Voz do Brasil: 05 DE DEZEMBRO DE 2017

Publicado em 07/12/2017
Rede Nacional de Rádio, 05/12/2017

 

Destaques da Voz do Brasil: Fábricas retomam ritmo de produção e indústria registra crescimento de mais de 5% em outubro. Com a melhora do cenário econômico, aumentam as expectativas do comércio para o final do ano. 13º salário deve movimentar mais de R$ 200 bilhões. Presidente Michel Temer volta a defender reforma da Previdência e afirma que a proposta corta apenas os privilégios de quem ganha muito, e se aposenta cedo.
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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília 19h.

 

“Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje”.

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 5 de dezembro de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Fábricas retomam o ritmo de produção e indústria registra crescimento de mais de 5% em outubro. Natália Melo.

 

Repórter Natália Melo: É a sexta taxa positiva seguida e a maior desde abril de 2013.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Repórter Natália Melo: Com a melhora do cenário econômico, aumentam as expectativas de comércio para o fim do ano.

 

Gabriela: Décimo terceiro salário deve movimentar mais de R$ 200 bilhões.

 

Nasi: Presidente Michel Temer volta a defender reforma da Previdência e afirma que a proposta corta apenas privilégio de quem ganha muito e se aposenta cedo.

 

Presidente Michel Temer: Mais de 65%, 70% da população brasileira recebe de um a dois salários mínimos, três salários mínimos no máximo, não tem alteração nenhuma com relação a essa aposentadoria.

 

Gabriela: Hoje na apresentação da Voz do Brasil: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Gabriela: O cenário econômico do país com queda da inflação e dos juros, aliada ao aumento do consumo das famílias, têm feito as fábricas retomarem o ritmo de produção.

 

Nasi: O resultado é que a indústria teve um crescimento de mais de 5% em outubro, em comparação com o mesmo mês do ano passado. É a maior alta registrada nos últimos quatro anos.

 

Gabriela: Destaque para a produção de veículos, que cresceu cerca de 27% no período, números que mostram que a recessão ficou para trás.

 

Repórter Natália Melo: Em outubro de 2017, a produção industrial brasileira seguiu avançando. Segundo a pesquisa mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, o crescimento foi de 5,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. É a sexta taxa positiva seguida e a maior desde abril de 2013. O resultado foi influenciado, principalmente, por uma maior fabricação de automotores, reboques e carrocerias, que, juntos, tiveram alta de mais de 27%. Segundo, André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE, os índices positivos no período já puxam outros setores da indústria.

 

Gerente da pesquisa do IBGE – André Macedo: Para além da importância que esse ramo industrial tem no total da indústria, ela traz a reboque também reflexos positivos em outros segmentos industriais, como, por exemplo, as atividades de metalurgia, borracha e plástico, onde itens identificados com a produção do setor automobilístico acabam se destacando também nessas outras atividades.

 

Repórter Natália Melo: De setembro para outubro deste ano também teve avanço, 0,2%. Quinze dos vinte e quatro ramos pesquisados apresentaram taxas positivas, destaque para produtos farmacêuticos e bebidas. Para André Macedo, a predominância de resultados positivos ao longo do ano elimina uma parte importante das perdas registradas na indústria em agosto, quando registrou queda de 0,8%.

 

Gerente da pesquisa do IBGE – André Macedo: Para o resultado do mês, especificamente, observa-se uma predominância de resultados positivos em termos de atividade, avançando a produção. Comportamento, inclusive, diferente ao que foi verificado no mês anterior, onde, embora, a indústria tenha crescido, esse crescimento estava concentrado em apenas oito atividades.

 

Repórter Natália Melo: De acordo com Flávio Castelo Branco, gerente de política pública da Confederação Nacional da Indústria, vários fatores contribuíram para alavancar o setor, que tem forte impacto em toda a economia brasileira.

 

Gerente de política pública da Confederação Nacional da Indústria – Flávio Castelo Branco: Essa recuperação veio alavancar por uma maior participação das exportações, das empresas industriais, da recuperação do consumo doméstico, com a melhoria da situação financeira das famílias e algumas ações pontuais, como o uso do FGTS, etc., e também, evidentemente, um grande fator, que é a forte queda da inflação e acompanhada de queda dos juros.

