miranda, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a discuss\u00e3o contou com tr\u00eas provocadores que abordaram diferentes aspectos do impacto da ci\u00eancia, que foram debatidos e aprofundados em seguida por grupos de trabalho envolvendo todos os participantes.<\/p>\n<p class=\"spip\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.abc.org.br\/spaw\/uploads\/images\/DSC01702.JPG?resize=351%2C297&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"351\" height=\"297\" align=\"left\" border=\"0\" hspace=\"5\" vspace=\"5\" \/>O f\u00edsico\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/resultadoPT.php3?codigo=ADOJORIO\">Ado Jorio Vasconcelos<\/a>\u00a0(UFMG), que foi membro afiliado da ABC e hoje \u00e9 membro titular, foi o provocador que abordou o impacto cient\u00edfico e cultural da ci\u00eancia brasileira. Ele lembrou que o pa\u00eds n\u00e3o vai muito bem nesse aspecto: na lista da Thomson Reuters que apresenta os pesquisadores mais citados do mundo, encabe\u00e7ada pelos Estados unidos, Reino Unido e China, o Brasil tem apenas quatro cientistas. &#8220;Antes tinha dois, ent\u00e3o at\u00e9 melhoramos.&#8221;<\/p>\n<p class=\"spip\">Os n\u00fameros de patentes e de artigos publicados no Brasil avan\u00e7am, mas os dos pa\u00edses desenvolvidos tamb\u00e9m, e de uma forma mais substancial. Por isso, precisamos correr. Enquanto na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de cada dez patentes, uma \u00e9 licenciada, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), uma institui\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de extrema fronteira, uma patente \u00e9 licenciada a cada duas.<\/p>\n<p class=\"spip\">A UFMG teve sua primeira patente licenciada em 2003. J\u00e1 a Universidade Livre de Berlim come\u00e7ou a produzir patentes em 2004 e, em dez anos, a produ\u00e7\u00e3o e licenciamento saltaram para a ordem de 2 para 1. \u00a0&#8220;Isso est\u00e1 relacionado \u00e0 infraestrutura do pa\u00eds, educa\u00e7\u00e3o e cultura&#8221;, afirmou Vasconcelos. A rela\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e tecnologia com a cultura, ele continuou, \u00e9 complexa. Citou como exemplo\u00a0<i>sites<\/i>\u00a0de psudo ci\u00eancia que falam sobre &#8220;cura qu\u00e2ntica&#8221;, e como esses\u00a0<i>sites<\/i>\u00a0populares poderiam se relacionar com a f\u00edsica &#8211; at\u00e9 mesmo recebendo uma esp\u00e9cie de selo de qualidade pelos cientistas dessa \u00e1rea, atestando aqueles que s\u00e3o confi\u00e1veis.<\/p>\n<p class=\"spip\"><b>Falta comunica\u00e7\u00e3o com a sociedade<\/b><\/p>\n<p class=\"spip\">&#8220;Permitir que se tenha acesso ao conhecimento e \u00e0 cultura cient\u00edfica e art\u00edstica constituem objetivos da civiliza\u00e7\u00e3o&#8221;, destacou o f\u00edsico. &#8220;Mas, na linguagem das contas nacionais, as despesas com sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o consideradas apenas como consumo.&#8221; Vasconcelos mencionou o Sirius, o maior projeto da hist\u00f3ria da ci\u00eancia brasileira, um imenso acelerador de part\u00edculas do Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron (LNLS). &#8220;Ele custou meio bilh\u00e3o de reais, mas quem n\u00e3o entende de f\u00edsica pensa: &#8216;para que serve isso?&#8217;.&#8221;<\/p>\n<p class=\"spip\">Ele citou, no entanto, uma boa iniciativa que explora o aspecto cultural da ci\u00eancia. O evento internacional de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\u00a0<a href=\"https:\/\/pintofscience.com\/\">Pint of Science<\/a>, que tem a proposta de levar cientistas para tomar cerveja no bar e conversar sobre temas variados da ci\u00eancia de uma maneira informal, com um p\u00fablico n\u00e3o especializado. Esse ano, o Pint of Science aconteceu em maio, em 100 cidades de 12 pa\u00edses, sete delas no Brasil. Uma delas foi Belo Horizonte, e Vasconcelos foi um dos cientistas participantes. &#8220;O bar estava lotado, todo mundo prestava aten\u00e7\u00e3o e teve uma chuva de perguntas. Temos que fazer um esfor\u00e7o grande para que a ci\u00eancia seja algo para todos, e n\u00e3o s\u00f3 para a academia.