{"id":13639,"date":"2016-03-10T14:16:27","date_gmt":"2016-03-10T14:16:27","guid":{"rendered":"https:\/\/cnpem.staging.wpengine.com\/?p=13639"},"modified":"2022-11-10T16:03:13","modified_gmt":"2022-11-10T19:03:13","slug":"futuro-brilhante-etanol-celulosico-esta-ameacado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/futuro-brilhante-etanol-celulosico-esta-ameacado\/","title":{"rendered":"Futuro brilhante do etanol celul\u00f3sico est\u00e1 amea\u00e7ado"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/Futuro brilhante do etanol celul\u00f3sico est\u00e1 amea\u00e7ado\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">novaCana<\/a>, em 01\/03\/2016<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 1\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>O ano de 2016 deveria ser um marco para a ind\u00fastria de etanol celul\u00f3sico no Brasil. Quando as primeiras usinas come\u00e7aram a ser constru\u00eddas no Pa\u00eds, alguns anos atr\u00e1s, vivia-se um momento de euforia em torno do biocombust\u00edvel.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 2\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>As expectativas eram enormes: Granbio com duas usinas at\u00e9 esse ano, Ra\u00edzen projetando bilh\u00f5es em investimentos para ampliar a produ\u00e7\u00e3o de 2G, Odebrecht operando at\u00e9 o fim do ano e Abengoa tamb\u00e9m entrando na disputa. At\u00e9 os Estados Unidos acreditavam no nosso potencial, com a USDA prevendo cinco usinas em funcionamento at\u00e9 2016. O resultado? Nenhuma das vis\u00f5es foi concretizada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, outras quest\u00f5es assombram o setor: n\u00e3o se sabe se h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o m\u00ednima saindo das duas usinas brasileiras (as empresas fazem sil\u00eancio sobre estes n\u00fameros), faltam pol\u00edticas p\u00fablicas para fomentar a ind\u00fastria e especialistas sobre o assunto acreditam que os problemas v\u00e3o muito al\u00e9m pr\u00e9-tratamento, principal argumento das ind\u00fastrias para explicar o lento avan\u00e7o do 2G nacional.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 3\">\n<div class=\"layoutArea\"><\/div>\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Ainda distantes da escala comercial, apenas Granbio, em Alagoas, e Ra\u00edzen, em S\u00e3o Paulo, t\u00eam usinas de etanol celul\u00f3sico em funcionamento no Brasil.<\/p>\n<p>Ambas dizem que o principal entrave \u00e9 o pr\u00e9-tratamento mas falam em bons resultados nas partes de hidr\u00f3lise e fermenta\u00e7\u00e3o. No entanto, para os especialistas do Laborat\u00f3rio Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), a verdade \u00e9 um pouco mais complicada. O pr\u00e9- tratamento \u00e9 a primeira fase do processo, assim sendo, se h\u00e1 um problema, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber se as outras fases funcionam adequadamente, visto que n\u00e3o podem ser testadas em sua totalidade, criando uma situa\u00e7\u00e3o muito mais preocupante do que a apresentada pelas empresas at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>O lento desenvolvimento em virtude dessas complica\u00e7\u00f5es e da falta de for\u00e7a pol\u00edtica fez com que a Novozymes, principal fornecedora de enzimas para as usinas, adiasse suas perspectivas para o setor sem marcar uma nova data para os acontecimentos. A ideia era fornecer para 15 f\u00e1bricas at\u00e9 2017. Agora, a companhia j\u00e1 n\u00e3o acredita ter esse n\u00famero de empreendimentos funcionando mesmo depois de 2020. Um relat\u00f3rio da empresa aponta que das sete plantas em opera\u00e7\u00e3o no mundo, nenhuma atingiu as metas de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Novozymes alega que \u00e9 necess\u00e1ria forte presen\u00e7a pol\u00edtica para fomentar a ind\u00fastria do etanol celul\u00f3sico e afirmou que vai focar seus esfor\u00e7os nas usinas pioneiras para que alcancem seus resultados e demonstrem a viabilidade do biocombust\u00edvel.