 

Repórter Natália Melo: Já no acumulado do ano, ou seja, entre janeiro a outubro de 2017, a indústria avançou 1,9%. Foi o segundo resultado positivo seguido e o maior desde março de 2014. Reportagem, Natália Melo.

 

Nasi: E o aumento na produção da indústria revela que quem produz está confiante no cenário econômico, com mais pessoas comprando e consumindo.

 

Gabriela: Chamadas as medidas econômicas do governo, como a liberação do saque do FGTS, do PIS/Pasep, além da queda da inflação e dos juros, a expectativa é que o décimo terceiro salário anime ainda mais os empresários e trabalhadores.

 

Nasi: O dinheiro extra deve chegar a R$ 200 bilhões.

 

Repórter Gabriela Noronha: Nos corredores de seus shoppings às tradicionais decorações de fim de ano já enchem os olhos, é tempo de festas, compras e décimo terceiro salário na conta. Mais de 83 milhões de brasileiros recebem esse benefício em 2017, e a maioria já tem destino certo para o dinheiro.

 

Entrevistada: Gastar com a família, com a ceia de Natal e o presente, que presente para criança, todo mundo gosta de presente.

 

Entrevistada: Esse ano vai para a reforma da casa e os presentes só vão receber os conhecidos, só os de casa mesmo.

 

Repórter Gabriela Noronha: Dinheiro extra na conta traz alívio para o bolso, mas, afinal, qual a melhor forma de gastar o décimo terceiro salário? A gente foi consultar um especialista para pegar algumas dicas. Thiago Campos tem uma escola de educação financeira em Brasília e para ele o benefício é uma oportunidade também de se reeducar.

 

Entrevistado – Thiago Campos: A dica principal é: pague as dívidas. Mas a é preciso ir além disso. Para não ficar naquele ciclo de que todo ano a pessoa usa o décimo terceiro para pagar dívidas. Aplique ele de uma forma que mude os seus hábitos financeiros, que você comece a ter mais educação financeira para que essa situação melhore nos anos seguintes.

 

Repórter Gabriela Noronha: Se para os consumidores é preciso cautela, para o comércio o momento é de otimismo. O décimo terceiro salário deve injetar mais de R$ 200 bilhões na economia neste fim de ano. Segundo o chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo, Fábio Bentes, a expectativa é que de a vendas de fim de ano cresçam 4,8% em relação ao ano passado.

 

Chefe da Divisão Econômica da Confere Ração Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo – Fábio Bentes: Em 2017 a gente algo jogando a favor do consumidor, que é uma inflação menor. A nossa expectativa é de que as vendas movimentem no varejo aproximadamente R$ 35 bilhões.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para Fernando Marchesi, superintendente de um shopping, a melhora do cenário deu mais confiança aos empresários.

 

Superintendente de um shopping – Fernando Marchesi: Uma série de situações desse ano nos leva a crer que nós vamos ter um Natal um pouco melhor. O controle da inflação, a taxa básica de juros, os saques do FGTS, com a chegada do terceiro nos leva a crer que os resultados serão muito melhores.

 

Repórter Gabriela Noronha: Otimismo que se reflete na contratação de trabalhadores temporários. De acordo com a CNC, o Natal deve gerar 74 mil vagas no setor. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: Décimo terceiro, final de ano, férias, época de movimento para o setor de turismo.

 

Nasi: É, e neste caso esse movimento começou mais cedo.

 

Gabriela: Pesquisa do Ministério do Turismo indica aumento no faturamento das empresas do setor de julho a setembro.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Rômulo Maia, de 25 anos, adora viajar. Sempre que sobra um dinheirinho ele arruma as malas, chama a avó e a mãe e bota o pé da estrada. Ele conta que sempre faz um roteiro de viagem, o que garante que o passeio fique mais barato e organizado.