&#8221; A ABC apoiou a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/boletim\/nabcVIII401.html\">edi\u00e7\u00e3o carioca do evento<\/a>.<\/p>\n<p class=\"spip\">Acesse a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/IMG\/pdf\/doc-6900.pdf\">apresenta\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p class=\"spip\"><b>Falta intera\u00e7\u00e3o com a ind\u00fastria<\/b><\/p>\n<p class=\"spip\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.abc.org.br\/spaw\/uploads\/images\/DSC01708.JPG?resize=351%2C297&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"351\" height=\"297\" align=\"right\" border=\"0\" hspace=\"5\" vspace=\"5\" \/>O cientista da computa\u00e7\u00e3o e membro afiliado da ABC no per\u00edodo 2008-2012 \u00a0<a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/resultadoPT.php3?codigo=EDLENO\">Edleno Moura<\/a>\u00a0(Universidade Federal do Amazonas &#8211; Ufam) falou sobre o impacto socioecon\u00f4mico da ci\u00eancia brasileira. Comentou que o cen\u00e1rio, hoje, \u00e9 da academia dissociada da ind\u00fastria, pois esta foi criada em um tempo em que n\u00e3o existia o setor acad\u00eamico. &#8220;N\u00e3o tinha como ter essa conversa, ent\u00e3o eles cresceram sem a gente, por isso pesquisa e desenvolvimento se concentraram em universidades e outras institui\u00e7\u00f5es de ci\u00eancia e tecnologia.&#8221;<\/p>\n<p class=\"spip\">Nossa ind\u00fastria, portanto, n\u00e3o tem tradi\u00e7\u00e3o de fazer pesquisa, como acontece em outros pa\u00edses. &#8220;A legisla\u00e7\u00e3o brasileira foi criada por gente que n\u00e3o sabia que a academia podia ser muito \u00fatil. Ela n\u00e3o favorece a intera\u00e7\u00e3o com a ind\u00fastria, e precisamos mudar isso&#8221;, comentou o jovem cientista. Ele ressaltou que a ci\u00eancia brasileira tem, sim, impacto econ\u00f4mico, mas \u00e0s vezes os indicadores que temos n\u00e3o s\u00e3o os m\u00e9todos mais adequados para mostrar isso.<\/p>\n<p class=\"spip\">&#8220;Formamos gente qualificada, aumentamos a chance de atra\u00e7\u00e3o e fixa\u00e7\u00e3o de empresas&#8221;, afirmou Moura, apontando que alguns resultados diretos s\u00e3o muito bons, como os da \u00e1rea agr\u00edcola. &#8220;Estudamos doen\u00e7as, melhoramos sistemas para os cidad\u00e3os, produzimos mais alimentos. As ci\u00eancias agr\u00e1rias s\u00e3o o grande caso de sucesso de impacto na ci\u00eancia brasileira, mas se olhamos os indicadores, ela aparece mal. Talvez se pesquisassem sobre a produ\u00e7\u00e3o de uva na Fran\u00e7a teriam mais cita\u00e7\u00f5es, porque tem mais gente interessada. Por isso, temos que ter cuidado ao avaliar impacto.&#8221;<\/p>\n<p class=\"spip\">Moura ressaltou que \u00e9 poss\u00edvel transformar a economia com ci\u00eancia, contribuindo para a solu\u00e7\u00e3o de problemas como a viol\u00eancia, pobreza e corrup\u00e7\u00e3o. Para isso, falta aprimoramento de processos, avalia\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o de pesquisadores. &#8220;Temos que focar menos no n\u00famero de artigos, medalhas, pr\u00eamios, homenagens. N\u00e3o temos que trabalhar para isso, mas para ter impacto.&#8221; Ele concluiu que \u00e9 preciso criar uma nova ind\u00fastria a partir da ci\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"spip\">Acesse a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/IMG\/pdf\/doc-6901.pdf\">apresenta\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p class=\"spip\"><b>Faltam bons planos de desenvolvimento<\/b><\/p>\n<p class=\"spip\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.abc.org.br\/spaw\/uploads\/images\/DSC01720_1.JPG?resize=351%2C297&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"351\" height=\"297\" align=\"left\" border=\"0\" \/>O qu\u00edmico e membro titular da ABC\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/~fernagal\">Fernando Galembeck<\/a>\u00a0(Unicamp) abordou o impacto estrat\u00e9gico da ci\u00eancia brasileira e as pol\u00edticas p\u00fablicas adotadas. Ele apontou que, para definir o queremos que o pa\u00eds seja e como conseguir isso, \u00e9 preciso criar planos de desenvolvimento eficazes. Nesse contexto, h\u00e1 dois cen\u00e1rios globais.