Embrapa e RNP articulam formação da rede metropolitana de Campinas

Publicado em 24/09/2009
24/09/2009 – Portal Embrapa

A Região Metropolitana de Campinas vai criar uma Rede Comunitária de Educação e Pesquisa – Redecomep, que prevê a implantação de infraestrutura de fibras ópticas própria voltada às instituições de pesquisa e educação superior, além da formação de consórcios entre os parceiros para assegurar sua auto-sustentação. O projeto é do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), coordenado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

O objetivo é formar redes de alta velocidade nas regiões metropolitanas do País servidas pelos pontos de presença (PoPs) do backbone da RNP, representando uma cobertura nacional, segundo o diretor-adjunto de gestão de soluções da empresa, Gorgônio Araújo. O termo backbone significa “espinha dorsal” e é o eixo principal de uma rede que interliga instituições. A Redecomep permite a interconexão entre as instituições em velocidade superior às bandas largas comerciais, facilitando os projetos on-line, videoconferências e a transferência de informações sem limites.

Araújo apresentou os passos para a criação e a manutenção da rede, em reunião realizada nesta quarta-feira( 23) , na Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Será formado um comitê gestor responsável pela implantação da rede regional, o qual definirá a infraestrutura de fibras ópticas (próprias ou por meio de cessão de direitos), equipamentos para a rede lógica e gestão administrativa dos projetos.

A Redecomep foi concebida a partir da iniciativa pioneira da Rede MetroBel que está instalando uma infraestrutura metropolitana óptica em Belém, para levar a internet aos projetos voltados à inclusão social e à melhoria da estrutura pública. A tecnologia usada permite atualmente atingir até um gigabyte por segundo em um par de fibras ópticas, com alcance de até 100 quilômetros sem repetidor. Além disso, o acesso à internet “comum” ocorre em velocidade semelhante à oferecida pelas operadoras de telecomunicações.

Estiveram presentes à reunião cerca de 20 pessoas, entre representantes da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer – CTI, Instituto Agronômico de Campinas – IAC, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – Cati, Embrapa Monitoramento por Satélite, RNP Campinas, Instituto de Tecnologia de Alimentos – Ital, Instituto Agronômico de Campinas – IAC, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações – CPqD, Laboratório Nacional de Luz Síncrotron – LNLS, 11ª Brigada de Infantaria Blindada do Exército e Informática de Municípios Associados – IMA da Prefeitura Municipal de Campinas.

De acordo com a RNP, 33 cidades no País já assinaram o memorando de entendimentos para a criação das redes comunitárias, incluindo a participação de 410 instituições. Também foram investidos R$ 27 milhões em fibras próprias e em equipamentos. A estimativa de cobertura da Redecomep é de 1.600 quilômetros. Após a implantação de cada rede metropolitana, a gestão da operação, custeio e sustentabilidade ficarão a cargo dos órgãos usuários.

* Esta matéria também foi publicada nos sites:
Portal MCT
Jurídico Brasil

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