 

Entrevistado – Rômulo: Fiz pesquisa de campo, fiz pesquisa de transporte, pesquisa de empresas de turismo, empresas confiáveis, procurei conhecer pessoas, amigos de amigos que moram na região, que possam me dar dicas. Então, com isso, a gente acaba fazendo um roteiro, pelas minhas contas, até 40%, 50% mais barato.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E as pessoas estão mesmo viajando mais como Rômulo. Uma pesquisa divulgada pelo Ministério do Turismo apontou que o faturamento das empresas do setor cresceu mais de 4% no terceiro trimestre desse ano, se comparado ao ano passado. Sessenta e seis por cento dessas empresas pretendem realizar novos investimento no país ainda esse ano. Para o governo, essa melhora já é um reflexo de recuperação econômica do Brasil, como explica Marx Beltrão, ministro do Turismo.

 

Ministro do Turismo – Marx Beltrão: O setor de turismo, ele vem crescendo durante todo o ano. E essa pesquisa de agora, ela ocorreu no terceiro semestre, que é dos meses onde tem menos viagens e houve um aumento de 4,3%. Então, isso mostra que a economia brasileira já está se recuperando, que as pessoas estão procurando viajar mais. Então, a gente está muito contente, porque o turismo está vendo boas respostas da economia brasileira.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: A coordenadora do Departamento de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo, Gilce Battistuz, explica que o crescimento tem um impacto positivo em toda a atividade econômica local.

 

Coordenadora do Departamento de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo – Gilce Battistuz: A partir do momento que você começa o seu deslocamento, você já está impactando a cadeia produtiva do turismo. O primeiro impacto é no transporte, para o deslocamento, tanto, se for aéreo ou terrestre. Você vai impactar no setor hospedagem no destino onde você vai estar. Também vai impactar na questão gastronômica, visita atrativos na localidade onde ele vai. Então, ele vai impactando setores de toda a cadeia produtiva do turismo.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E o Rômulo vai aproveitar o bom momento da economia para viajar mais e já estabeleceu um desafio para cumprir.

 

Entrevistado – Rômulo: Não é só um patriotismo, mas é que o Brasil tem muita coisa bonita para conhecer. Eu tenho o planejamento de conhecer todos os 26 estados. Estou mais ou menos aí acho que em 13 e 14. Mesmo que seja um pouco de cada estado.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O movimento dos parques e atrações turísticas foi o que mais cresceu, com cerca de 11%, seguido do transporte aéreo, operadoras de turismo e agências de viagem. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Gabriela: 19h10 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Acompanhar e orientar crianças com microcefalia para que se desenvolvam.

 

Gabriela: Daqui a pouco a gente traz detalhes de mais uma unidade de atenção inaugurada pelo governo para auxiliar essas crianças e familiares.

 

Nasi: A reforma da previdência pode ser votada ainda este ano na Câmara.

 

Gabriela: E a expectativa do governo é que de que o projeto esteja aprovado também no Senado em fevereiro do ano que vem.

 

Nasi: Hoje, o Presidente Michel Temer disse que existe muita desinformação sobre pontos da reforma, como idade mínima para a aposentadoria.

 

Gabriela: Para o presidente, a reforma tem um objetivo de acabar com os privilégios.

 

Repórter Luana Karen: O Presidente Michel Temer voltou a defender a reforma da Previdência Social. A proposta a ser analisada pelos deputados garante as mesmas regras que se tem hoje para o pequeno produtor rural, com aposentadoria aos 60 anos de idade para homens e aos 55 para as mulheres, ambos com 15 anos de contribuição. O projeto atual também diminui o tempo mínimo de contribuição para que o trabalhador possa se aposentar, de 25 para 15 anos. Já a idade mínima para dar entrada na aposentaria será de 62 anos para mulher e 65 para o homem, mas com uma transição de 20 anos. Detalhe reforçado pelo Presidente Michel Temer.

 

Presidente Michel Temer: A aposentadoria se dá com 55 anos para o homem e 53 anos para as mulheres. E eu digo isso porque muitas vezes quando se fala que a aposentadoria é de 65 anos, a divulgação equivocada é que é para amanhã, e não é para amanhã. Sessenta e cinco anos é daqui a 20 anos, começa hoje com 55 anos, e a cada dois anos aumenta um ano. E, naturalmente, aqueles que já completaram o seu tempo de aposentadoria não precisam apreçar-se para aposentar-se porque já têm o seu direito assegurado.

