Entenda como será a safra Centro-Sul 2018/19 segundo o CTBE

Publicado em 25/01/2018

Jornal Cana, 17/jan 2018

A cana de início de safra teve seu desenvolvimento favorecido pelas chuvas acima da média no primeiro mês de chuvas constantes no Centro-Sul, de acordo com levantamento do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE).

Desta forma, a seca prolongada no meio do ano, que atrasou o desenvolvimento inicial dos canaviais cortados no começo da safra, vem sendo mitigada com o excedente de chuvas nos meses úmidos do ano.

Olhando-se esse cenário de forma global pode-se esperar que a produção da safra 2018/19 seja bem parecida com a safra 2017/18.

Eventos extremos do clima podem alterar essa situação, porém as grandes perdas previstas nos meses de agosto e setembro de 2017 não vem de fato impactando a safra seguinte. A safra 2017/18 terminou quase que totalmente no mês de novembro, dessa forma, a cana monitorada pelo CTBE  já é a cana da safra seguinte.

MAPA DO BALANÇO HIDRÍCO DO MÊS DE NOVEMBRO DO ESTADO DE SÃO PAULO

As chuvas do mês de novembro beneficiaram o balanço climatológico do Estado, ainda que alguns pontos tenham apresentado déficit hídrico devido aos volumes menores do que o esperado nos meses anteriores. Na maior parte do estado, os déficits e excedentes foram pequenos, não ultrapassando a faixa dos 10 mm. Já em parte da região Sudoeste e Centro-Sul do estado, os valores de excedente chegaram a atingir 60 mm. De maneira geral, as chuvas trouxeram uma recuperação no armazenamento de água no solo, compensando os déficits dos meses anteriores.

SEMÁFORO DE DESEMPENHO DA SAFRA DO MÊS DE NOVEMBRO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Apesar das chuvas do mês de novembro ter ultrapassado a média histórica em todas as mesoregiões produtoras de cana-de-açúcar no estado de São Paulo o vigor vegeta vo da cultura (medido pelo índice NDVI) se manteve dentro da média histórica. Com exceção da mesorregião de Presidente Prudente, que teve seu vigor vegeta vo acima da média histórica, devido ao alto volume de chuva e insolação ocorrido neste mês e no mês anterior. Outra exceção foi a mesorregião de Ribei- rão Preto que pelo segundo mês consecutivo apresentou vigor vegetativo bem abaixo da média histórica, ou seja, apesar da precipitação ter sido acima da média ainda não foi o suficiente para que se recuperasse.