Reino Unido e Embrapa discutem cooperação técnica em agricultura

Publicado em 13/06/2013

Embrapa, em 12/06/2013

Reino Unido e Embrapa discutem cooperação técnica em agricultura
A colaboração entre Embrapa e Reino Unido ganha novas proporções com a visita da delegação composta por 14 diretores representantes de instituições de pesquisa, integrantes do Biotechnology and Biological Sciences Research Council (BBSRC), maior financiador público do Reino Unido na área de biociência.

Com o objetivo de discutir oportunidades de trabalhos em conjunto, a comitiva britânica se encontrou hoje com a diretoria da Embrapa. Durante a reunião, os representantes do Reino Unido apresentaram seus interesses em relação ao Brasil, que estão direcionados à segurança alimentar e às mudanças climáticas. Mais especificamente, discutiram as possibilidades de aprofundar a pesquisa da cultura de trigo e aumentar a assistência aos países africanos.

Segundo o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, há um interesse de se construir um fundo em conjunto para o desenvolvimento de pesquisas com recursos do Reino Unido e da Embrapa, para apoiar pesquisadores britânicos e brasileiros em projetos de interesse comum. Para Lopes, essa aproximação é bastante interessante para o Brasil, já que o Reino Unido desenvolve ciência de alta qualidade e tem expertise na ciência para o trigo, fato reforçado pelo chefe do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Celso Moretti. Por outro lado, o governo britânico vê no Brasil um importante parceiro para resolução de problemas de segurança alimentar no mundo, principalmente nos países em desenvolvimento.

O pesquisador Alexandre Amaral, que desde 2010 está no instituto Rothamsted Research, primeiro posto do Labex Europa (laboratório virtual da Embrapa) no Reino Unido, esclarece que a relação entre os países não é recente: “A novidade são os novos mecanismos de fortalecer essa cooperação. Estão sendo negociadas chamadas conjuntas para desenvolvimento de projetos em parceria, o que pode fortalecer as colaborações que já existem e reforçar novas iniciativas”.

Amaral destaca ainda a importância desse evento: “Essa é a primeira visita internacional de toda a diretoria do BBSRC. Isso nunca aconteceu em nenhum outro centro de pesquisa no mundo e é um marco dessa colaboração entre a Embrapa e os institutos de pesquisa do Reino Unido”.

O Reino Unido no Brasil
Uma questão apresentada pelo Reino Unido é o interesse em enviar seus cientistas para conhecerem mais de perto a experiência da Embrapa com o desenvolvimento da agricultura tropical. Sobre esse ponto, Steve Visscher, chefe-executivo adjunto da BBSRC, disse que eles estão buscando oportunidades para expandir sua área agrícola e suas indústrias, não só para produção de alimentos, mas também para culturas destinadas à produção de energia, química verde, plásticos feitos a partir de biomassa, e nesse sentido, ele acredita que a larga experiência da Embrapa pode contribuir muito para seus objetivos.

Sobre sua visita ao Brasil, Visscher afirma: “Está sendo muito proveitosa para fortalecermos contatos anteriores e aprofundarmos a relação com o Brasil por meio de programas de pesquisa colaborativos. E ficamos muito animados com a resposta positiva do presidente da Embrapa quanto às nossas intenções de desenvolver trabalhos mais próximos com essa instituição”.

Agenda britânica

Durante esta semana, a delegação britânica visitou Embrapa Agroenergia, onde conheceu os trabalhos de conversão de biomassa em biocombustíveis e em itens de maior valor agregado, como produtos químicos, seguindo a lógica das biorrefinarias. Já na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, visitou os laboratórios onde são desenvolvidas pesquisas para controle de insetos-praga e mosquitos transmissores de doenças por técnicas de engenharia genética e controle de pragas a partir do uso de inimigos naturais dos insetos.

Na Embrapa Cerrados, obteve informações sobre a agricultura no bioma Cerrado, suas características e resultados ao longo dos anos, em termo de produtividade, e visitou áreas experimentais de café irrigado e de integração Lavoura-Pecuária-Floresta. Ainda tiveram acesso a informações sobre cultivos de trigo, cana-de-açúcar e de soja tolerantes à seca.

Em Brasília, os britânicos também se encontraram com representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Universidade de Brasília (UnB). Daqui, seguem para Campinas, com uma extensa agenda de compromisso com outras instituições de pesquisa: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Embrapa Informática, Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS ), Embrapa Meio Ambiente, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Universidade de São Paulo (USP) e  Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (INCT-Bioetanol).

Juliana Miura – Jornalista (MTb 8570/99-DF)
Secretaria de Comunicação da Embrapa
(61) 3448-1717 / juliana.miura@embrapa.br

Colaboração: Fernanda Diniz, Juliana Caldas e Vivian Chies

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