 

Repórter Luana Karen: O Presidente Michel Temer lembrou ainda que essência da reforma da Previdência é cortar privilégios.

 

Presidente Michel Temer: Hoje o sistema previdência brasileiro transfere renda dos mais pobres para os mais ricos. Nós estamos fazendo algo em favor dos pobres. Mais de 65%, 70% da população brasileira recebe um a dois salários mínimos, três salários mínimos no máximo, e não tem alteração nenhuma em relação a essa aposentadoria.

 

Repórter Luana Karen: Temer está otimista quanto à aprovação da reforma na Câmara dos Deputados ainda este ano. No mesmo sentido, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que cresceu muito a probabilidade de se aprovar a reforma na Câmara em 2017, e no Senado no começo do ano que vem.

 

Ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha: Cresceu muito a probabilidade de a gente aprovar. Nós estamos trabalhando, e na medida que os sete partidos fecharem a questão, seguramente nós queremos do PSDB uma posição também favorável, eu não tenho dúvida nenhuma, até porque é uma questão programática do PSDB um compromisso com o ajuste fiscal. E o ajuste fiscal no Brasil não existe sem a reforma da Previdência.

 

Repórter Luana Karen: A nova proposta de reforma da Previdência, apresentada no final do mês passado, também retira todas as alterações que diziam respeito ao Benefício de Prestação Continuada, o BPC, com isso está garantido o valor de um salário mínimo mensal às pessoas com deficiência e aos idosos que comprovarem não possuir meios de se manter. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: E o Presidente Michel Temer defendeu a reforma da Previdência durante encontro com o presidente da Bolívia, Evo Morales.

 

Gabriela: O presidente boliviano veio ao Brasil fechar acordos para aumentar a segurança nas fronteiras e melhorar a estrutura de transporte entre os dois países. Facilitando o comércio.

 

Repórter Mara Kenupp: Os dois países sul-americanos assinaram dois atos, um de cooperação policial de combate ao crime organizado trasnacional e outro para a construção de uma ferrovia bio-oceânica de integração entre os dois países. Evo Morales foi homenageado com um almoço no Palácio do Itamaraty, no Ministério das Relações Exteriores. Em discurso, o Presidente Michel Temer, que participou do almoço, falou sobre os acordos assinados, o primeiro sobre o trabalho conjunto de combate ao crime organizado. Disse que os dois países compartilham uma extensa região de fronteira, possuem respeito mútuo, e que, ao longo dos últimos meses, houve avanços contra o crime organizado.

 

Presidente Michel Temer: Nós renovamos o nosso compromisso. E trabalhar de forma ainda mais coordenada pela segurança das nossas fronteiras. E a segurança nas nossas fronteiras Sr. Presidente Evo Morales, é sinônimo de segurança nas nossas cidades e tranquilidade para todos os nossos cidadãos.

 

Repórter Mara Kenupp: Sobre o acordo assinado de construção de uma malha ferroviária entre os dois países, a ideia de reativar a ferrovia veio da Bolívia. A proposta é transformar as linhas desativadas em um corredor central ligando os oceanos Pacífico e Atlântico. O Presidente Michel Temer disse que o corredor ferroviário, conectado às rodovias, vai facilitar o escoamento de produtos.

 

Presidente Michel Temer: Conectar as malhas em nossa região facilita o escoamento de nossos produtos, gera comércio, empregos, prosperidade.

 

Repórter Mara Kenupp: O Brasil é o maior parceiro comercial da Bolívia, é também o principal mercado de destino das exportações bolivianas. Em 2016, as trocas comerciais entre os dois países chegaram a quase US$ 3 bilhões. Reportagem, Mara Kenupp.

 

“Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil”.

 

Nasi: Quando o assunto é segurança nacional, um país é reconhecido por sua capacidade de se proteger quando produz os próprios equipamentos de defesa.

 

Gabriela: E, além da proteção, uma indústria de defesa forte também pode vender seus produtos para o exterior, gerando mais riquezas e empregos.

 

Nasi: Este é dos objetivos da comitiva brasileira, que está no Oriente Médio.

 

Gabriela: Junto com representantes da indústria nacional de defesa, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, debate a cooperação na área e a possibilidade de novos negócios com os países árabes.

