{"id":13740,"date":"2016-03-24T11:51:22","date_gmt":"2016-03-24T11:51:22","guid":{"rendered":"https:\/\/cnpem.staging.wpengine.com\/?p=13740"},"modified":"2022-01-21T16:05:48","modified_gmt":"2022-01-21T19:05:48","slug":"grupo-busca-biomarcadores-da-depressao-e-da-esquizofrenia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/grupo-busca-biomarcadores-da-depressao-e-da-esquizofrenia\/","title":{"rendered":"Grupo busca biomarcadores da depress\u00e3o e da esquizofrenia"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/649\/grupo-busca-biomarcadores-da-depressao-e-da-esquizofrenia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jornal da Unicamp<\/a>,\u00a011 de mar\u00e7o de 2016 a 20 de mar\u00e7o de 2016<\/em><\/p>\n<p><em>Prote\u00ednas do sangue podem indicar\u00a0o melhor caminho para a efic\u00e1cia de drogas<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_13742\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ju_649_p11_a.jpg?ssl=1\" rel=\"attachment wp-att-13742\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13742\" class=\"size-medium wp-image-13742\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ju_649_p11_a-300x211.jpg?resize=300%2C211&#038;ssl=1\" alt=\"O Prof. Daniel Martins de Souza, coordenador das pesquisas\" width=\"300\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/cnpem.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ju_649_p11_a.jpg?resize=300%2C211&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/cnpem.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ju_649_p11_a.jpg?resize=600%2C422&amp;ssl=1 600w, https:\/\/i0.wp.com\/cnpem.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/ju_649_p11_a.jpg?w=700&amp;ssl=1 700w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-13742\" class=\"wp-caption-text\">O Prof. Daniel Martins de Souza, coordenador das pesquisas<\/p><\/div>\n<p>O professor Daniel Martins de Souza, do Departamento de Biologia, do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, \u00e9 respons\u00e1vel pelo Laborat\u00f3rio de Neuroprote\u00f4mica, em que se estudam doen\u00e7as neuropsiqui\u00e1tricas como a depress\u00e3o e a esquizofrenia. O proteoma \u00e9 o conjunto de prote\u00ednas produzidas pelo organismo. As linhas de pesquisas desenvolvidas no laborat\u00f3rio est\u00e3o orientadas, ent\u00e3o, para o estudo das a\u00e7\u00f5es das prote\u00ednas relacionadas \u00e0s fun\u00e7\u00f5es cerebrais. Elas decorrem das experi\u00eancias de seis anos do pesquisador no Instituto Max Planck de Psiquiatria, em Munique, na Alemanha, no Instituto de Biotecnologia da Universidade de Cambridge, na Inglaterra e, finalmente na Universidade de Munique, onde iniciou um grupo de pesquisa como investigador j\u00fanior.<\/p>\n<p>O grupo de pesquisa coordenado pelo docente dedica-se basicamente ao desvendamento de duas das principais doen\u00e7as neuropsiqui\u00e1tricas, a depress\u00e3o e a esquizofrenia, e tem dois objetivos primordiais: 1) compreender o funcionamento dessas doen\u00e7as a n\u00edvel molecular, ou seja, descobrir as prote\u00ednas que lhe est\u00e3o associadas e seus mecanismos de atua\u00e7\u00e3o; 2) localizar biomarcadores, que s\u00e3o mol\u00e9culas produzidas pelo organismo e que possam estar relacionados com os estados f\u00edsicos identificados como depress\u00e3o ou esquizofrenia.<\/p>\n<p>Atualmente para esses dois males n\u00e3o se conhecem ainda biomarcadores, ou seja, prote\u00edna ou grupos de prote\u00ednas que possam estar associados de alguma forma a essas anormalidades. Explicando melhor, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de, com um exame de sangue, determinar que indiv\u00edduos apresentem quadros de depress\u00e3o ou esquizofrenia, porque n\u00e3o se conhecem ainda prote\u00ednas que permitam identificar essas doen\u00e7as. Bem diferente do exame do PSA, um dos marcadores mais usados na medicina, que sinaliza para a possibilidade de c\u00e2ncer na pr\u00f3stata.