{"id":14206,"date":"2016-06-08T15:30:17","date_gmt":"2016-06-08T15:30:17","guid":{"rendered":"https:\/\/cnpem.staging.wpengine.com\/?p=14206"},"modified":"2022-11-10T16:03:12","modified_gmt":"2022-11-10T19:03:12","slug":"biorrefinarias-como-alternativa-de-producao-de-combustivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/biorrefinarias-como-alternativa-de-producao-de-combustivel\/","title":{"rendered":"Biorrefinarias como alternativa de produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.onacional.com.br\/geral\/70484\/biorrefinarias+como+alternativa+de+producao+de+combustivel\">O Nacional<\/a>, 02\/06\/2016<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil se caracteriza pela utiliza\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis, como o petr\u00f3leo, mas desde a d\u00e9cada de 1970 tenta reverter esse contexto, buscando alternativas mais sustent\u00e1veis e menos agressivas ao meio ambiente. Pensando nessa realidade e nas possibilidades para o futuro, a Universidade de Passo Fundo (UPF), por meio do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia e Tecnologia de Alimentos, est\u00e1 desenvolvendo o Projeto Biorrefinarias, que prev\u00ea, entre outros objetivos, a produ\u00e7\u00e3o de microalga e uso de biomassa em aquicultura na produ\u00e7\u00e3o de bioetanol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto intitulado \u201cPlanta piloto de produ\u00e7\u00e3o de microalga e uso de biomassa em aquicultura na produ\u00e7\u00e3o de bioetanol e como antioxidante\u201d foi aprovado em 2013 pelo Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia, dentro da linha para implanta\u00e7\u00e3o de biorrefinarias. De acordo com a coordenadora dos trabalhos, professora Dra. Luciane Colla, ele tem tr\u00eas bases principais e envolve alunos da inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e mestrado nas \u00e1reas de Alimentos e Engenharia Ambiental, al\u00e9m de alunos de outras institui\u00e7\u00f5es que v\u00eam aprofundar as pesquisas na \u00e1rea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A escolha do bioetanol, em vez do biodiesel, se deu pela maior facilidade de cultivo de microalgas que acumulam carboidratos, essenciais para a sua fabrica\u00e7\u00e3o. Para a produ\u00e7\u00e3o de biodiesel, seria necess\u00e1rio o uso de microalgas que acumulassem lip\u00eddios. A microalga escolhida foi\u00a0<em>a Spirulina platensis<\/em>, conhecida pelo seu uso na alimenta\u00e7\u00e3o humana e animal. Com estudos voltados para antioxidantes, ela se envolve no contexto das biorrefinarias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Luciane, se for pensada somente a produ\u00e7\u00e3o do bioetanol, a produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o se configura como autossustent\u00e1vel. Por isso, a ideia do grupo de pesquisa \u00e9 desmembrar a microalga, utilizando dela tudo o que for poss\u00edvel. \u201cDizemos que \u00e9 uma mat\u00e9ria-prima que apresenta v\u00e1rias vantagens em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mat\u00e9rias-primas convencionais. Por exemplo, milho e cana de a\u00e7\u00facar. S\u00e3o culturas que precisam de espa\u00e7o, \u00e1reas de agricultura, competindo com a \u00e1rea de alimentos, ent\u00e3o, poder\u00edamos reproduzir essas microalgas em \u00e1reas n\u00e3o competitivas\u201d, pontua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De qualquer forma, sua produ\u00e7\u00e3o ainda requer uma quantidade muito grande de \u00e1gua pelos tanques de cultivo, e esses aspectos s\u00e3o levados em considera\u00e7\u00e3o quando se fala em sustentabilidade. Por outro lado, o equil\u00edbrio desse processo pode vir pelo ar. \u201cOutro ponto positivo \u00e9 que as microalgas absorvem o CO2 do ar, contribuindo para a quest\u00e3o do efeito estufa, podendo ainda utilizar o CO2 oriundo de termoel\u00e9tricas para produ\u00e7\u00e3o dessa biomassa. Ainda assim, pelos c\u00e1lculos que os pesquisadores t\u00eam realizado, essa mat\u00e9ria-prima n\u00e3o se autossustentaria. Por isso surgiu o contexto das biorrefinarias: ao inv\u00e9s de retirar somente a fra\u00e7\u00e3o carboidrato para produzir etanol, primeiramente extra\u00edmos tudo que \u00e9 de mais alto valor agregado da biomassa e, depois, com o res\u00edduo, produzimos etanol\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Envolvimento de alunos e bons resultados<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A equipe tem focado os trabalhos na produ\u00e7\u00e3o de bioetanol, na alimenta\u00e7\u00e3o animal e na encapsula\u00e7\u00e3o de antioxidantes. At\u00e9 o momento, j\u00e1 foram desenvolvidas quatro disserta\u00e7\u00f5es de mestrado e as a\u00e7\u00f5es t\u00eam trazido bons resultados na forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos, com a colabora\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios professores e