 

Repórter Marina Melo: Depois de passar pela Tunísia, a comitiva brasileira foi recebida pelo rei da Jordânia, o que comprova o elevado interesse desses países pelos produtos de defesa fabricados aqui, como destaca o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

 

Ministro da Defesa – Raul Jungmann: O tema defesa e segurança, ele é central para os países do Oriente Médio. E o Brasil tem expertise, tem tecnologia, tem equipamentos, tem capacidade acadêmica, tem conhecimento suficiente para servir de ponte para uma melhor relação entre o nosso país e o Oriente Médio.

 

Repórter Marina Melo: O presidente da Abimde, que é a Associação Brasileira de Indústria de Materiais de Defesa e Segurança, Carlos Frederico de Aguiar, explica que nos últimos anos vários países voltaram os olhos para o que é produzido pela base industrial de defesa do Brasil, especialmente por causa dos últimos grandes eventos, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, ocasiões em que o país deu show na área de segurança, utilizando equipamentos nacionais. Na visão do presidente da Abimde, essa agenda no Oriente Médio ampliará ainda mais esse prestígio da indústria nacional.

 

Presidente da Abimde – Carlos Frederico de Aguiar: Os países visitados, Jordânia, Qatar, Emirados Árabes, Egito, todos eles têm um respeito muito grande pela indústria brasileira, têm experiência de ter usado equipamento do Brasil como equipamentos da Engesa no passado, atualmente equipamentos das Avibras, aviões da Embraer. E, com isso, abre-se um novo cenário de oportunidades para as empresas que atuam no segmento de defesa e segurança no Brasil.

 

Repórter Marina Melo: O embaixador do Brasil nos Emirados Árabes, Fernando Igreja, reforçou a importância da presença do Brasil na região.

 

Embaixador do Brasil nos Emirados Árabes – Fernando Igreja: O ministro traz a presença do Brasil para cá, o ministro traz a indústria brasileira, indústria de defesa brasileira para um mercado que está aberto, um mercado que vê com muita simpatia essa aproximação do Brasil à região.

 

Repórter Marina Melo: A comitiva também conversou com autoridades árabes sobre a questão da segurança em regiões de fronteira e sobre o Sisfron, Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras. Reportagem, Marina Melo.

 

Gabriela: 19h19 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Orientar e acompanhar as pessoas com Zika vírus é papel da política assistência social do governo.

 

Gabriela: E nessa semana um importante passo foi dado para aprimorar esse atendimento na região metropolitana de Salvador, na Bahia.

 

Nasi: É que foi inaugurada mais uma unidade de atenção para acompanhar as crianças diagnosticadas com microcefalia.

 

Repórter Carolina Graziadei: Este é o primeiro de dois Centros Dia que atenderão Salvador. Juntos, eles devem beneficiar 239 crianças com microcefalia e doenças associadas. O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, explica que a unidade irá auxiliar as famílias que, além do tratamento psicológico, terão apoio para reabilitação física e cognitiva das crianças.

 

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário – Osmar Terra: Esse centro aqui é o primeiro em capital. Ele vai se articular aqui também com área de creche e de reabilitação física para que as crianças possam ficar durante todo dia, tendo todo atendimento que elas necessitam.

 

Repórter Carolina Graziadei: É a caso da família do policial militar João Carlos Araújo, ele é pai da pequena Liz, de dois anos e dois meses, diagnosticada com microcefalia. Ele conta que a família viu a rotina mudar com a chegada do bebê, que exige cuidados especiais e tratamento 24 horas por dia. Por isso, a unidade fará muita diferença.

 

Policial militar – João Carlos Araújo: As famílias têm sido guerreiras porque elas se deslocam a semana inteira em horários diferenciados para os lugares para conseguir alguns tratamentos, né? E aqui a proposta é de ter todos os tratamentos em um único local. Isso facilita porque a mãe ganha tempo e objetividade no tratamento da criança.

 

Repórter Carolina Graziadei: Segundo ele, a inauguração representa, além da garantia de atendimento da qualidade, o fim do uma longa espera.

 

Policial militar – João Carlos Araújo: Desde que as crianças nasceram que nós estávamos esperando um centro que atendesse as crianças com microcefalia nas suas necessidades, como terapia, fono, psicólogos.

