Nanotecnologias precisam de empresas privadas

Publicado em 12/12/2013
Jornal da Unicamp em 11/12/2013

Para especialistas, a nanotecnologia é uma área multidisciplinar 

As nanotecnologias não sobrevivem sem as empresas privadas, e a Unicamp está pronta para discutir projetos de aplicação da nanociência com as companhias nacionais, disseram representantes da universidade nesta quarta-feira, 11, durante a cerimônia de abertura do Workshop Sisnano – Desafios e Tendências em Nanotecnologias, realizada no auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Sisnano é a sigla do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias, formado por 26 instituições que são alvo de financiamento prioritário do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

“As nanotecnologias não sobrevivem sem as empresas, e as nanociências são as garantidoras da manutenção de seu desenvolvimento e de sua competitividade”, disse, no discurso inaugural do evento, Oswaldo Alves, professor titular do Departamento de Química Inorgânica do Instituto de Química (IQ) da Unicamp. “Muitos investidores veem a nanotecnologia como a representação da próxima grande onda tecnológica”, acrescentou. Alves lembrou ainda que a Unicamp é a única universidade com dois laboratórios incluídos no Sisnano: o CCS, Centro de Componentes Semicondutores, e o Nanobioss, Laboratório de Síntese de Nanoestruturas e Interação com Biossistemas, ambos sediados no IQ.

“Pretendemos estar cada vez mais próximos da indústria nacional, então já ofereço a Pró-Retroria de Pesquisa como uma das portas pelas quais gostaríamos de estar discutindo os projetos de pesquisa e de aplicação tecnológica mais intensamente”, disse, em seu discurso, a pró-reitora de Pesquisa, Glaucia Pastore, que representou o reitor José Tadeu Jorge no evento. “O Brasil está caminhando muito rapidamente para atingir os objetivos da busca do conhecimento, e mais que isso: a aplicação desse conhecimento a serviço da sociedade.”

Assim como Oswaldo Alves, o diretor do IQ, Watson Loh, lembrou que a nanotecnologia é uma área multidisciplinar. “A química é uma ciência central em termos de nanotecnologia, mas não é a única. Fico muito satisfeito de ver colegas de outras unidades também participando de um evento como esse”, disse ele.

Também participaram da abertura do workshop o coordenador-geral de Micro e Nanotecnologias da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Flavio Orlando Plentz Filho, e Jurandir Zullo Jr, coordenador dos Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa (Cocen) Unicamp. O evento, que se estende ao longo de todo o dia, deve contar com apresentações de pesquisadores da Unicamp, do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) e de representantes do MCTI e da iniciativa privada.

Repercussão: Jornal da Ciência

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