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"layoutArea\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 4\">\n<div class=\"layoutArea\"><\/div>\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Tal apoio demonstra confian\u00e7a no setor, mas tamb\u00e9m evidencia que os agentes governamentais pouco t\u00eam se movimentado para alavancar a tecnologia. No Brasil, por exemplo, o BNDES \u00e9 a \u00fanica institui\u00e7\u00e3o do governo que se dedica para o desenvolvimento do 2G. O Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (MDIC) contribuiu com um estudo sobre pol\u00edticas p\u00fablicas (\/n\/etanol\/2-geracao- celulose\/ministerio-politicas-etanol-celulosico-competitivo-curto-prazo- 140415\/), mas as ideias levantadas permanecem arquivadas, sem movimenta\u00e7\u00e3o alguma.<\/p>\n<p>O Paiss, do BNDES, em 2011, permitiu financiar as primeiras plantas nacionais e projetos como o CTBE. Mais recentemente, o banco incluiu no Funtec, linha de financiamento para pesquisa e desenvolvimento, o pr\u00e9-tratamento nas usinas, demonstrando que h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o e iniciativa em solucionar as dificuldades. Mas fica evidente que o banco est\u00e1 isolado na sua tentativa de destravar a situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica que vive o E2G no Brasil.<\/p>\n<h2>Problemas maiores<\/h2>\n<p>A quest\u00e3o do pr\u00e9-tratamento (\/n\/etanol\/2-geracao-celulose\/granbio-ano- evolucao-primeira-usina-etanol-celulosico-brasil-101115\/) j\u00e1 havia sido evidenciada em reportagens anteriores, por\u00e9m, o portal novaCana descobriu que os problemas s\u00e3o ainda maiores. Diz muito sobre o tamanho das dificuldades o fato da Novozymes, que at\u00e9 janeiro deste ano acreditava que 2020 seria o ano da virada, j\u00e1 n\u00e3o saber mais quando o etanol celul\u00f3sico vai entrar em uma nova fase.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"layoutArea\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 5\">\n<div class=\"layoutArea\"><\/div>\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>\u00c9 importante compreender o processo em perspectiva: as fases seguintes receberam tarefas menores porque h\u00e1 grandes problemas na etapa anterior. Dessa maneira, n\u00e3o h\u00e1 como avaliar a produ\u00e7\u00e3o como um todo porque o processo n\u00e3o \u00e9 realizado de maneira completa. Ou seja, a realidade do 2G ainda est\u00e1 longe do que se espera para o Brasil.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores do CTBE os problemas do pr\u00e9-tratamento s\u00e3o quest\u00f5es de engenharia e que j\u00e1 deveriam estar em fase mais avan\u00e7ada de resolu\u00e7\u00e3o, visto que s\u00e3o aspectos anteriores ao desenvolvimento do processo. O laborat\u00f3rio j\u00e1 conseguiu solucionar essas quest\u00f5es em escala piloto e j\u00e1 consegue realizar um processo cont\u00ednuo de produ\u00e7\u00e3o de E2G.<\/p>\n<p>Para eles, no entanto, n\u00e3o \u00e9 surpresa que as ind\u00fastrias enfrentam dificuldades, pois os equipamentos utilizados para tratamento da biomassa de cana foram criados inicialmente para a ind\u00fastria de celulose. Ent\u00e3o, j\u00e1 era de se esperar que houvesse complica\u00e7\u00f5es com a utiliza\u00e7\u00e3o de outra mat\u00e9ria-prima.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que isso atravanca o processo, os tempos de fermenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o preocupantes: de cinco a dez vezes mais longos que para o etanol de primeira gera\u00e7\u00e3o. Isso traz necessidade de grandes investimentos de capital para adquirir os equipamentos e insumos adequados, al\u00e9m do necess\u00e1rio para manter a ind\u00fastria rodando.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"layoutArea\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 6\">\n<div class=\"layoutArea\"><\/div>\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>\u201cS\u00e3o gargalos que a gente est\u00e1 trabalhando aqui dentro e que s\u00e3o reais. A gente est\u00e1 falando isso porque trabalha com empresas. Esses problemas existem mesmo\u201d, admite o pesquisador do laborat\u00f3rio, Jos\u00e9 Geraldo da Cruz Pradella.<\/p>\n<p>Os rendimentos com a hidr\u00f3lise tamb\u00e9m est\u00e3o menores que os esperados, de acordo com Pradella. A literatura cient\u00edfica sobre o assunto estima n\u00fameros em torno de 80% de extra\u00e7\u00e3o do potencial de glicose para fermenta\u00e7\u00e3o, mas ele comenta que os n\u00fameros observados nas opera\u00e7\u00f5es de 2G nacionais ficam entre 50% e 60%. Essa performance e o alto custo das enzimas criam um grande empecilho ao etanol celul\u00f3sico.