FAPESP investe em equipamentos de pesquisa

Publicado em 04/05/2011

Agência FAPESP em 24/05/2011

A FAPESP aprovou investimento de R$ 159 milhões para compra de cerca de 250 equipamentos multiusuários para pesquisas científicas. O anúncio foi feito na segunda-feira (23/5), na cerimônia de abertura das comemorações dos 50 anos da Fundação.

A aquisição dos equipamentos melhora e atualiza os laboratórios de instituições de ensino superior e de pesquisa no Estado de São Paulo, equiparando-os aos mais modernos no mundo.

A aprovação de 118 projetos para compra dos instrumentos, a maioria importada, com valores acima de R$ 100 mil, é resultado de um processo de seleção e análise de 222 propostas apresentadas à FAPESP por pesquisadores responsáveis por projetos de pesquisa apoiados pela Fundação, em resposta à chamada do Programa Equipamentos Multiusuários (EMU) divulgada no fim de 2009.

A relação dos instrumentos, com dados georreferenciados para sua localização no Estado, está disponível no endereço www.fapesp.br/emu. A publicação on-line amplia a capacidade de emprego desses equipamentos em projetos de pesquisa científica e tecnológica realizados por pesquisadores do Brasil, da América Latina e também de outros países.

O site apresenta a distribuição dos equipamentos aprovados em um mapa do Estado de São Paulo, com recursos do Google Maps. A busca poderá ser feita pelo nome do equipamento, por instituição de pesquisa ou pelo nome do pesquisador responsável. O site traz a lista de todos os projetos de pesquisa associados e complementares beneficiados pelos instrumentos. Mas o uso não estará limitado a eles.

O agendamento pode ser feito por todos os pesquisadores interessados a partir dos links para páginas com instruções de uso de cada equipamento. Essas páginas serão preparadas pelos pesquisadores responsáveis pelo projeto apoiado. Um canal no serviço Converse com a FAPESP ficará aberto para colher opiniões e comentários sobre o agendamento e uso dos equipamentos.

Os instrumentos serão instalados principalmente na Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Embrapa Meio Ambiente, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) e Instituto Ludwig de Pesquisas sobre o Câncer. As áreas beneficiadas vão da medicina às comunicações, passando pela física, engenharia, biologia, odontologia, veterinária e zootecnia e ciências agrárias, entre outras.

O Programa Equipamentos Multiusuários estimulou na chamada de propostas a criação de 18 Centrais Multiusuários (facilities) e a modernização de outras 13 já existentes, administradas por comitês de gestão para acompanhamento da qualidade do atendimento em diferentes instituições.

Algumas dessas centrais estão no campus de Ribeirão Preto da USP, para apoiar projetos nas ciências da saúde, na UFSCar, na qual serão instalados modernos microscópios eletrônicos úteis a projetos na área de química, e no LNLS, que manterá instrumentos de ressonância magnética usados para pesquisas em química e física.

A astronomia terá grande impulso com a aquisição de um telescópio robótico, um cluster de computadores e detectores de imagens pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG/USP). Para cada projeto aprovado a FAPESP exigiu compromisso da instituição sede com o apoio para perfeito funcionamento do equipamento – pessoal para operação, infraestrutura e instalações, manutenção, garantia e seguro.

Entre os instrumentos estão seis sequenciadores de DNA de alto desempenho, nove sequenciadores de médio porte, seis aparelhos de ressonância magnética nucleares, oito espectrômetros de massa, sete microscópios eletrônicos e sete microscópios confocais.

A FAPESP tem realizado investimento progressivo para criação e manutenção do Parque de Equipamentos de Pesquisa do Estado de São Paulo – considerado o mais moderno da América Latina – por meio de uma política de fomento que tem reflexos na qualidade e na visibilidade da produção científica e tecnológica no Estado.

Com apoio dessa infraestrutura, pesquisadores de São Paulo produzem 52% dos artigos científicos publicados por cientistas brasileiros e o Estado forma 48% dos doutores do país – 30% deles em atividade de pesquisa.

O financiamento é feito pelo Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa, que investiu R$ 154 milhões nos últimos três anos e investe recursos no FAP-Livros, para a aquisição de livros, periódicos e e-books para bibliotecas das instituições de pesquisa, Reserva Técnica para Infraestrutura Institucional de Pesquisa, manutenção da conectividade à internet da rede acadêmica de São Paulo (Rede ANSP) e para coordenação de programas de pesquisa, e outros programas para fortalecimento da infraestrutura de pesquisa no Estado de São Paulo.

O Programa Equipamentos Multiusuários permite compras de materiais de custo elevado, do mesmo porte dos utilizados nos mais destacados centros de pesquisa do mundo e destinados ao uso compartilhado e continuado de grupos de pesquisadores com grande experiência.

O programa também financia custos de suprimentos e serviços para instalação dos equipamentos e admite a produção de receitas nas instituições para sua manutenção.

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