<\/p>\n<p>Em vista disso, o diagn\u00f3stico tanto para a depress\u00e3o como para a esquizofrenia \u00e9 realizado exclusivamente pelo psiquiatra, atrav\u00e9s de entrevistas e testes baseados em pontua\u00e7\u00e3o, o que sugere um razo\u00e1vel grau de subjetividade. Mesmo diante dessa subjetividade esses profissionais conseguem lidar bem com os diagn\u00f3sticos. O problema vem depois: como tratar esses pacientes? Como fazer a escolha da medica\u00e7\u00e3o mais apropriada, na dosagem mais adequada?<\/p>\n<p>A depress\u00e3o est\u00e1 relacionada ao humor e se manifesta, em geral, atrav\u00e9s da tristeza, da supress\u00e3o da vontade. A esquizofrenia leva a comportamentos psic\u00f3ticos, como enxergar e ouvir coisas sem exist\u00eancia real. Em nenhum dos dois casos o psiquiatra disp\u00f5e de apoio molecular para indicar o melhor medicamento e a dose em que deve ser aplicado, e se vale de suas viv\u00eancias e experi\u00eancias profissionais, que envolvem tentativas e erros. Este quadro d\u00e1 uma ideia da import\u00e2ncia das pesquisas realizadas no Laborat\u00f3rio de Neuroprote\u00f4mica do IB.<\/p>\n<p><strong>A depress\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A depress\u00e3o afeta cerca de 10% da popula\u00e7\u00e3o mundial. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) estima, para 2020, que quase metade das pessoas que se aposentarem por invalidez o far\u00e3o devido a ela. Al\u00e9m do aspecto humano, passa a preocupar as consequ\u00eancias econ\u00f4micas, pois o tratamento \u00e9 caro e os indiv\u00edduos, enquanto em estado de depress\u00e3o, tornam-se totalmente improdutivos.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 quest\u00f5es mais imediatas a serem resolvidas, segundo o pesquisador. Diagnosticada a doen\u00e7a e prescrito o tratamento o paciente retorna depois de cerca de seis semanas para ser avaliado pelo psiquiatra. Se o medicamento n\u00e3o surtiu o efeito desejado, o m\u00e9dico aumenta a dose ou muda a medica\u00e7\u00e3o. A reavalia\u00e7\u00e3o \u00e9 feita ent\u00e3o depois de mais algumas semanas. Essa situa\u00e7\u00e3o pode se prologar at\u00e9 que o paciente acuse resposta ao tratamento. E a\u00ed ocorre um grande risco, pois cerca de 40% dos suic\u00eddios em escala mundial decorrem de estados depressivos. Ent\u00e3o, enquanto a pessoa n\u00e3o responde \u00e0 medica\u00e7\u00e3o, a chance dela cometer suic\u00eddio aumenta. Por isso, diz ele, \u201c\u00e9 imperativo que se descubram biomarcadores que, n\u00e3o s\u00f3 permitam um diagn\u00f3stico mais efetivo da doen\u00e7a, mas, principalmente, apontem quais s\u00e3o os medicamentos mais indicados para cada paciente e em que doses devem ser ministrados\u201d.<\/p>\n<p>Dentro desse foco, o estudo realizado no laborat\u00f3rio se det\u00e9m na avalia\u00e7\u00e3o das prote\u00ednas que est\u00e3o no sangue dos pacientes diagnosticados com depress\u00e3o, antes do tratamento e seis semanas depois de ter sido iniciado. O sangue dos pacientes analisados pelo Laborat\u00f3rio de Neuroprote\u00f4mica foi coletado nas cl\u00ednicas psiqui\u00e1tricas das Universidades de Magdeburg e Munique e no hospital psiqui\u00e1trico do Instituto Max Planck na Alemanha, grupos com os quais o laborat\u00f3rio mant\u00e9m parceria.<\/p>\n<p>Com base nas avalia\u00e7\u00f5es dos psiquiatras, depois de seis semanas do medicamento ministrado, os pesquisadores separam os pacientes em dois grupos: o dos que responderam \u00e0 medica\u00e7\u00e3o e os dos resistentes a ela. Isso permite que, com base nas amostras coletadas antes da medica\u00e7\u00e3o, possam ser identificadas as prote\u00ednas presentes no sangue de quem n\u00e3o respondeu \u00e0 medica\u00e7\u00e3o e ausentes no outro grupo, ou vice-versa.