Novo acelerador de elétrons coloca Brasil na fronteira da ciência mundial

Publicado em 13/11/2018
O Estado de S.Paulo em 11/11/2018

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Máquina construída em Campinas será uma das fontes de luz síncrotron mais poderosas do mundo

Herton Escobar, O Estado de S.Paulo

CAMPINAS –  Por fora, parece um disco voador, do tamanho do estádio do Maracanã. Por dentro, a sensação é de estar caminhando em outro mundo, na fronteira da tecnologia, cercado de inovação por todos os lados. E o mais incrível: quase tudo feito por aqui mesmo, projetado por cientistas brasileiros, desenvolvido por empresas nacionais e construído – a muito custo – no período de maior aperto financeiro da ciência nacional.

Assim é o Sirius, a nova fonte de luz síncrotron do Brasil, que está próxima de entrar em operação no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas. Orçado em R$ 1,8 bilhão, é o projeto mais grandioso e tecnologicamente complexo da ciência brasileira.

O prédio, de 15 metros de altura e 68 mil metros quadrados, será inaugurado oficialmente nesta quarta-feira pelo presidente Michel Temer e o ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab.