Elza Berquó e Cylon Gonçalves recebem comenda do CNPq

Publicado em 03/10/2013

Unicamp, em 02/10/2013

Cylon, professor emérito da Unicamp; e Berquó, pioneira da demografia no país

A demógrafa Elza Salvatori Berquó e o físico Cylon Eudóxio Tricot Gonçalves da Silva receberão no dia 23 de outubro, em Brasília, o título de pesquisadores eméritos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A comenda é concedida anualmente como um reconhecimento ao renome, junto à comunidade científica, de pesquisadores que prestaram relevantes contribuições ao Brasil, informou o órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Pioneira da demografia no país, Berquó está no grupo que criou o Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Unicamp e o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Ela também atuou como docente pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

Cylon Gonçalves da Silva, por sua vez, é professor emérito da Unicamp, foi secretário nacional de programas e políticas de pesquisa e desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia e um dos fundadores do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS). Atuou como docente no Instituto de Física da Unicamp de 1974 a 1998.

Além de Berquó e Cylon, outros quatro pesquisadores serão contemplados este ano com a comenda. São eles: a química Yvonne Primerano Mascarenhas e o casal de biólogos Ruth e Victor Nussenzweig, da USP; e o antropólogo e historiador Roque de Barros Laraia, da Universidade de Brasília (UNB).

Por e-mail, os pesquisadores da Unicamp expressaram a importância da distinção. Elza Berquó afirmou que recebe “com orgulho e humildade este prêmio do CNPq em reconhecimento a uma longa jornada voltada para a pesquisa, com rigor científico, comprometida com um conhecimento humanizado”. A demógrafa coordena, atualmente, o Núcleo de População do Cebrap, além de desenvolver diversas outras atividades em instituições como a Unicamp, Secretaria Especial de Políticas de Promoção e Igualdade Racial do Governo Federal; Fundação Carlos Chagas, entre outras.

Cylon Gonçalves manifestou surpresa e gratidão com o título concedido pelo CNPq. “Sinto-me honrado e lisonjeado com minha indicação para pesquisador emérito do CNPq. Foi uma surpresa muito agradável receber esta notícia. Não sou pessoa de dar muita importância a honrarias, porém o título de professor emérito da Unicamp e, agora, a concessão deste título pelo CNPq significam muito para mim, como reconhecimento de uma trajetória profissional. Na verdade, como estou um pouco afastado da vida universitária há algum tempo, a surpresa foi duplamente agradável: pelo honraria em si e pela percepção de que ainda sou lembrado.”

O físico salientou ainda, a partir de um caso do início de sua carreira como pesquisador, o relevo que o órgão de fomento exerce para a ciência brasileira. “Como a maior parte dos pesquisadores brasileiros, tenho um relacionamento com o CNPq que abrange praticamente toda minha carreira, começando em setembro de 1969 quando recebi uma bolsa de doutorado no exterior. Naquela época, o CNPq não costumava conceder muitas bolsas para o exterior, tanto que eu havia ido para Berkeley com umas pequenas economias pessoais em abril daquele ano”, conta.

“Diria que fui ‘na cara e na coragem’ e com a perfeita inconsciência que um jovem de 22 anos poderia enfrentar. É muito bom ser jovem. Meu bom desempenho acadêmico no primeiro trimestre que passei lá (fui aprovado no exame de qualificação para o doutorado logo após minha chegada) deve ter sido decisivo para conseguir a bolsa, sem a qual teria sido muito difícil continuar nos Estados Unidos”, lembra-se.

O título de pesquisador emérito foi instituído em 2005 pelo CNPq (confira a lista de todos os agraciados até 2012). A entrega da distinção deste ano acontece às 16h00 na sede do órgão (Conjunto B – Blocos A, B, C e D, Lago Sul – Brasília). Leia mais sobre Elza Berquó em A curva de sobreviventes e Cylon Gonçalves em O mais novo desafio de Cylon Gonçalves da Silva.

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