“Estou certo de ter cumprido o meu dever”, diz Raupp

Publicado em 18/03/2014

Portal MCTI, em 17/03/2014 

“Estou certo de ter cumprido o meu dever, tanto na perspectiva pessoal, como cientista e cidadão, quanto institucional”, disse Marco Antonio Raupp ao entregar o cargo ao seu sucessor no ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina. Raupp fez um balanço dos avanços obtidos nos mais de dois anos que esteve à frente do cargo, especialmente na condução de programas prioritários para o governo e para o país.

Entre os destaques, ele citou editais lançados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico (CNPq/MCTI) para a infraestrutura de pesquisa e universal, que tiveram valores recordes nos últimos anos e um novo edital para o programa Rhae, que tem como foco alocar pesquisadores nas empresas. Outro avanço, disse, foi a continuidade do programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT). “Em 2013 o orçamento executado pelo CNPq, que é responsável por esses programas, atingiu pela primeira vez a casa dos R$ 3 bilhões. É o maior orçamento da história do CNPq”, comentou.

Raupp ressaltou também os investimentos realizados no âmbito da Finep, que contratou valor recorde de R$ 6,7 bilhões em operações de crédito às empresas inovadoras. Na soma de 2013 e 2014, informou, a agência de fomento contará, ainda, com R$ 1,2 bilhão de reais do Fundo Nacional de Desenvolvimento Tecnológico (FNDCT) para inovação nas empresas a título de subvenção econômica e para projetos cooperativos com instituições de pesquisa.

Segundo ele, o salto na atuação da Finep se deveu à implantação do Plano Inova Empresa. Do total dos R$ 32,9 bilhões previstos, arrecadados em vários fundos e ministérios, R$ 7 bilhões já foram contratados efetivamente e R$ 11 bilhões estão em fase de contratação, informou. “Portanto são R$ 18 bilhões, o que significa consecução de 55% da meta para dois anos. Estamos adiantados em relação ao tempo decorrido”, comemorou, ao citar como iniciativa relevante para o processo de interligação entre a instituições e pesquisa e o setor produtivo a constituição da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Vanguarda

Como defendeu também Campolina em seu discurso, para Raupp a política científica e tecnológica precisa contemplar áreas do conhecimento que estão na vanguarda da ciência e que são imprescindíveis para a inovação tecnológica, a exemplo da nanotecnologia, da biotecnologia e da tecnologia da informação e da comunicação (TIC). “Não existe inovação tecnológica sem desenvolvimento dessas três grandes áreas. Esse é o futuro”, afirmou.

Neste sentido, o ex-ministro citou ações implementadas durante a sua gestão como a criação da Iniciativa Brasileira de Nanotecnologia (INB). “Um conjunto de medidas práticas que estão potencializando a nossa capacidade de gerar e aplicar novos conhecimentos em nanociência e nanotecnologia”, disse. “Os atores da INB são instituições de pesquisa e empresas e já existem parcerias importantes em andamento, com a participação da mais de 100 empresas.”

Na área de TIC, ele apontou o Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (TI Maior), sob a coordenação do MCTI. “A ousadia desse programa pode ser resumida no fato de termos atraído para o Brasil quatro centros globais de P&D [pesquisa e desenvolvimento] e TI em um período pouco superior a um ano, com R$ 650 milhões investidos aqui”, destacou ao citar outras ações relevantes dentro da iniciativa, como o programa Start-Up Brasil e o Brasil Mais TI, tendo esse último como foco o treinamento de recursos humanos. “Os conteúdos dos cursos virtuais são desenvolvidos pelas empresas, e 103 mil estudantes já foram graduados em um ano”, disse.

Marco Antonio Raupp lembrou ainda os programas em fase de formatação na área de biotecnologia e para a região amazônica, o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias (Inpoh), o novo anel do Laboratório Nacional Luz Síncrotron (LNLS), o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) e as ações em torno de sistema de prevenção de desastres naturais e do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Viver sem Limite).

“A visão abrangente da ciência e da sua necessidade de gerar resultados para a sociedade e para o país possibilitou mais de um avanço significativo ao MCTI nos últimos dois anos, por meio da atuação transversal dentro do governo federal e a parceria com 19 ministérios”, frisou. “Isso significa que a ciência, a tecnologia e a inovação estão se tornando cada vez mais presentes no governo e na sociedade promovendo benefícios para os diferentes setores”, concluiu.

Repercussão: TopGyn, Portal Brasil, Jornal da Ciência

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