Laboratório Nacional de Luz Síncrotron tem novo diretor

Publicado em 13/01/2020

Harry Westfahl Jr. ocupava a diretoria científica do LNLS desde 2013, atuando na coordenação das estações experimentais do Sirius

O novo diretor do Laboratório Nacional e Luz Síncrotron (LNLS), Harry Westfahl Junior, tomou posse do cargo nesta segunda-feira (13) em cerimônia realizada no Centro Nacional de Pesquisa em Energia (CNPEM) em Campinas, SP. Harry atua no CNPEM desde 2001, e há sete anos ocupava o cargo de diretor científico do LNLS. Desde então, tem coordenado o projeto e a construção das linhas de luz do Sirius. Harry Westfahl sucede o físico francês Yves Petroff, um dos maiores especialistas em luz síncrotron do mundo.

Durante a cerimônia de posse, o diretor-geral do CNPEM, Antonio José Roque da Silva destacou a competência do novo diretor: “Neste momento-chave para a instituição, em que teremos que estruturar o início das operações no Sirius, a experiência, competência e a formação multidisciplinar do Harry serão fundamentais”.

Estiveram presentes na cerimônia o Presidente do Conselho de Administração do CNPEM, Rogério Cezar de Cerqueira Leite, e os membros do conselho Marcelo Knobel, Reitor da Universidade de Campinas, e o Oswaldo Luiz Alves, Professor Titular do Instituto de Química da Unicamp.

Estiveram presentes, ainda, a diretora de administração do CNPEM, Cleonice Ywamoto, o diretor do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), Kleber Franchini, e o diretor do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR) Eduardo Couto e Silva.

Quem é Harry Westfahl Junior?

Harry possui Doutorado em Física pela Universidade Estadual de Campinas, concluído em 1998. De 1998 a 2000, atuou como pesquisador pós-doutor na Universidade de Ilinois, em Urbana-Champaign, sob a supervisão de Anthony James Leggett, laureado com o Prêmio Nobel de Física (2003). Em seguida, atuou como pós-doutor no Ames Laboratory do Departmento de Energia (DOE), nos Estados Unidos, até 2001.

Tem experiência no uso de radiação síncrotron para o estudo de materiais e na física da matéria condensada, com ênfase em polímeros e materiais magnéticos e no desenvolvimento de instrumentação para luz síncrotron.

Harry juntou-se ao quadro de pesquisadores do LNLS em 2001. De 2004 a 2009, foi gerente do programa de Pesquisa e desenvolvimento das linhas de luz do LNLS e, em 2009, tornou-se coordenador das linhas de espalhamento de raios-X do Laboratório.

Em 2013, Harry assumiu a diretoria científica do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron e, desde então, atuou na coordenação do projeto e construção das primeiras linhas de luz da nova fonte de luz síncrotron brasileira, Sirius.