Novozymes e CTBE

Publicado em 16/07/2010
Diretoria internacional da multinacional de biotecnologia visita CTBE em busca de parcerias em bioetanol de cana

Assessoria de Comunicação, em 16/07/2010

Quem trabalha com biocombustíveis provavelmente já ouviu falar da Novozymes. Essa empresa dinamarquesa de biotecnologia investe fortemente em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de enzimas para a conversão de biomassa em combustíveis. Nesta quinta-feira (15/7), o CEO da companhia Steen Riisgaard visitou o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) em Campinas-SP, para conhecer seus programas de pesquisa e instalações, além de identificar oportunidades de pesquisas conjuntas.

A comitiva de executivos foi recepcionada pelo diretor do CTBE Marco Aurélio Pinheiro Lima. Este fez uma apresentação institucional do Laboratório e de seus programas. No momento seguinte houve um debate sobre possíveis colaborações.

Dois programas de pesquisa do CTBE, em especial, impressionaram Riisgaard e sua equipe: o Programa de Avaliação Tecnológica e o Programa Industrial.

No primeiro deles o CTBE está construindo uma Biorrefinaria Virtual de Cana-de-açúcar, ferramenta de simulação computacional que permite avaliar o sucesso de tecnologias em desenvolvimento, antes que elas cheguem ao mercado. A Biorefinaria Virtual possibilitará que investidores e empresários avaliem onde investir em P&D na área de bioenergia a partir da cana com maior clareza e quantidade de informações, assim como ajudará a identificar gargalos tecnológicos e possíveis otimizações de processos.

A Novozymes se mostrou interessada em participar da construção da modelagem ligada à hidrólise enzimática do bagaço e palha da cana, importante etapa da produção de etanol de segunda geração. A empresa tem experiência nesta área devido às simulações com as enzimas produzidas.

Lima acredita que a Biorrefinaria Virtual do CTBE tem muito a ganhar com a participação da Novozymes na construção da sua modelagem matemática. Entretanto, lembra que todo modelo criado para a ferramenta tem de passar por uma validação externa para dar credibilidade ao instrumento. Reuniões entre as instituições serão marcadas para dar início a este trabalho conjunto.

Já no caso do Programa Industrial do CTBE a parceria deve focar o escalonamento de experimentos para produção de etanol celulósico com a utilização de enzimas da Novozymes. O Programa conta com uma Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos, que é um ambiente de desenvolvimento de tecnologias em escala semi-industrial. Inédita no Brasil, ela permitirá que pesquisadores de várias partes do país e do mundo verifiquem se processos que se mostraram promissores na bancada do laboratório obtém o mesmo sucesso em escala mais próxima ao universo industrial.

“A Planta Piloto de vocês está chegando no ambiente de pesquisa na hora certa e do jeito certo”, disse o vice-presidente de Biocombustíveis da Novozymes North America Inc. Steen Skjold-Jørgensen.

Lima conta que a empresa dinamarquesa se mostrou confiante na qualidade de suas enzimas. Porém, para se chegar a uma tecnologia de produção de etanol de segunda geração viável economicamente se faz necessário solucionar uma série de outros gargalos no processo. Nestes casos se mostra mais interessante trabalhar em conjunto com instituições da área, como o CTBE.

O encontro terminou com uma visita às obras da Planta Piloto do CTBE e uma breve conversa entre o CEO da Novozymes e o diretor geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) Walter Colli, entidade que abriga o CTBE e outros dois Laboratórios Nacionais em Campinas.

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