Projeto Sirius tenta impulsionar inovação em empresas brasileiras

Publicado em 05/11/2014
NIT Mantiqueira, em 04/11/2014

 

Chamada para empresas interessadas em participar do projeto de construção do novo anel vai até sexta-feira, dia 7 de novembro. Além de impulsionar a CT&I, objetivo também é de promover crescimento econômico por meio da inovação nas indústrias

 

Encerra-se no dia 7 de novembro o prazo para o recebimento de propostas da chamada lançada pela FINEP e Fapesp para o desenvolvimento do anel acelerador Sirius, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), no campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), localizado em Campinas.

Essa chamada visa apoiar micro, pequenas e médias empresas interessadas em participar do projeto de construção da nova fonte brasileira de luz síncrotron. As interessadas em participar devem atender requerimentos técnicos de 20 desafios tecnológicos propostos, como por exemplo, a fabricação da câmara de alto vácuo e dispositivos de microfocalização. A chamada pode ser lida em http://fapesp.br/8909.

Durante o encontro de Cristalografia, ocorrido em Setembro no CNPEM, Glaucius Oliva, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e professor do IFSC-USP, acredita que o envolvimento das empresas privadas na construção do novo anel impulsiona a inovação no país.

“Se você for olhar a história dos países centrais de grande sucesso, grandes projetos tecnológicos sempre foram alavancas que puxam a indústria e que alimenta vários segmentos”, disse Oliva.

Para ele, todos os projetos que são desafiadores por necessitarem do desenvolvimento de uma nova tecnologia tem capacidade de desenvolver a economia do país. Propostas como a do Sirius tem não só o intuito de impulsionar a ciência, mas também de ajudar no crescimento econômico das indústrias.

O diretor do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), Antonio José Roque da Silva, lembrou que na construção do primeiro anel, poucas empresas se interessaram em ajudar na construção desse projeto devido a um cenário econômico, cultural e tecnológica diferente. No entanto, hoje em dia existe o interesse de empresas em ajudar na produção das ferramentas necessárias, com possibilidade de financiamentos diversos e com o objetivo de promover a inovação.

O envolvimento das empresas privadas, não apenas na construção do Sirius como também na utilização do anel, é importante para impulsionar cada vez mais a tecnologia no país. Por isso, segundo Roque, o projeto tem uma capacidade mobilizadora, por ser complexo e sofisticado tecnologicamente, e uma parte dele é justamente atrair o setor privado para desenvolver ainda mais a tecnologia no Brasil.

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