Ministro debate cooperação em pesquisas científicas com parque tecnológico russo

Publicado em 16/07/2015
Portal do MCTI, em 17/06/15

 

A chefe do departamento de infraestrutura da fundação, Anna Sidorovskaya, disse que o governo russo já investiu o equivalente a US$ 1,2 bilhão na construção do parque, e os investidores privados, cerca de US$ 1,8 bilhão.Crédito: Ascom/MCTI

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, visitou, nesta quarta-feira (17), a Fundação Skolkovo, o maior parque tecnológico em construção na Rússia. Foi recebido por seus diretores para participar de uma reunião com o objetivo de discutir perspectivas de cooperação em áreas como desenvolvimento de pesquisas científicas, de tecnologias para a inovação, de formação de recursos humanos. Discutiu-se também a possibilidade de realizar a interação da Skolkovo com parques tecnológicos brasileiros, como o de São José dos Campos (SP).

“Há muitas razões para que a cooperação com a Rússia seja ousada, profunda e duradoura”, disse Aldo Rebelo, incluindo a parceria com a Skolkovo como uma das ações promissoras do diálogo Brasil- Rússia na área de ciência, tecnologia e inovação. “Essa iniciativa é ambiciosa e ousada. Torcemos para que seja bem sucedida”, disse o ministro sobre o parque tecnológico.

“Temos o prazer de constatar que, nas atuais circunstâncias, a cooperação científica com o Brasil pode ser muito produtiva”, afirmou Vasily Belov, vice-presidente para assuntos de inovação da Skolkovo.

O parque tecnológico russo fica a 15 quilômetros de Moscou, em uma área de 400 hectares, que terá ao todo 2,5 milhões de metros quadrados construídos. No complexo, previsto para ficar pronto em 2020, funcionará uma cidade tecnológica, com universidade, laboratórios, incubadoras de empresas, startups, além de conjuntos habitacionais, escolas, centros comerciais, de medicina e de recreação. A previsão é que Skolkovo seja moradia para 25 mil habitantes e local de trabalho, estudo e pesquisa para outros 30 mil.

Segundo Anna Nikina, chefe da Assessoria Internacional, são cinco as áreas prioritárias de atuação do parque tecnológico: espacial, nuclear, biomedicina, energia e tecnologia da informação. O complexo fará a integração entre startups, investidores, universidade, parque tecnológico, parceiros empresariais e comerciais além de instituições promotoras de soluções de infraestrutura.

Anna Sidorovskaya, chefe do departamento de infraestrutura da fundação, disse que o governo russo já investiu o equivalente a US$ 1,2 bilhão na construção do parque; e os investidores privados, cerca de US$ 1,8 bilhão.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) já sinalizou com a Fundação Skolkovo possibilidades de cooperação, por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) e do Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM). Durante a reunião, o ministro apontou a importância de aprofundar e ampliar a cooperação nas cinco áreas prioritárias da Skolkovo. O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), José Raimundo, afirmou que há uma série de programas na área espacial, por exemplo, que podem ser objeto de desenvolvimento conjunto.

Para Rebelo, uma das ações mais urgentes é a celebração de um acordo para a presença de estudantes e de professores brasileiros no centro russo. “Queremos enviar alunos e professores brasileiros para passar temporadas aqui e também receber alunos e professores russos no Brasil”, disse.

A sugestão de acordo para ampliar o intercâmbio estudantil partiu também de Edward Crawley, presidente do Instituto de Ciência e Tecnologia da Skolkovo. Com uma trajetória de 40 anos de vida acadêmica no Instituto de Massachusetts (MIT) e tendo participado da concepção do programa espacial do Governo Obama, Crawley disse ao ministro que sua missão é “construir o ITA (em referência ao Instituto de Tecnologia de Aeronáutica, localizado em São José dos Campos) no parque russo”. Ele afirmou que, na Rússia, se sente como Richard Smith. Oriundo do MIT, Smith foi convidado pelo brigadeiro Casemiro Montenegro para ajudar a criar o ITA. O norte-americano foi o primeiro reitor da instituição.

Como resultado da reunião, o ministro disse que formará no MCTI um grupo de trabalho, com representantes da Secretaria de Tecnologia e Inovação (Setec), da Subsecretaria de Coordenação das Unidades de Pesquisa (Scup), além do CNPEM, da AEB e do Inpe. Este grupo fará a interlocução com uma equipe da Fundação Skolkovo com objetivo de estabelecer os programas de cooperação.

Após a reunião, o ministro e sua comitiva, formada pelo presidente da AEB e chefe da Assessoria Internacional do MCTI, embaixador Carlos Henrique Cardim, fizeram uma visita ao parque tecnológico. Guiada por Sidorovskaya e Nikina, a delegação conheceu as obras dos centros de pesquisa, residenciais, de medicina, do edifício da universidade, da vila das startups, bem como dos laboratórios e escolas.

Fonte: MCTI
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someone