Secretário do MCTI e presidente do CNPq destacam papel da RECyT

MCTI em 17/06/2015

 

Tecnologias da Informação e Comunicação Nanotecnologia Biotecnologia Recursos Hídricos Popularização da C,T&I e Melhoria do Ensino das Ciências Inclusão Digital

 

O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Armando Milioni, e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), Hernan Chaimovich, abriram nesta quarta-feira (17) um workshop para apresentação de projetos a agências de fomento, dentro da agenda da 52ª Reunião Especializada em Ciência e Tecnologia do Mercosul (RECyT).

“A RECyT faz parte das atividades do Mercosul e tem por objetivo pensar conjuntamente a área de ciência e tecnologia, visando sempre ao progresso e ao aumento de produtividade e competitividade, com um olhar voltado às melhorias das condições sociais e espirituais, como o ministro Aldo Rebelo gosta de lembrar, dos povos dos países que o compõem”, disse Milioni.

Para Chaimovich, a RECyT tem uma responsabilidade política essencial para que a América do Sul assuma um protagonismo coletivo em um planeta cada vez mais multipolar. “Nesse mundo em construção, os polos de poder estão mudando e nós não estamos mudando”, comentou. “O Mercosul guarda uma esperança de, nas próximas décadas, refletir uma nova conjuntura. Mas se ciência, tecnologia e inovação [CT&I] não ocuparem seu lugar, para fazerem da nossa relação uma relação de irmãos, continuaremos mandando soja, minério de ferro e trigo para fora, sem dominar os preços do que produzimos.”

Sem CT&I, na opinião do presidente do CNPq, a América do Sul continuará a “jogar o papel secundário que temos há 600 anos”.  Chaimovich ressaltou que a região produz 3% da ciência do mundo, “número bem pequenininho para um continente com a riqueza de mentes, corações, espaços, água, comida e energia que temos”. Ele defendeu que os países tenham ousadia na construção conjunta de projetos: “Quando culturas diferentes olham exatamente o mesmo problema, sob pontos de vista nacionais ou pessoais distintos, esses esforços não apenas se somam, mas se multiplicam.”

Diálogo

Representantes da Argentina, Brasil e Venezuela apresentaram projetos como o Centro de Nano e Biotecnologia para o Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Mercosul (Cenabim); as plataformas regionais de Métodos Alternativos ao Uso de Animais de Experimentação, de Engenharia de Proteínas e de Mecatrônica; redes de pesquisa com água, fibra óptica e neurociências cognitivas; além de possibilidades de cooperação a fim de desenvolver medicamentos e biomateriais estratégicos para a saúde.

Os projetos foram apresentados pelos diretores do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), Kleber Franchini; de Relações Internacionais do Ministério argentino da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva (Mincyt), Florencia Paoloni; e de Assuntos Internacionais do Ministério venezuelano do Poder Popular para Educação Universitária, Ciência e Tecnologia, Maria Eugenia Carrasquel; pelo coordenador-geral de Biotecnologia e Saúde do MCTI, Luiz Henrique do Canto; pela gerente de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI), Maria Angélica Jung; pelo coordenador nacional da Rede Universitária de Telemedicina (Rute), Luiz Ary Messina; pela assessora da Diretoria-Geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) Pilar Almeida e pela coordenadora brasileira da RECyT, Eliana Emediato, que abordou o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia.

Participaram dos debates o presidente do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia do Paraguai (Conacyt), Luis Alberto Lima Morra; o coordenador-geral de Serviços Tecnológicos do MCTI, Jorge Mario Campagnolo; e o ex-presidente do CNPq Glaucius Oliva, professor titular do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP).

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