Repórter Carolina Graziadei: A unidade do Sistema Único de Assistência Social conta com uma equipe profissional de assistentes sociais, psicólogos, psicopedagogos, terapeuta ocupacional e cuidadores. A gestão do Centro Dia é municipal com investimento do Governo Federal e contrapartida do governo estadual. Antes da abertura, o Governo Federal já repassou R$ 240 mil para a implementação. Ao todo, o Governo Federal já repassou R$ 2,4 milhões para implementação de Centros Dia em dez municípios das regiões com mais incidência de vítimas do Zika vírus. O primeiro foi inaugurado na semana passada, em Campina Grande, na Paraíba, para atender 50 crianças com microcefalia e doenças associadas da cidade e de outros 12 municípios do sertão paraibano. Reportagem, Carolina Graziadei.

 

Gabriela: Em todo o Brasil, mais de 7 mil obras que estavam paradas foram retomadas e serão concluídas até o final de 2018 por meio do Programa Avançar do Governo Federal.

 

Nasi: São pontes, escolas, unidades de saúde…

 

Gabriela: E um superlaboratório em Campinas, no Estado de São Paulo, que estava parado por falta de verbas, vai voltar a funcionar.

 

Nasi: É o Projeto Sirius, que estuda e desenvolve uma luz diferente e muito importante.

 

Gabriela: A repórter Caroline Blauth foi até Campinas, em São Paulo, para explicar como funciona essa luz e para que ela serve.

 

Repórter Caroline Blauth: O nome é difícil: luz sincrotron. Mas as aplicações dela no nosso dia a dia são mais comuns do que pensamos. Um simples batom usado por muitas mulheres pode ser um exemplo, para que a ação dele na nossa pele seja conhecida pelo fabricante e a gente possa usá-lo com segurança, muitas pesquisas foram feitas usando a tal luz de nome complicado. Na agricultura a luz pode ser usada para o desenvolvimento de fertilizantes mais eficientes, mais baratos e menos agressivos ao meio ambiente. Na saúde, a luz é utilizada no desenvolvimento de novos medicamentos e no diagnóstico de doenças, como o câncer. E não é só isso, as aplicações do processo servem para qualquer área do conhecimento, como explica o diretor do projeto, José Roque.

 

Diretor do projeto – José Roque: Para você poder fazer experimentos que vão permitir esses saltos de conhecimento nas mais variadas áreas, como energia para a todo mundo, saúde, para as questões de agricultura, alimentação, meio ambiente, tudo isso o Sirius vai ajudar a resolver.

 

Repórter Caroline Blauth: O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, no Estado de São Paulo, é a única fonte desse tipo de luz na América Latina. Inaugurado há 20 anos, ele atende toda a comunidade acadêmica e industrial brasileira e até internacional. O novo superlaboratório, que estava ameaçado por falta de verba, vai ser concluído com recursos do Projeto Avançar. O Governo Federal vai investir R$ 1,8 bilhão no laboratório. Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, o projeto será um dos principais pilares de sustentação da ciência do país.

 

Ministro da Ciência Tecnologia Inovações E Comunicações – Gilberto Kassab: A inauguração está prevista para o ano que vem. É algo que vai contribuir muito para o fortalecimento da inserção do Brasil no mundo da ciência.

 

Repórter Caroline Blauth: A execução do Sirius é 100% nacional e cerca de mil pessoas estão envolvidas no projeto, que vai gerar emprego e renda para a região. De Campinas, Caroline Blauth.

 

Nasi: Os municípios mineiros de Tombos e Ribeirão das Neves, que foram atingidos pelas chuvas nos últimos dias, tiveram a situação de emergência reconhecida pelo Ministério da Integração Nacional.

 

Gabriela: Com a publicação da medida, as prefeituras podem solicitar recursos do Governo Federal para ações do socorro e recuperação das áreas prejudicadas pelos desastres naturais.

 

Nasi: Segundo informações da Defesa Civil de Minas Gerais, sete municípios sofreram fortes danos em decorrência das chuvas, quatro pessoas morreram e três seguem desaparecidas.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

“Brasil, ordem e progresso”.

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