Representantes apontam entraves e propõem melhorias para o setor sucroenergético

Publicado em 21/07/2017
Biomassa BR, 20/07/2017

 

Um encontro de representantes do setor sucroenergético brasileiro na última semana, em São Paulo, ressaltou as dificuldades que o setor vem enfrentando no país para expandir seus negócios. Um estudo desenvolvido pelo Projeto SUCRE, que levantou os entraves existentes no Marco Regulatório do setor elétrico para venda de energia de biomassa, apontou as principais barreiras que o setor de biomassa está encontrando.

De acordo com o estudo a dificuldade do setor sucroenergético em adquirir financiamentos em bancos para projetos, a instabilidade do preço-teto nos leilões, a falta de sinal de planejamento de longo prazo para a biomassa e a imprevisibilidade no preço de venda no Mercado de Curto Prazo (MCP) são as principais barreiras à expansão da bioeletricidade de cana-de-açúcar.

Mas assim como as dificuldades foram apontadas, muitas soluções também foram propostas entre os representantes a fim de potencializar as chances de sucesso junto ao governo. Uma delas sugere que as usinas de cana-de-açúcar que possuem excedente de exportação acima de 30MW passem a ser tratadas de forma individualizada no “novo Newave” (expressão referente ao programa utilizado nas atividades de planejamento do sistema elétrico brasileiro).

Assim, mesmo as usinas que exportem valor inferior ao piso, que a fonte biomassa deixe de ser tratada no conjunto “geração de pequenas usinas”, e passem a ser representadas com destaque. Segundo os pesquisadores, essa individualização permite a operacionalização da proposta de despacho antecipado da geração de energia elétrica a partir da palha.

Para Thiago Fortunato, representante técnico de vendas da NexSteppe, empresa dedicada ao desenvolvimento pioneiro da nova geração de soluções sustentáveis de sementes para as indústrias de bioprodutos, o setor de biomassa precisa realmente ser tratado de forma exclusiva e única. “Os esforços e investimentos para esta fonte de energia limpa e renovável são grandes e precisam ser respaldados em propostas de trabalho que garantam esta rentabilidade para dar continuidade na geração. Também devem ser tratados temas como linhas de crédito com juros subsidiados, como o governo já vem oferecendo no oeste do Paraná em agroenergia para biomassa, biogás e biometano”, exemplifica.

“Com alternativas complementares como o Palo Alto, o setor pode ampliar seus projetos de cogeração e, ou até mesmo iniciar sua participação nesse mercado, gerando novas fontes de renda e contribuindo para a melhoria e diferenciação da matriz energética brasileira” ressalta Fortunato. Para ele, uma maior participação desse setor na malha energética do País trará contribuições estratégicas e significativas no que diz respeito aos custos e investimentos em linhas de transmissão, no incentivo à produção agrícola e na garantia de fornecimento de energia às indústrias e ao consumidor.

Fonte: Thayssen Carvalho – Biomassa BR

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