Centro de pesquisa desenvolve novo modelo de formação superior em ciências

Publicado em 16/05/2017
Portal do MEC 11/05/2017

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O ministro da Educação, Mendonça Filho, participou do ato de assinatura do termo de cooperação técnica entre o MEC e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), nesta quinta-feira, 11, em Campinas (SP). O centro desenvolve atividades de pesquisa que despertaram o interesse do Ministério da Educação em viabilizar a criação de um novo modelo de formação superior em ciências. O documento foi assinado pela secretária-executiva do MEC, Maria Helena Guimarães Castro.

“É um trabalho magnífico de desenvolvimento da área de ciência e tecnologia, voltado para uma pesquisa que se conecta diretamente com o setor produtivo”, disse o ministro. “A gente quer agregar também o componente educacional, transformar o CNPEM numa OS [organização social] que permita ampliar as possibilidades, inclusive na graduação.”

Com a parceria, o MEC se compromete a apoiar a ampliação do trabalho da organização, por meio da criação de uma instituição de graduação. Hoje, a pasta atua na concessão de bolsas a pesquisadores pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais é qualificado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O diretor pro tempore do CNPEM, Rogério Cezar de Cerqueira Leite, lembra que esse tipo de modelo já é utilizado na Europa. “Estamos experimentando uma ideia, incubando uma universidade desse tipo aqui em Campinas. Esse modelo vai formar gente com muito mais competência e muito mais barato do ponto de vista geral”, avalia o professor.

Além do ministro Mendonça Filho e da secretária-executiva do MEC, participaram do evento a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini; e o conselheiro Luiz Roberto Liza Curi, do Conselho Nacional de Educação (CNE).

Laboratórios – O CNPEM possui quatro laboratórios que são referências mundiais, abertos à comunidade científica e empresarial. O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), por exemplo, opera a única fonte de luz síncrotron – radiação eletromagnética de alto fluxo e brilho – da América Latina e está, neste momento, construindo o Sirius, o novo acelerador de partículas brasileiro para análise dos mais diversos tipos de materiais, orgânicos e inorgânicos.

“Esse acelerador coloca o Brasil num patamar de liderança no mundo. Isso é muito importante para o desenvolvimento da ciência e para uma conexão direta com a atividade produtiva”, destacou o ministro Mendonça Filho. Todos os quatro laboratórios do CNPEM têm, ainda, projetos próprios de pesquisa e participam da agenda de investigação coordenada pelo centro, que articula instalações e competências científicas em torno de temas estratégicos.

Recredenciamento – Ainda em campinas, o ministro Mendonça Filho assinou portaria de recredenciamento da Faculdade de Ciências Econômicas. O documento tem validade por quatro anos.

 

Repercussão: ABIPTI; Revista Gestão Universitária

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