LNNano inaugura novas instalações

Agência Gestão CT&I, em 02/05/16

 

O Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) ganhou novas instalações na semana passada. Foi inaugurada uma sala limpa, ambiente controlado e livre de contaminantes atmosféricos, como poeira, vapores, microorganismos e partículas suspensas.

Segundo o coordenador de grupo de pesquisa do LNNano, Carlos César Bufon, a nova sala complementa a infraestrutura de pesquisa e permite agregar valor aos nanomateriais, transformando-os em dispositivos, por exemplo. “Estas instalações nos dão a liberdade de produzir nanodispositivos, que se utilizam das propriedades dos nanomateriais, da estrutura da matéria. Nós trabalhamos com matéria orgânica e inorgânica e transformamos isso em dispositivos funcionais que atendem a demandas de setores estratégicos”, explicou.

Recentemente, a sala limpa do LNNano foi utilizada para o desenvolvimento de um biosensor capaz de detectar moléculas relacionadas a doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, e alguns tipos de câncer.

As instalações foram inauguradas pela ministra em exercício da Ciência, Tecnologia e Inovação, Emília Ribeiro, e o presidente Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Curi.

Visitas

Emília Ribeiro aproveitou a ida ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), local onde funciona o LNNano, para acompanhar o avanço das obras do Sirius. O novo acelerador de partículas do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) deve ser entregue em 2018.

A ministra destacou a importância do Sirius para o desenvolvimento científico do País. “O Brasil está se diferenciando em pesquisa com o projeto Sirius. Esta obra representa o desenvolvimento da ciência no País”, afirmou. “Temos muito a fazer. Estamos concentrados em produzir a ciência que o País precisa.”

O diretor do LNLS, Antônio José Roque, conduziu a visita pelo laboratório, ressaltando que o síncrotron instalado atualmente é o único da América Latina e completará 20 anos de operação no ano que vem, atendendo 1,2 mil pesquisadores. “É importante termos o ministério fortalecido, porque a ciência é o que nos ajuda a resolver os problemas estratégicos do País”, disse ao destacar o apoio do MCTI no andamento das obras.

(Agência Gestão CT&I, com informações do MCTI)

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