<\/p>\n<p>Por causa desses problemas, n\u00e3o est\u00e1 sendo poss\u00edvel alcan\u00e7ar os n\u00fameros de produ\u00e7\u00e3o desejados, visto que a mat\u00e9ria-prima chega aos processos de hidr\u00f3lise e fermenta\u00e7\u00e3o com muitas impurezas que comprometem a continuidade do sistema. \u00c9 um problema que precisa ser resolvido em etapas: na coleta do material bruto, que precisa ser realizada sem acr\u00e9scimo de impurezas minerais e vegetais; e na engenharia dos equipamentos, que v\u00eam sofrendo com o grande impacto causado pela press\u00e3o e velocidade a que s\u00e3o submetidas essas subst\u00e2ncias durante o pr\u00e9-tratamento.<\/p>\n<h2>Faltam pol\u00edticas<\/h2>\n<p>Apesar da inclus\u00e3o no Funtec, o Brasil ainda carece de fomentos ao setor de etanol celul\u00f3sico. Essa necessidade \u00e9 reconhecida por players do setor e at\u00e9 mesmo pelo BNDES.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"layoutArea\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 7\">\n<div class=\"layoutArea\"><\/div>\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>O banco j\u00e1 havia elencado uma s\u00e9rie de aux\u00edlios para o setor citando pol\u00edticas poss\u00edveis, por\u00e9m, apenas duas iniciativas haviam sido adotadas at\u00e9 ent\u00e3o: o PAISS e o Bioen, ambas voltadas para oferta de novas tecnologias.<\/p>\n<p>O gerente de biocombust\u00edveis do BNDES, Artur Yabe, reconhece que tamb\u00e9m seria interessante que o Pa\u00eds oferecesse pol\u00edticas voltadas \u00e0 inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e n\u00e3o somente \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o. \u201cAcho que seria oportuno que o Brasil pensasse pol\u00edticas do lado da demanda\u201d, diz.<\/p>\n<p>Stuchi, da Ra\u00edzen, e Janeiro, do CTC, concordam que \u00e9 preciso incentivar a \u00e1rea e que qualquer pol\u00edtica seria bem vinda. Ambos falam de mandatos de consumo e, principalmente, linhas de financiamento.<\/p>\n<p>Recentemente o BNDES identificou que os entraves com o in\u00edcio do processo precisavam de mais aten\u00e7\u00e3o e incluiu fundos para pesquisas sobre o pr\u00e9-tratamento no Funtec. Essa foi a primeira a\u00e7\u00e3o do banco para o fomento do E2G desde o Paiss, h\u00e1 5 anos.<\/p>\n<h2>Cen\u00e1rio nacional<\/h2>\n<p>\u201cDe maneira geral, as empresas foram um pouco otimistas demais de que esses problemas seriam resolvidos rapidamente\u201d, diz o diretor de neg\u00f3cios de etanol celul\u00f3sico do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Viller Correa Janeiro.<\/p>\n<p>Ele explica que eram esperados, visto que se trata de uma tecnologia disruptiva, mas n\u00e3o que fossem gerar tamanho impacto na produ\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, os impactos s\u00e3o elevados quando se fala da qualidade da mat\u00e9ria-prima: a quantidade de impurezas levada para dentro das usinas prejudica o bom funcionamento do processo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 8\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Das duas usinas operando atualmente no Pa\u00eds, apenas a Bioflex divulgou algum tipo de resultado. O preju\u00edzo do empreendimento vai contra a meta inicial da empresa, que esperava ter n\u00fameros positivos ainda em 2015. Foram quase R$ 30 milh\u00f5es de preju\u00edzo, produ\u00e7\u00e3o muito inferior ao que era esperado e uma parada n\u00e3o programada de quase dois meses para solucionar problemas do pr\u00e9-tratamento.<\/p>\n<p>A assessoria de comunica\u00e7\u00e3o da empresa comentou que n\u00e3o h\u00e1 novidades sobre o processo e que a Granbio n\u00e3o divulga n\u00fameros sobre a produ\u00e7\u00e3o. No entanto, tamb\u00e9m disse que o pr\u00e9-tratamento ainda enfrenta dificuldades e que o etanol celul\u00f3sico produzido est\u00e1 sendo comercializado no Nordeste.