Parcerias internacionais consolidam P&D do CTBE

Publicado em 22/01/2010
Dois importantes acordos são assinados com instituições de pesquisa européias

Assessoria de Comunicação, em 22/01/2010

Para fazer do etanol de cana-de-açúcar brasileiro um biocombustível produtivo e sustentável, o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) contará com a parceria de importantes instituições de pesquisa do Brasil e do exterior. Isto pode ser visto nos dois importantes acordos internacionais de cooperação que foram anunciados nesta sexta-feira, 22/01, na presença do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, durante a inauguração do CTBE em Campinas-SP.

O primeiro acordo assinado foi com o Imperial College London, da Inglaterra. Aos ingleses interessam os estudos conjuntos na área de sustentabilidade dos biocombustíveis, em especial os de 2ª geração produzidos a partir da celulose presente no bagaço da cana e em resíduos florestais.

Os pesquisadores de Brasil e Inglaterra também unirão esforços no desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de biocombustíveis e em estudos sobre biorrefinarias. Segundo o pesquisador do Imperial College Richard Templer, tem crescido o interesse das pessoas na Europa por esses temas por conta, principalmente, dos efeitos causados pelas mudanças climáticas globais.

Outro acordo internacional do CTBE, este anunciado durante a inauguração, ocorre com a Lund University, da Suécia. A universidade sueca possui 25 anos de experiência em pesquisas com etanol de 2ª geração, em especial os processos de pré-tratamento de material lignocelulósico (bagaço de cana, por exemplo) e fermentação de pentoses.

O diretor do CTBE Marco Aurélio Pinheiro Lima explica que parte da infraestrutura que integrará a Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos (PPDP) do Laboratório Brasileiro é semelhante à existente em Lund. A pesquisa conjunta entre as instituições será útil ao processo de validação das instalações da PPDP, ou seja possibilitar que experimentos semelhantes feitos no Brasil ou no exterior obtenham resultados semelhantes. “A capacidade de se reproduzir experimentos é um dos pré-requisitos da boa ciência”, afirma Lima.

Ao comentar sobre a parceria feita com o CTBE, o engenheiro químico e pesquisador da Universidade de Lund Guido Zacchi diz que a criação do Laboratório brasileiro não traz benefícios apenas para a ciência e tecnologia (C&T) nacional. “Os avançados equipamentos laboratoriais e da Planta Piloto do CTBE propiciarão a união dos esforços de P&D em todo o mundo na área de produção de etanol a partir da biomassa. Os instrumentos de análise de processos que estão sendo instalados no Laboratório é de um nível sem igual em centros individuais de pesquisa no Brasil”, completa Zacchi.

No último mês de novembro o CTBE, ainda em fase de implantação, havia assinado outro acordo de cooperação internacional, desta vez com o National Renewable Energy Laboratory (NREL), dos EUA. O NREL é um dos principais centros de pesquisa em energia do mundo.

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