<\/p>\n<p>\u201cEm nossos estudos descobrimos que os pacientes que respondem mal \u00e0 medica\u00e7\u00e3o t\u00eam na circula\u00e7\u00e3o maior quantidade de uma prote\u00edna chamada fibrinog\u00eanio. Os componentes dos dois grupos a t\u00eam, mas as pessoas resistentes \u00e0 medica\u00e7\u00e3o a apresentem em maior quantidade\u201d, diz Daniel. Ele explica que seguiu esse vi\u00e9s na pesquisa com base em um estudo, realizado na Noruega, em um universo de mais de 70 mil pessoas, que levou a associar altos n\u00edveis de fibrinog\u00eanio \u00e0 depress\u00e3o.<\/p>\n<p>Geneticamente ficou constatado, ent\u00e3o, que os portadores de depress\u00e3o normalmente t\u00eam n\u00edveis mais elevados de fibrinog\u00eanio. Ele considera que o seu grupo de pesquisa conseguiu dar um passo a mais, mostrando na verdade que, quem responde mal \u00e0 medica\u00e7\u00e3o tem mais fibrinog\u00eanio na circula\u00e7\u00e3o de quem responde bem. Essa constata\u00e7\u00e3o decorreu da an\u00e1lise de amostras colhidas em mais de cem pacientes.<\/p>\n<p>Sobre a presen\u00e7a do fibrinog\u00eanio, o pesquisador destaca duas constata\u00e7\u00f5es. A primeira \u00e9 a de que as pessoas com depress\u00e3o t\u00eam um sistema inflamat\u00f3rio mais ativo, coerente com o fato de o fibrinog\u00eanio participar ativamente dos quadros inflamat\u00f3rios. A segunda \u00e9 que, nas pessoas com problemas circulat\u00f3rios, a que \u00e9 administrada aspirina, ocorre diminui\u00e7\u00e3o das quantidades das prote\u00ednas relacionadas \u00e0 coagula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea, incluindo o fibrinog\u00eanio. Em decorr\u00eancia, diz ele, \u201ca hip\u00f3tese com que estamos trabalhando \u00e9 a de que, nos pacientes com depress\u00e3o que respondem mal \u00e0 medica\u00e7\u00e3o, se lhes for administrada aspirina, que aparentemente segrega o fibrinog\u00eanio, o problema possa ser resolvido. Ter\u00edamos ent\u00e3o uma solu\u00e7\u00e3o muito simples para a falta de resposta \u00e0s medica\u00e7\u00f5es\u201d. Trata-se de somente uma hip\u00f3tese, ainda n\u00e3o testada clinicamente.<\/p>\n<p>Na verdade, Daniel postula que o antidepressivo deve, de alguma forma, se ligar ao fibrinog\u00eanio, impedindo que a droga chegue ao c\u00e9rebro ou o fa\u00e7a em quantidade insuficiente. Essa hip\u00f3tese est\u00e1 sendo testada pelas alunas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o Aline Santana, Ver\u00f4nica Saia-Cereda e Sheila Garcia. Se confirmada, o fibrinog\u00eanio poderia vir a ser ent\u00e3o um marcador que aponta a efic\u00e1cia da medica\u00e7\u00e3o. Ele explica que o emprego da aspirina seria uma forma de lidar com a quantidade alta de fibrinog\u00eanio por promover a retirada dessa prote\u00edna da circula\u00e7\u00e3o, permitindo a disponibilidade da medica\u00e7\u00e3o na corrente sangu\u00ednea. Portanto, o problema da atua\u00e7\u00e3o da droga pode estar na circula\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o sua atua\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro, onde teria sua chegada impedida ou diminu\u00edda. Esses estudos n\u00e3o t\u00eam ainda car\u00e1ter cl\u00ednico mas, por enquanto, est\u00e3o sendo conduzidos atrav\u00e9s de modelos computacionais, que permitem especular sobre as possiblidades das intera\u00e7\u00f5es moleculares aventadas, com a ajuda do pesquisador do Laborat\u00f3rio Nacional de Bioci\u00eancias (LNBio) Paulo S\u00e9rgio Lopes de Oliveira e seu aluno Jos\u00e9 Geraldo de Carvalho.