<\/p>\n<p>Para o diretor de novas tecnologias e projetos da Ra\u00edzen, Antonio Alberto Stuchi, existe otimismo, mas existem problemas. A maior parte advindos do aumento de escala da opera\u00e7\u00e3o (de piloto para industrial). Ele refor\u00e7a o argumento sobre a qualidade da mat\u00e9ria prima, que causou problemas nos equipamentos do pr\u00e9-tratamento, e fala que \u00e9 preciso pensar em maneiras de levar material mais limpo para dentro da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>O CTBE julga os acontecimentos com base em experi\u00eancias pr\u00f3prias. Os testes do laborat\u00f3rio apontaram que um dos maiores entraves era alimentar o equipamento de tratamento da biomassa de forma cont\u00ednua, o que j\u00e1 foi resolvido. Agora, precisam baixar o custo das enzimas e elevar os processos \u00e0 escala industrial.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 9\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Segundo Pradella, eles trabalham em parceria com empresas que t\u00eam interesse em entrar no mercado de 2G e t\u00eam em mente uma quest\u00e3o primordial para mudar a realidade: operar uma planta em n\u00edvel industrial de forma plena e integrada a uma planta de etanol de primeira gera\u00e7\u00e3o. Segundo as pesquisas do instituto, essa integra\u00e7\u00e3o \u00e9 a melhor forma de produzir etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o de maneira competitiva.<\/p>\n<p>Enquanto isso, na parte da pesquisa, o CTBE trabalha na cria\u00e7\u00e3o de um coquetel enzim\u00e1tico, processos de fermenta\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de equipamentos nacionais.<\/p>\n<h2>Palavra do BNDES<\/h2>\n<p>Um dos principais atores em meio a todo esse processo, o banco foi respons\u00e1vel por disponibilizar financiamentos que possibilitaram com que as plantas de 2G brasileiras sa\u00edssem do papel. E, apesar da incerteza do mercado diante do neg\u00f3cio, parece estar tranquilo em rela\u00e7\u00e3o ao progn\u00f3stico.<\/p>\n<p>Segundo Yabe, o pr\u00e9-tratamento \u00e9, realmente, o entrave atual, junto com a limpeza da biomassa. Ele argumenta que foram resolvidos os problemas nas fases de teste e agora \u00e9 preciso encontrar as solu\u00e7\u00f5es para grande escala. E, apesar de acreditar que a solu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 encontrada em breve \u2013 e que essa demora faz parte do processo de tentativa e erro \u2013 reconhece que n\u00e3o \u00e9 tarefa simples. \u201cO que temos hoje, \u00e9 a \u00faltima etapa do desenvolvimento tecnol\u00f3gico, que tem duas caracter\u00edsticas: primeiro, n\u00e3o \u00e9 um processo r\u00e1pido, porque envolve pesquisa, desenvolvimento e busca de solu\u00e7\u00f5es; e \u00e9 um processo arriscado.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 10\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Ele, no entanto, se mostra otimista e garante que as empresas envolvidas no neg\u00f3cio compartilham do mesmo sentimento. Ainda assim, admite as dificuldades em tornar o processo cont\u00ednuo e lidar com as impurezas da biomassa. Etapas que, segundo Yabe, s\u00e3o de natureza mec\u00e2nica, problemas de engenharia.<\/p>\n<p>Para o BNDES, o Brasil \u00e9 pioneiro nessa corrida, n\u00e3o s\u00f3 pelo n\u00famero de projetos em funcionamento (al\u00e9m das duas usinas j\u00e1 instaladas, h\u00e1 sites experimentais do CTC, Embrapa e CTBE, al\u00e9m da usina de 2G da Abengoa, em constru\u00e7\u00e3o, mas com futuro incerto) como pelo fato de o Brasil oferecer biomassa barata e previs\u00f5es de crescimento das lavouras de cana-energia.<\/p>\n<p>Essa vis\u00e3o favor\u00e1vel, entretanto, n\u00e3o se sustenta do outro lado da corda: \u00e9 claro que os problemas s\u00e3o maiores que os esperados e parece que as empresas est\u00e3o com dificuldades reais para encontrar os caminhos certos.<\/p>\n<p>Mas v\u00e1rias d\u00favidas pairam sobre as usinas. Quanto produziram desde a inaugura\u00e7\u00e3o? No \u00faltimo ano? Nos \u00faltimos seis meses? Quais os impactos econ\u00f4micos dessa empreitada? Quanto essa ind\u00fastria avan\u00e7ou desde os primeiros passos no Brasil? S\u00e3o perguntas que continuam sem respostas. Mas, ao mesmo tempo, s\u00e3o as quest\u00f5es que, quando solucionadas, podem trazer de volta a euforia e esperan\u00e7a da segunda gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>novaCana, em 01\/03\/2016 &nbsp; O ano de 2016 deveria ser um marco para a ind\u00fastria de etanol celul\u00f3sico no Brasil. 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