Edifício do CTBE começa a ser construído

Publicado em 10/02/2009
5750m2 abrigarão as instalações laboratoriais e administrativas do CTBE. A obra deve ser entregue em setembro desse ano

Assessoria de Comunicação, em 10/02/2009

Foi assinado no mês passado (14/01) o contrato referente à construção das instalações do Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), em Campinas-SP. A empresa contratada pela Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLuS), gestora do CTBE, já deu iníco às obras. A previsão de entrega do edifício está marcada para setembro de 2009.

Algo próximo de R$ 8 milhões será investido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) na construção da infra-estrutura do CTBE. Os 5750m2 de edifício construído abrigarão as instalações laboratoriais e administrativas do Centro.

A proposta desse laboratório nacional é desempenhar pesquisa, desenvolvimento e inovação na cadeia produtiva de cana-de-açúcar / bioetanol. Atualmente, o Brasil lidera a produção mundial de etanol de cana (22 bilhões de litros em 2007). Mas, para que tal liderança se mantenha nas próximas décadas, pesquisas brasileiras apontam que uma série de gargalos agrícolas e tecnológicos precisa ser superada.

Um deles, segundo o diretor do CTBE Marco Aurelio Pinheiro Lima, é o desenvolvimento de uma tecnologia industrial de conversão do bagaço de cana-de-açúcar em etanol. Outro se refere à criação de um programa de mecanização para os canaviais que diminua o impacto das máquinas sobre o solo, permita o plantio direto e aproveite a água de modo mais racional. Um terceiro entrave diz respeito à elaboração de modelos de sustentabilidade econômica, social e ambiental para esse biocombustível. Cada uma dessas temáticas será trabalhada por programas de pesquisas específicos dentro do CTBE.

Lima diz que esses programas implantados pelo Centro devem se desenvolver de forma plena depois que as instalações do CTBE estiverem prontas. Por isso a importância das obras que agora se iniciam. Assim que a estrutura de pesquisa do laboratório estiver pronta, 80 pesquisadores trabalharão para o desenvolvimento deste estratégico item da agenda tecnológica brasileira.

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