Comissão visita laboratório de luz síncrotron em Campinas

Câmara dos deputados em julho/2016

Empreendimento tecnológico é o mais sofisticado já concebido no Brasil, com investimento de R$ 1,7 bilhão

img201607112031147387422Integrantes da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados vão a Campinas (SP) nesta terça-feira (12) fiscalizar as instalações do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) do Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM). O objetivo é conhecer as obras do Laboratório Sirius, um novo acelerador de partículas brasileiro, situado na região do Polo de Alta Tecnologia de Campinas.

Participam da comitiva o presidente da comissão, deputado Leo de Brito (PT-AC); e os deputados Sibá Machado (PT-AC) e Edinho Bez (PMDB-SC), que sugeriram a visita. Inicialmente marcada para a semana passada, a viagem da comissão foi remarcada para a manhã desta terça-feira.

Avanço nas pesquisas
Sirius é o nome da nova fonte brasileira de luz síncrotron, que substituirá a fonte atual do LNLS. O projeto e a construção dos principais equipamentos são nacionais e financiados pelo governo federal.

A luz síncrotron é produzida em aceleradores de elétrons de alta energia quando essas partículas são submetidas a desvios de trajetória sob a influência de campos magnéticos.

Nos últimos 15 anos, o uso de luz síncrotron em pesquisas científicas e tecnológicas registrou um enorme avanço, inclusive no Brasil. Globalmente, tem-se observado um significativo aumento no número de usuários, incluindo empresas que passaram a fazer uso dessas instalações para estudos de fármacos, energia (catalisadores, baterias, células de combustível, etc.), microeletrônica, petroquímica, metalurgia, cosméticos, alimentos e materiais (polímeros, cimentos e vidros, entre outros).

Recursos do PAC
Segundo Sibá Machado, o projeto do Laboratório Sirius prevê um acelerador de partículas do tipo síncrotron de última geração, sendo o mais sofisticado empreendimento tecnológico já concebido no Brasil, com investimento de R$ 1,7 bilhão. O projeto, inscrito no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), deverá entrar na fase de testes em 2018.

Fontes de Luz Síncrotron são equipamentos de grande porte que produzem feixes de radiação eletromagnética de alta intensidade, usados para analisar as características microscópicas dos materiais, emitindo luz visível, infravermelho, ultravioleta e raios X.

A nova fonte de luz síncrotron brasileira terá capacidade para atender mais de 40 experimentos simultaneamente, praticamente o triplo da fonte atual. Além disso, ampliará a gama de aplicações ao estender o espectro de radiação para raios-X mais energéticos com brilho várias ordens de grandezas superior.

“A nova fonte de luz síncrotron abrirá novas oportunidades de pesquisa e desenvolvimento para o país, que contribuirá para consolidar a trajetória do Brasil na direção de tornar-se uma das maiores economias do mundo”, afirma Sibá Machado.

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