Brasil vai apresentar estudo sobre etanol celulósico na COP 21

Publicado em 10/12/2015
Globo Rural, em 04/12/2015

 

Presente do BNDES, Luciano Coutinho, falará sobre a viabilidade do biocombustível e sobre a capacidade de produção do País

 

GranBio.Bioflex1.etanolcelulosico (Foto: Divulgação/GranBio)

Unidade de produção de etanol celulósico da GranBio, em Alagoas (Foto: Divulgação/GranBio)

O Brasil vai apresentar neste sábado (5/12), na Conferência do Clima de Paris (COP 21), um estudo sobre a viabilidade do etanol celulósico (etanol de segunda geração ou EG2) para contribuir com a queda nas emissões de gás carbônico (CO2) e com o aquecimento global, tema do encontro que está sendo realizada na capital francesa.

Realizado em conjunto pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pelo Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e pela Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI), o estudo será pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

O presidente da ABBI, Bernardo Silva diz que o estudo é uma análise de ciclo de vida da produção do etanol celulósico. “Achamos que seria uma excelente oportunidade para mostrar os baixos impactos ambientais que a tecnologia pode ter”.

Hoje, o Brasil tem duas fábricas de etanol de segunda geração, com capacidade para produzir 140 milhões de litros por ano. “Os resultados do estudo mostram que a substituição da gasolina pelo etanol celulósico reduz as emissões em no mínimo 80%. Com a cana energia, podemos chegar a 90%”, diz Bernardo Silva.

De olho no Brasil

Para o presidente da ABBI, o mundo todo olha para o mercado de bioenergia do Brasil. “Se não acontecer no Brasil, não acontece em nenhum lugar do mundo”, diz. O uso do etanol de segunda geração (2G) é um compromisso reconhecido pelo governo brasileiro em seu INDC (sigla em inglês para “pretendida contribuição nacional determinada”) divulgado para a COP21.

De acordo com o presidente da ABBI, apesar das usinas já estarem produzindo em escala comercial, ainda faltamincentivos do governo com a criação de mecanismos de fomento para que novas usinas possam ser estabelecidas. “Tanto a Raízen [de Piracicaba, interior de São Paulo] quanto a Granbio [localizada em São Miguel do Gostoso, em Alagoas] já anunciaram intenção de investir em mais unidades de produção e colocar no mercado cerca de cinco bilhões de litros do biocombustível nos próximos dez anos”, comenta Silva.

Repercussão: UDOP, Brasil Agro, Revista Canavieiros

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