<\/p>\n<p class=\"spip\">O primeiro \u00e9 pessimista: popula\u00e7\u00e3o crescente e inclus\u00e3o social exigem cada vez mais energia e mat\u00e9ria-prima, com esgotamento de recursos naturais, prevendo, assim um colapso em torno de 2030. O outro cen\u00e1rio \u00e9 positivo, com disponibilidade de fontes energ\u00e9ticas com gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda &#8211; e\u00f3lica, solar e biomassa -, acesso ilimitado \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o, lazer e cultura, manufatura distribu\u00edda baseada na reciclagem e no esquema de economia circular, com muita gente trabalhando em casa.<\/p>\n<p class=\"spip\">No entanto, n\u00e3o estamos nos preparando bem para atingir o segundo cen\u00e1rio. &#8220;Ainda estamos executando o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasilmaior.mdic.gov.br\/\">Plano Brasil Maior\u00a0<\/a>[lan\u00e7ado pelo governo federal em 2011 para aumentar a competitividade da ind\u00fastria nacional], que se baseava em desonera\u00e7\u00e3o de tributos. Nenhuma meta tinha rela\u00e7\u00e3o com a ci\u00eancia e tecnologia e o gasto p\u00fablico nessa \u00e1rea.&#8221;<\/p>\n<p class=\"spip\">Galembeck informou que, das 35 medidas anunciadas, nove tem efeitos positivos sobre a manufatura e apenas sete melhoram a competitividade do setor produtor de bens de capital mec\u00e2nicos. &#8220;Ou seja, nada que pudesse provocar um impacto.&#8221; N\u00e3o por acaso, o vencedor do Pr\u00eamio Nobel de economia Robert Solow, de Harvard, afirmou que o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasilmaior.mdic.gov.br\/\">Plano Brasil Maior\u00a0<\/a>n\u00e3o \u00e9 bom, pois contempla apenas incentivos fiscais e linhas de cr\u00e9dito subsidiados via BNDES.<\/p>\n<p class=\"spip\">Galembeck criticou o fato de que, muitas vezes, quem ocupa fun\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o no governo acaba se dedicando excessivamente a suas respectivas \u00e1reas, n\u00e3o pensando no pa\u00eds como um todo. &#8220;O governo n\u00e3o \u00e9 uma entidade abstrata, somos n\u00f3s. Isso faz com que as pessoas, em vez de cuidarem da necessidade do pa\u00eds, busquem apenas &#8216;se defender&#8217;, o que n\u00e3o \u00e9 bom. N\u00e3o temos resultados de planos porque s\u00e3o med\u00edocres.&#8221;<\/p>\n<p class=\"spip\">O qu\u00edmico enfatizou que impacto da ci\u00eancia brasileira nas pol\u00edticas p\u00fablicas \u00e9 pequeno e tardio &#8211; muitas vezes, reduzido ou anulado por medidas e vetos. Citou como exemplo a Lei de Inova\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 em vigor, mas n\u00e3o vem sendo aplicada. Apenas 0,25% das empresas do estado de s\u00e3o Paulo com condi\u00e7\u00f5es de utilizar esta lei o fazem, por causa da inseguran\u00e7a jur\u00eddica e do pouco conhecimento sobre ela. &#8220;A lei cria conflitos, d\u00favidas, e as pessoas temem pelos problemas que podem ter depois.&#8221;<\/p>\n<p class=\"spip\">Acesse a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/IMG\/pdf\/doc-6902.pdf\">apresenta\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p class=\"spip\"><b>As principais propostas<\/b><\/p>\n<p class=\"spip\">Em seguida, os grupos de trabalho se reuniram para discutir cada um dos tr\u00eas temas e estabelecer os principais pontos observados, resumindo as demandas e propostas mais importantes. O objetivo final \u00e9 produzir um relat\u00f3rio com esses pontos estabelecidos ap\u00f3s cada uma das tr\u00eas sess\u00f5es do Encontro Nacional, a ser entregue para as autoridades. No caso da Sess\u00e3o 1, as propostas definidas foram:<\/p>\n<p class=\"spip\"><b>Impacto cient\u00edfico e cultural:<\/b><br \/>\n1- O uso de diferentes m\u00eddias, como\u00a0<i>podcasts<\/i>, Youtube e jornais de grande porte (por exemplo, com colunas da ABC escritas por Acad\u00eamicos) para falar de ci\u00eancia.<br \/>\n2- Trabalho junto a assessorias de comunica\u00e7\u00e3o para produ\u00e7\u00e3o de notas de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica por profissional especializado, em parceria com a ABC e setor produtivo.