<\/p>\n<p>O docente esclarece que ainda se sabe muito pouco sobre os mecanismos que levam \u00e0 depress\u00e3o. Essa vertente tamb\u00e9m est\u00e1 sendo investigada no laborat\u00f3rio com base em uma cole\u00e7\u00e3o de amostras cerebrais coletadas p\u00f3s-morte. No caso, s\u00e3o determinadas as prote\u00ednas presentes nesses c\u00e9rebros comparando-as com as de pessoas sadias, procurando inferir da\u00ed o papel delas no metabolismo cerebral que pode levar \u00e0 depress\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Esquizofrenia<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a ela as pesquisas do laborat\u00f3rio s\u00e3o bastante parecidas. S\u00e3o coletadas amostras de sangue dos pacientes para caracteriza\u00e7\u00e3o das prote\u00ednas antes da medica\u00e7\u00e3o e seis semanas depois de ministrada. Sabe-se que 66% dos indiv\u00edduos com esquizofrenia n\u00e3o responde \u00e0 primeira rodada da droga utilizada.\u00a0 Da\u00ed a import\u00e2ncia de descobrir um marcador que permita determinar com anteced\u00eancia os pacientes resistentes ao tratamento.<\/p>\n<p>As primeiras evid\u00eancias dos estudos desse projeto mostram, atrav\u00e9s das an\u00e1lises de prote\u00ednas presentes na circula\u00e7\u00e3o, que os pacientes que respondem bem \u00e0 medica\u00e7\u00e3o t\u00eam altera\u00e7\u00f5es nas quantidades de cerca de 15 prote\u00ednas respons\u00e1veis pela metaboliza\u00e7\u00e3o de outras prote\u00ednas. Pacientes que respondem mal, tamb\u00e9m t\u00eam altera\u00e7\u00f5es nestas mesmas prote\u00ednas, mas no sentido inverso. O objetivo da pesquisa \u00e9 o de descobrir porque isso ocorre e a resposta pode levar \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de biomarcadores. Cabe agora quantificar se este sentido inverso na produ\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas j\u00e1 existia antes da medica\u00e7\u00e3o, o que ser\u00e1 feito por sua aluna de doutorado, Sheila Garcia. Se isso se confirmar, o grupo ter\u00e1 em m\u00e3os um painel de biomarcadores que poderia identificar que pacientes v\u00e3o responder bem \u00e0s drogas psicotr\u00f3picas antes do tratamento come\u00e7ar.<\/p>\n<p>Estabelecido o painel de biomarcadores, diz ele, \u201dpartiremos para verificar sua especificidade para cada uma das tr\u00eas drogas que consideramos no estudo, o que nos permitir\u00e1 definir qual delas deve ser ministrada em cada caso. \u00c9 o que tentaremos descobrir. Estamos \u00e0 procura do que chamamos de assinatura molecular, ou seja, da valida\u00e7\u00e3o de que a presen\u00e7a de determinadas prote\u00ednas permite indicar o melhor rem\u00e9dio para cada pessoa\u201d.\u00a0 Seguindo tend\u00eancia atual, \u00e9 o que se chama de medicina personalizada, pois hoje se sabe que as respostas \u00e0s medica\u00e7\u00f5es s\u00e3o espec\u00edficas para cada indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>Daniel lembra que a esquizofrenia pode atingir hoje cerca de 1% da popula\u00e7\u00e3o mundial, o que equivale a mais de 500 milh\u00f5es de pessoas no mundo. Os trabalhos desenvolvidos no laborat\u00f3rio envolvem de 50 a 100 pessoas, um universo restrito e que constitui um fator limitante. \u201cO nosso papel \u00e9 mostrar dados e elementos, que conjuntamente com outros, possam vir a ser usados em trabalhos posteriores, que uma vez publicados sirvam de base para a elabora\u00e7\u00e3o de novos medicamentos\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>Repercuss\u00e3o: <a href=\"https:\/\/jornalbrasil.com.br\/noticia\/marcadores-para-doencas-mentais.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jornal Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornal da Unicamp,\u00a011 de mar\u00e7o de 2016 a 20 de mar\u00e7o de 2016 Prote\u00ednas do sangue podem indicar\u00a0o melhor caminho para a efic\u00e1cia de drogas O professor Daniel Martins de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1163,179],"tags":[],"class_list":["post-13740","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clipping-cnpem","category-clipping-lnbio","category-1163","category-179","description-off"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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