Início da produção de etanol de segunda geração em Alagoas

Publicado em 13/03/2014

Último Instante, em 12/03/2014

Presidente e fundador da GranBio, empresabrasileira de biotecnologia, Bernardo Gradin falará sobre o início da produção de etanol 2G no Hemisfério Sul, durante o Seminário Internacional de Biocombustíveis, em São Paulo.

Prevista para ser inaugurada no fim de março, a primeira fábrica da empresa fica em São Miguel dos Campos, Alagoas. Ao todo, R$ 350 milhões foram investidos na planta, que terá capacidade para produzir 82 milhões de litros de etanol por ano.

O etanol 2G , ou celulósico, é assim chamado por ser produzido a partir da celulose da planta. Ao utilizar palha e bagaço de cana-de-açúcar, itens que são descartados no processo de fabricação do etanol de primeira geração, há um aumento da capacidade de produção em aproximadamente 45%. As principaisvantagens do 2G são o baixo custo da matéria-prima e a não competição com alimentos.

A GranBio investirá cerca de R$ 4 bilhões na construção de fábricas e no desenvolvimento de matéria-prima e tecnologia até 2020. Até lá, a expectativa da empresa é construir pelo menos dez plantas de etanol 2G, com a meta de produzir 1 bilhão de litros do biocombustível ao ano.

Além do presidente da GranBio, o painel, que vai discutir as inovações tecnológicas para o setor do etanol, reunirá também Martin Mitchell, da Clariant, e José Geraldo da Cruz Pradella, pesquisador sênior do CTBE.

Promovido pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) e WPC (Congresso Mundial de Petróleo), o Seminário Internacional de Biocombustíveis vai reunir especialistas estrangeiros e brasileiros para debater os rumos do setor no Brasil e no mundo. O evento contará com representantes de organismos de peso, como a IEA (Agência Internacional de Energia), o Departamento de Agricultura dos EUA e a agência ambiental norte-americana.

O fato de o IBP e o WPC terem decidido promover o evento no Brasil é um indicativo da importância do etanol na agenda econômica e dos desafios energéticos que o país tem pela frente. “O Brasil é um dos pioneiros em tecnologia para biocombustíveis e é natural realizarmos aqui uma discussão de alto nível, qualificada, com os melhores especialistas nesse tema no país e no exterior”, diz João Carlos de Luca, presidente do IBP.

“Somos referência mundial no setor energético como um todo e o Seminário Internacional de Biocombustíveis é uma consequência da importância do país nesse cenário”, afirma Renato Bertani, presidente do WPC.

O evento contará ainda com a palestra do chefe da Divisão de Indústria de Petróleo e Mercados da Agência Internacional de Energia (IEA), Antoine Halff, que fará um panorama do setor para os próximos anos. A IEA edita o relatório World Energy Outlook 2013, considerado pelos profissionais e especialistas da área como uma das principais referências do mercado.

Na mais recente edição do documento, quatro capítulos foram dedicados ao Brasil. Eles destacam que, até 2035, nosso país deve se manter como “dono” de um dos setores de energia com a menor emissão de carbono no mundo, mesmo com um possível aumento de 80% no uso de energia.

Evento

Dias 17 e 18 de março

Grand Hyatt Hotel, Gradin -SP

Temas relacionados: Petróleo e Gás , Etanol, Combustível, Nova Geração, Produção Nacional

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