Sociedade do conhecimento

Publicado em 12/07/2013

Metro Campinas, em 12/07/2013

THOMAZ MAROSTEGAN/METRO CAMPINAS

THOMAZ MAROSTEGAN/METRO CAMPINAS

A vinda de um projeto como o Sirus reafirma o potencial cada vez maior de Campinas para a área tecnológica.

Em visita à cidade, o secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Elias, elencou os principais pontos que fazem a cidade assumir essa posição de destaque na cena nacional.

Como o senhor analisa a vinda de um projeto como o Sirius para Campinas?

Campinas tem uma excelência na área universitária, na formação de recursos humanos por causa das universidades que estão aqui localizadas, tem uma excelência na área industrial e na área tecnológica, com seus centros de pesquisa.

Portanto, Campinas se transforma cada vez mais em um polo de conhecimento dentro do Estado de São Paulo. E um polo forte, irradiador não só para São Paulo, como também em nível nacional. Sendo assim, estabelecer esse projeto e a ampliação dele representará não só para Campinas, mas para o Estado de São Paulo e para o Brasil, algo muito significativo.

Quais os frutos Campinas irá colher com o Sirius?

Ele vai trazer mais conhecimento e mais capacidade científica. É um laboratório, como eu disse, que tem uma expressão nacional e internacional. Também trará um intercâmbio forte de cooperação com outros países na mesma relação, principalmente com países desenvolvidos.

Portanto, isso será um atrativo forte para países latino-americanos e também para países como Estados Unidos e os da Europa, que têm forte interação com esse tipo de máquina que será aqui instalada.

Quando a gente fala exclusivamente de tecnologia, que posição Campinas ocupa na cena nacional?

Campinas está bem situada. A Unicamp tem uma expressão nacional. Outros campi universitários aqui instalados também têm uma expressão nacional.

Campinas cada vez mais tem atração forte de uma qualidade tecnológica em termos das indústrias e em termos profissionais.

Mas eu não olharia só Campinas. Campinas está conseguindo fazer um polo irradiador pelo polo tecnológico aqui construído. E pelas áreas de especialidades, inclusive pelas engenharias, que cada vez mais têm se especializado, pela áreas de ciência, especialmente por formar recursos humanos qualificados no Brasil. Campinas hoje não só forma recursos humanos para São Paulo como também para o Brasil. Nós fizemos uma pesquisa que mostra que os pesquisadores formados aqui se colocam em vários locais do Brasil, que tanto precisam de mão de obra qualificada. E Campinas tem sido esse provedor e cumprido seu papel.

E o que vem por aí?

As expectativas são boas nesse campo da tecnologia, porque eu acho que cada vez mais você atrai centros de pesquisa e desenvolvimento.

O Brasil tem hoje a oportunidade de atração de centros de pesquisa internacionais, muitas instituições e empresas internacionais estão vindo para cá dada a crise que se vivencia na Europa e nos Estados Unidos. E muitos desses centros de pesquisa internacionais estão vindo para cá. Isso se localiza nesse polígono, nessa confluência.

Portanto, a realidade é cada vez mais uma realidade dinâmica e que poderá ser cada vez mais alterada, não só pela atração desses centros, pela capacidade de geração interna e pela instalação de laboratórios dessa natureza que aqui está sendo instalado.

Portanto, não só o povo de Campinas, a população que aqui vive, terá um benefício direto, como também o Brasil terá benefícios por cada vez mais se transformar em uma sociedade do conhecimento.

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someone