Jornal Valor Econômico destaca participação da FINEP no PAISS

Publicado em 27/02/2013

Finep, em 26/02/2013

A FINEP e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) esperam aprovar R$ 2 bilhões em recursos que serão destinados aos projetos do Plano Conjunto BNDES-FINEP de apoio à Inovação Industrial no Setor Sucroenergético e Sucroquímico (PAISS) até o meio do ano. Até agora, R$ 1,5 bilhão foram aprovados para cerca de 20 planos de negócios diferentes.

Os projetos que receberão, em 2013, R$ 500 milhões, de acordo com a estimativa da FINEP e do BNDES, fazem parte de três linhas de pesquisa e já estão aprovados. Uma das linhas é a de desenvolvimento de tecnologias economicamente viáveis para a produção de etanol celulósico (linha 1) e as outras são em áreas de bioquímicos (linha 2) e gaseificação (linha 3).

Veja aqui a matéria do Valor Econômico, edição do dia 26 de fevereiro

CTC, primeiro financiamento 

No final do ano passado, foi assinado o primeiro contrato do Programa. O CTC – Centro de Tecnologia Canavieira receberá inicialmente R$ 227 milhões em crédito da FINEP, mas já estão em negociação valores suplementares por meio de subvenção econômica e pela linha FINEP – Cooperativo, dentro da nova estratégia de integração de instrumentos da Financiadora.

Segundo Ricardo Jabace, superintendente da Área de Apoio a Projetos Inovadores e Descentralização da FINEP, isso mostra “a agilidade no processamento dessa operação”, destacando ainda que trata-se do apoio a um dos principais agentes do setor.

A proposta do CTC tem foco em tecnologias disruptivas, ou seja, aquelas que superam o estado-da-arte, e que, sozinhos, os produtores não conseguiriam desenvolver.  O CTC irá colocar à disposição do mercado novas fontes de biomassa (bagaço e palha) e novos usos para ela, além de variedades de cana-de-açúcar com uma genética superior.

Além disso, o Centro irá iniciar o conceito da biorrefinaria, com a viabilização da produção de biobutanol, importante produto químico com diversos usos, a partir dos açúcares da cana.

Hoje, o principal produto CTC é a venda de variedades melhoradas de cana-de-açúcar. Segundo o Centro, seu histórico de inovações já gerou ganhos de mais de R$ 500 bilhões para a indústria sucroenergética nacional nos últimos 40 anos. Só nos últimos seis anos foram depositadas 22 patentes.

Dos seus atuais 320 colaboradores, 109 estão voltados a pesquisa e desenvolvimento (P&D), tanto na área agrícola como na industrial. O centro tem também laços de cooperação com universidades de excelência, como USP, Unicamp, UFRJ e UFPr, além de institutos de pesquisa, como CTBE, IPT, Embrapa, e entidades de ponta fora do Brasil.

– A iniciativa da FINEP e do BNDES foi muito importante, ao disponibilizar recursos para pesquisa relacionada ao setor sucroenergético num momento em que este passa por dificuldades e luta para manter sua competitividade, frente a alternativas encontradas em outros países, como etanol de milho, nos Estados Unidos, e açúcar de beterraba, na Europa – diz José Gustavo Teixeira Leite, CEO do CTC.

Segundo ele, o Brasil vem assumindo uma postura de crescente relevância no cenário internacional. “Nessa direção, alinham-se os esforços do PAISS, viabilizando recursos para um setor de alta relevância e onde o Brasil pode liderar no médio e longo prazo”, diz Gustavo.

O Brasil é hoje o maior produtor de cana-de-açúcar do planeta, sendo responsável por 25% da produção mundial de açúcar e etanol, exportando aproximadamente 50% do açúcar e 20% do etanol comercializado no mundo. Além disso, é um dos poucos países que possui disponibilidade de grandes áreas para plantio. Há no país atualmente 413 usinas e 40 associações de fornecedores de cana-de-açúcar, que correspondem a uma área cultivada de 8,3 milhões colhidos na Safra 11/12. Deste total, aproximadamente 45% da área são de acionistas do CTC S.A.

Para Gustavo, o principal desafio em relação à viabilização do uso do etanol celulósico é conseguir reduções significativas do custo de produção.

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