Carlos Américo Pacheco assume a diretoria do CNPEM

Portal do MCTI, em 17/04/2015

O novo diretor-geral possui graduação em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica. O ministro Aldo Rebelo e o prefeito de Campinas, Jonas Donizette, participaram da cerimônia de posse.

Produzir ciência e tecnologia de altíssima qualidade, com maior benefício à população, por meio da pesquisa básica aplicada. Esses são alguns dos desafios elencados pelo novo diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), Carlos Américo Pacheco, durante cerimônia que marcou a sua posse, nesta quinta-feira (16), no Polo de Alta Tecnologia de Campinas (SP).

“Engenharia e ciência de qualidade, mesmo a desinteressada, são a essência deste Centro e devem ser nutridas cotidianamente. Mas nosso mote principal é produzir pesquisa básica aplicada, voltada aos desafios da vida real”, disse Pacheco. “O que nos reserva para o futuro: sem dúvida, mais ambição, melhor ciência, maior interdisciplinaridade, mais engenharia, melhor gestão, maior internacionalização e, especialmente, maior impacto na vida nacional”, acrescentou.

Ao assinar a posse de Pacheco, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, disse que o CNPEM terá apoio do MCTI. “O Centro será valorizado institucionalmente, reconhecido pelo seu pioneirismo, pelo seu esforço. E contará comigo para alcançar todos os meios para que cumpra os elevados objetivos do interesse público e nacional que marcaram a sua criação e trajetória”, afirmou.

O CNPEM é uma organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que agrega quatro laboratórios abertos à comunidade científica e empresarial. Durante o discurso, o novo diretor do Centro disse que seu esforço é mostrar que “o Estado brasileiro pode executar políticas públicas com maior impacto e qualidade” por meio de organizações sociais pautadas pelo mérito. “Somos e queremos ser exemplares. E faremos tudo para isso”, disse.

Segundo o prefeito de Campinas, Jonas Donizette, o CNPEM é de suma importância para a sua cidade. “O laboratório é estratégico para os desafios que nossa nação têm pela frente, para que nós possamos deter ciência, tecnologia, conhecimento e, com isso, aplicá-los em várias áreas”, afirmou.

A cerimônia de posse do novo diretor do CNPEM contou com as presenças do físico Rogério Cézar de Cerqueira Leite, que é presidente honorário do Centro; de José Ellis Ripper Filho, representante do Conselho de Administração do Centro; de Marco Antônio Raupp, ex-ministro do MCTI e atual diretor do Parque Tecnológico de São José dos Campos; de Leonel Perondi, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI), além de pesquisadores, professores universitários e autoridades locais, como o vereador Gustavo Petta (PCdoB).

Antes da cerimônia, o ministro, acompanhado pelo prefeito de Campinas, Pacheco e outras autoridades, visitou os quatro laboratórios do CNPEM. Recebido pelos diretores dos centros, o ministro conheceu as instalações e conversou com os pesquisadores.

Segundo Pacheco, uma característica única do CNPEM é reunir competências complementares em instrumentação, em nanotecnologia, biologia nuclear, energia, entre outras. “Há poucos centros dessa natureza no mundo afora e essa é uma vantagem”, disse. “Nosso maior desafio será reforçar as sinergias dentro dos laboratórios que compõem o CNPEM de modo a mobilizar competências complementares em benefício do País, dos usuários externos e do próprio Centro. Explorar esse potencial para produzir ciência e tecnologia de altíssima qualidade usando e desenvolvendo equipamentos do estado da arte”.

O novo diretor ressaltou a trajetória da entidade, com a construção do síncrotron, que, segundo ele, representou uma ruptura com o passado da ciência brasileira. E afirmou que o projeto Sirius norteará o futuro do CNPEM.

Para o ministro Aldo Rebelo, que desde os anos de 1990, quando deputado federal, destinava emendas parlamentares para o síncrotron, o CNPEM está na vanguarda do esforço nacional de soberania científica e tecnológica do País. “Aqui se faz ciência e pesquisa de acordo com as exigências do nosso povo e do Brasil”, disse, citando, como exemplo, as pesquisas na área de biocombustível, de doenças negligenciadas, de nanotecnologia.

 

Laboratórios

O CNPEM agrega os laboratórios nacionais de Luz Síncroton (LNLS), de Nanotecnologia (LNNano) e de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE). O LNLS opera a única fonte de luz síncrotron da América Latina e está, no momento, construindo o Sirius. O equipamento será uma ferramenta científica de grande porte, usada na análise dos mais diversos materiais, orgânicos e inorgânicos. O novo acelerador brasileiro é uma fonte de luz síncroton de quarta geração e foi projetado para ter o maior brilho dentre todos os equipamentos na sua classe de energia.

O LNBio é responsável pelas pesquisas em áreas de fronteira da biociência, com foco em biotecnologia e fármacos. Já o CTBE investiga novas tecnologias para a produção de etanol celulósico e o LNNano realiza pesquisas com materiais avançados.

 

Carlos Américo Pacheco

O novo diretor-geral possui graduação em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mestrado e doutorado em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutorado pela Columbia University, dos Estados Unidos.

Pacheco foi secretário executivo do então Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e presidiu o Conselho de Administração da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI), de 1999 a 2002, durante a gestão de Ronaldo Sardenberg na pasta. Nesse período, criou o mecanismo conhecido como Fundos Setoriais, destinado à aplicação em investimentos em ciência e tecnologia.

Em 2006, ele ocupou o cargo de titular adjunto da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. Ele foi reitor do ITA entre 2012 e março de 2015.

 

Repercussão: Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática

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