Sirius coloca o Brasil na vanguarda da pesquisa científica, diz Pansera

Agência Gestão CT&I, em 18/02/16

 

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, visitou as obras do projeto Sirius, uma fonte de luz síncrotron de quarta geração que será a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil. Pansera afirmou que o Sirius colocará o País na vanguarda da pesquisa científica.

“O Sirius é um projeto extraordinário que contribuirá profundamente com o desenvolvimento nacional. Fiquei muito impressionado com o que vi nas obras e no CNPEM [Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais], em especial com a qualidade dos equipamentos e da equipe técnica. Também fiquei muito satisfeito com a juventude dos pesquisadores, que mostra uma importante renovação do quadro científico brasileiro”, disse o ministro.

A luz síncroton – que abrange o infravermelho, a luz visível, o ultra violeta e os raios-X – permite analisar a estrutura molecular e os átomos do objeto em estudo. Planejado para colocar o Brasil na liderança mundial de geração de luz síncrotron, o Sirius foi projetado para ter o maior brilho dentre todos os equipamentos na sua classe de energia.

Ele abrirá novas perspectivas de pesquisa em áreas como ciência dos materiais, nanotecnologia, biotecnologia, física e ciências ambientais. “O projeto é excepcional, em especial na dimensão do desafio unindo pesquisa e engenharia. Na construção do nosso primeiro síncrotron havia muita desconfiança, mas hoje contamos com um otimismo muito grande da comunidade científica brasileira. Ele terá um papel fundamental no desenvolvimento da tecnologia nacional”, destacou o diretor do CNPEM, Carlos Américo Pacheco.

A estrutura em construção no CNPEM inclui um conjunto de aceleradores de elétrons, estações experimentais, chamadas de linhas de luz, e um prédio que abrigará todo esse complexo. Os aceleradores foram projetados com novos conceitos ainda não utilizados no mundo, e seu acelerador principal, com energia de 3 GeV (giga eletron-volts), terá 518,4 metros de circunferência e poderá comportar até 40 linhas de luz.

A estrutura está 19,2% concluída, com a primeira fase já completa e término previsto para 2018. Até o fim do ano deve ser concluída a entrega dos ímãs quadrupolos do sistema de pré-aceleração (booster) do Sirius pela empresa parceira do LNLS no fornecimento dos magnetos do novo síncrotron, do Acelerador Linear (Linac) e dos protótipos das estações experimentais do Sirius. Assim, diversos subsistemas do Sirius terão a sua produção iniciada.

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