Empresas são convidadas a participar do projeto Sirius

Publicado em 24/09/2014
FAPESP e Finep selecionam propostas de interessados em desenvolver componentes da nova fonte

 

Simulação artística do prédio que abrigará o Sirius

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) abriram em setembro a chamada de propostas para seleção pública de empresas paulistas interessadas em participar do desenvolvimento da futura fonte de luz síncrotron brasileira, Sirius. Idealizada e projetada pelo Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), Sirius será uma fonte de luz de última geração, com potencial para trazer enormes avanços científicos em áreas estratégicas para o País.
A chamada anunciada tem como objetivo estimular micro, pequenas e médias empresas paulistas a desenvolver produtos, processos e serviços inovadores para a construção do Sirius. Tratam-se de 20 “desafios tecnológicos”, identificados pelo LNLS durante a concepção do projeto, que correspondem a equipamentos, dispositivos e sistemas de alta complexidade, que não podem ser encontrados em prateleira ou mesmo fabricados normalmente sob encomenda, mas que podem ser desenvolvidos por empresas brasileiras interessadas em ampliar seu potencial de inovação tecnológica. Entre esses desafios estão desde a fabricação de câmaras de ultra-alto vácuo até o desenvolvimento de bases mecânicas ultraestáveis que sustentarão os componentes dos aceleradores de elétrons. A lista completa de desafios para o Sirius está reproduzida abaixo.
Cerca de R$ 40 milhões em recursos serão direcionados para a iniciativa, por meio dos programas de subvenção econômica PIPE (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas), da FAPESP, e PAPPE (Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas), do MCTI e Finep. Cada agência financiadora contribuirá com 50% desses recursos.
De acordo com o edital, as agências financiadoras concederão recursos de até R$ 1,5 milhão para cada proposta aprovada. As empresas interessadas devem apresentar suas propostas até 7 de novembro deste ano.

 

Desafios tecnológicos para a construção do Sirius

  1. Fabricação de câmaras para ultra-alto vácuo
  2. Monitores fluorescentes
  3. Berços para os magnetos
  4. Sistema de resfriamento criogênico
  5. Fabricação, montagem e teste das placas eletrônicas
  6. Eletrônica dos detectores de posição de fótons
  7. Fontes de corrente de alta potência
  8. Módulos de regulação digital de fonte
  9. Dispositivos de microfocalização
  10. Sistema de Focalização Kirkpatrick Baez
  11. Cerâmica dos BPMs (monitores de posicionamento do feixe)
  12. Detectores de raios X
  13. Gamma Shutter (dispositivo de segurança das cabanas experimentais)
  14. Photon Shutter (dispositivo de segurança das linhas de luz)
  15. Banhos térmicos
  16. Cabanas experimetais (Hutch)
  17. Desenvolvimento de estágios mecânicos de precisão
  18. Bases mecânicas ultraestáveis
  19. Módulos de fendas
  20. Sistema de guias de onda

 

Sobre o LNLS
O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), uma organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Localizado em Campinas (São Paulo), o LNLS é responsável pela operação da única fonte de luz sincrotron da América Latina, aberta ao uso das comunidades acadêmica e industrial. O sincrotron brasileiro possui hoje 18 estações experimentais – chamadas linhas de luz –, voltadas ao estudo de materiais orgânicos e inorgânicos por meio de técnicas que empregam radiação eletromagnética desde o infravermelho até os raios X.
O LNLS está neste momento construindo o Sirius, uma fonte de luz sincrotron de quarta geração, planejada para ser uma das mais avançadas do mundo. Sirius abrirá novas perspectivas de pesquisa em áreas como ciência dos materiais, nanotecnologia, biotecnologia, física, ciências ambientais e muitas outras.

 

Assessoria de Comunicação do CNPEM

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someone