acad\u00eamicos. A equipe j\u00e1 est\u00e1 na etapa de cultivo da microalga bastante adiantada e j\u00e1 foi realizado um trabalho de conclus\u00e3o de curso na Engenharia de Alimentos sobre encapsula\u00e7\u00e3o de antioxidantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Das disserta\u00e7\u00f5es de mestrado j\u00e1 defendidas no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia e Tecnologia de Alimentos, Ana Cl\u00e1udia Vieira Salla\u00a0\u00a0utilizou res\u00edduo de soro de leite, adicionou esse res\u00edduo no meio de cultivo da produ\u00e7\u00e3o de microalgas e verificou como esse processo influencia na composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica. No trabalho dela, foi poss\u00edvel chegar a uma biomassa em torno de 60% a 70% de carboidratos. Normalmente, a Spirulina tem 60% de prote\u00ednas, ent\u00e3o, com o estudo, houve uma invers\u00e3o na composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, possibilitando a produ\u00e7\u00e3o de bioetanol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aluna Elen Rodrigues trabalhou na quest\u00e3o de hidr\u00f3lise \u2013 quebra de compostos complexos em compostos mais simples, no caso, o amido da microalga foi transformado em glicose\u00a0\u2013,\u00a0voltada para biomassa. A professora explica que antes de fazer a fermenta\u00e7\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o de etanol \u00e9 necess\u00e1rio hidrolisar essa biomassa produzida, para transformar em a\u00e7\u00facares simples e, posteriormente, fazer a fermenta\u00e7\u00e3o para produzir o etanol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, Luana Vendr\u00fascolo trabalhou com o uso de efluente de maltaria, para sele\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de microalgas e verifica\u00e7\u00e3o de qual produziria mais carboidratos. Al\u00e9m disso, Francisco Magro, que j\u00e1 defendeu sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia, trabalhou com a quest\u00e3o do aumento de escala de produ\u00e7\u00e3o, produzindo microalgas em reatores de dois litros, depois em minitanques de dez litros e, posteriormente, em tanques de 350 litros. A ideia foi observar a mudan\u00e7a que ocorre em diferentes n\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais de 14 pessoas est\u00e3o envolvidas com a pesquisa atualmente, al\u00e9m de parcerias entre institui\u00e7\u00f5es como a Universidade Federal de Rio Grande (Furg), a Universidade\u00a0\u00a0Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1 (UTFPR), o Laborat\u00f3rio Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) e, mais recentemente, da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.uadec.mx\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Universidad Aut\u00f3noma de Coahuila<\/a>, do M\u00e9xico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Constru\u00e7\u00e3o coletiva<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Graduada em Engenharia de Alimentos pela UPF, doutora em Engenharia e Ci\u00eancia de Alimentos pela Furg, Ana Cl\u00e1udia Margarites integra o grupo para realizar o p\u00f3s-doutorado. Para ela, o projeto veio ao encontro das pesquisas realizadas por ela e a colabora\u00e7\u00e3o com os acad\u00eamicos da inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do mestrado tem sido fundamental para o t\u00e9rmino da forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela ressalta que o Brasil \u00e9 o segundo produtor mundial de etanol, hoje, basicamente a partir da cana de a\u00e7\u00facar. Segundo ela, levantamentos apontam que existe uma demanda muito maior de produ\u00e7\u00e3o. \u201cA utiliza\u00e7\u00e3o de outras mat\u00e9rias-primas s\u00e3o de suma import\u00e2ncia. S\u00f3 que a utiliza\u00e7\u00e3o de microalgas somente para produ\u00e7\u00e3o de bioetanol ou bioediesel, n\u00e3o seria suficiente para que esse projeto fosse sustent\u00e1vel e rent\u00e1vel, ent\u00e3o, precisamos utilizar as microalgas com v\u00e1rios objetivos. A microalga surge como uma alternativa bastante significativa: separando os carboidratos para o bioetanol, os lip\u00eddios para produ\u00e7\u00e3o de alimentos e biodiesel, as prote\u00ednas para a alimenta\u00e7\u00e3o\u201d, esclarece.<\/p>\n<h2><\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Nacional, 02\/06\/2016 O Brasil se caracteriza pela utiliza\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis, como o petr\u00f3leo, mas desde a d\u00e9cada de 1970 tenta reverter esse contexto, buscando alternativas mais sustent\u00e1veis e&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1163,1224],"tags":[],"class_list":["post-14206","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clipping-cnpem","category-clipping-lnbr","category-1163","category-1224","description-off"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.8 - 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