MCTI discute parcerias com o Departamento de Energia dos EUA

Publicado em 19/08/2013

Portal MCTI, em 16/08/2013

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O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, recebeu nesta sexta-feira (16) o secretário de Energia dos Estados Unidos, Ernest Moniz, para aprofundar discussões a respeito de futuras parcerias do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) com centros de pesquisa brasileiros, além de cooperações em mudanças climáticas, tecnologias relacionadas à energia e o programa Ciência sem Fronteiras.

Raupp detalhou o estágio das conversas para o MIT estabelecer parcerias com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos (SP), e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e responsável pela gestão de quatro laboratórios em Campinas (SP).

“O ITA, sob a administração do reitor Carlos Américo Pacheco, está negociando diretamente com o MIT e tem muito interesse num cooperação educacional e em pesquisa científica, especialmente para interagir com empresas brasileiras, que se organizariam em torno de um centro de inovação tecnológica localizado em São José dos Campos”, disse o ministro.

Segundo Raupp, o MCTI se envolve de maneira ainda mais direta nas negociações entre o MIT e o CNPEM. “Organizamos um workshop em julho, quando se definiram várias áreas de atuação, em torno das quais vamos desenvolver a cooperação”, relatou. “A ideia é organizar um laboratório internacional de energias e materiais, localizado dentro do CNPEM e com a participação do MIT, para agrupar e estimular projetos não só do centro, mas de todas as organizações brasileiras de pesquisa e desenvolvimento que tiverem competência e interesse em participar dessas iniciativas.”

Pesquisas

Na previsão do ministro, energia deve ser o item básico da cooperação entre MIT e CNPEM. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Alvaro Prata, “o ministério dá muita importância ao contexto energético, sobretudo nas modalidades renováveis, e os dois países cobrem um espectro bastante ampliado de interesses comuns na área”.

Prata ressaltou a tradição nacional em biocombustíveis e a existência de cooperações em andamento com os EUA. Outras áreas relevantes para parcerias, conforme declarou, seriam redes inteligentes – “pelas dimensões continentais” –, tecnologias limpas para utilização do carvão e fontes eólica e solar. “Recentemente, fizemos um seminário ligado à nanotecnologia com ênfase na área de energia, que faz parte de um acordo já formalizado com o Laboratório Nacional de Energia Renovável [NREL, em inglês]”, completou.

Ao ouvir do secretário de Energia dos EUA sobre a importância de valorizar a vertente educacional da cooperação do MIT com os centros brasileiros, o ministro ressaltou que o Brasil tem no país “sua maior relação na formação de PhDs, cientistas e engenheiros, há muito tempo”. Segundo Raupp, o Ciência sem Fronteiras reforça essa realidade, já que a maior economia do mundo é o destino com mais bolsas concedidas pelo programa do governo federal.

“Entendemos o Ciência sem Fronteiras como um instrumento para o desenvolvimento dessa cooperação em vários outros campos”, declarou o ministro. “Nós procuramos associar sempre uma coisa com a outra e enxergamos a possibilidade de estágio de estudantes do programa em laboratórios governamentais, como já ocorre em empresas privadas.”

Mudanças climáticas

Brasil e Estados Unidos discutem uma cooperação científica para a Amazônia, com pesquisas relacionadas a mudanças climáticas. Ernst Moniz consultou Raupp sobre a possibilidade de se assinar um instrumento bilateral já na próxima visita oficial da presidenta Dilma Rousseff ao país, em outubro.

“Trata-se de um acordo técnico-científico em desenvolvimento e que, eventualmente, não estaria preparado para ser aprovado em outubro, mas o documento poderia ganhar um impulso se os presidentes [Barack Obama e Dilma] se manifestassem em relação ao objeto em si da cooperação”, explicou Raupp, após o chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do MCTI, Franklin Netto, informar sobre trâmites diplomáticos.

Também integrou a delegação norte-americana na audiência o embaixador dos EUA em Brasília, Thomas Shannon. Pelo lado brasileiro, compareceram o secretário executivo do MCTI, Luiz Antonio Elias, e o embaixador do país em Washington, Mauro Vieira, entre outros representantes do governo federal.

Texto: Rodrigo PdGuerra – Ascom do MCTI

Repercussão: Jornal Brasil On-Line, Ambiente Energia, Jornal da Ciência, TN Sustentável

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