<br \/>\n3- For\u00e7a- tarefa no Congresso Nacional para divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e outros assuntos pertinentes (por exemplo, discuss\u00f5es sobre bases curriculares).<br \/>\n4- Trabalho junto \u00e0 Capes para est\u00edmulo\/incentivo\/exig\u00eancia de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica relacionado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o nos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o (teses, disserta\u00e7\u00f5es etc).<br \/>\n5- Inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como agente multiplicador no processo de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p class=\"spip\"><b>Impacto socioecon\u00f4mico:<\/b><br \/>\n1- M\u00e9tricas apropriadas para avaliar impacto, que teria que ser espec\u00edfica.<br \/>\n2- Legisla\u00e7\u00e3o flex\u00edvel para inova\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o com empresas para poder avan\u00e7ar e avaliar o impacto socioecon\u00f4mico das pesquisas.<br \/>\n3- Mudan\u00e7as na educa\u00e7\u00e3o para populariza\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia.<br \/>\n4- Inclus\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o no ensino b\u00e1sico: poucas institui\u00e7\u00f5es t\u00eam inova\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de patentes. Faltam escrit\u00f3rios de patentes voltados para a inova\u00e7\u00e3o nas universidades, que n\u00e3o t\u00eam ferramenta para contratar um servi\u00e7o especializado.<\/p>\n<p><b>Impacto estrat\u00e9gico da ci\u00eancia brasileira e das pol\u00edticas p\u00fablicas adotadas:<br \/>\n<\/b>1- Inser\u00e7\u00e3o na plataforma e requisi\u00e7\u00e3o junto a candidatos a cargos pol\u00edticos: este seria o principal momento para inserir\/construir um plano de pol\u00edtica p\u00fablica cient\u00edfica junto a candidatos a governo, para que ficasse claro antes mesmo da elei\u00e7\u00e3o.<br \/>\n2- Pesquisadores s\u00e3o bastante omissos com rela\u00e7\u00e3o ao planejamento e fiscaliza\u00e7\u00e3o dos planos que existem, inclusive planos de desenvolvimento da pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o.<br \/>\n3- Necessidade de estrat\u00e9gias em ci\u00eancias voltadas para demandas espec\u00edficas, bem como projetos mais &#8220;livres&#8221;, com inova\u00e7\u00e3o.<br \/>\n4- Descentraliza\u00e7\u00e3o dos recursos: distribui\u00e7\u00e3o e obten\u00e7\u00e3o de recursos por m\u00faltiplas fontes, p\u00fablicas e privadas. As universidades p\u00fablicas possuem sistemas muito burocratizados com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 capta\u00e7\u00e3o de recursos obtidos de certas fontes.<br \/>\n5- Inser\u00e7\u00e3o\/previs\u00e3o em projetos para inclus\u00e3o de administradores, t\u00e9cnicos e outros profissionais para execu\u00e7\u00e3o desses projetos, com equipe multidisciplinar.<\/p>\n<p><span style=\"color: #464646; font-family: 'PT Sans', 'lucida sans unicode', 'lucida grande', 'Trebuchet MS', verdana, arial, helvetica, helve, sans-serif;\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ABC em Agosto O impacto da ci\u00eancia brasileira &#8211; no aspecto cient\u00edfico e cultural, socioecon\u00f4mico e estrat\u00e9gico &#8211; foi o tema da primeira sess\u00e3o do\u00a03\u00ba\u00a0Encontro Nacional de Membros Afiliados da&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1163,12],"tags":[],"class_list":["post-14771","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clipping-cnpem","category-clipping-lnls","category-1163","category-12","description-off"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>O impacto da ci\u00eancia brasileira - CNPEM<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/cnpem.br\/o-impacto-da-ciencia-brasileira\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O impacto da ci\u00eancia brasileira - CNPEM\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"ABC em Agosto O impacto da ci\u00eancia brasileira &#8211; 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