Brasil e União Europeia debatem métodos alternativos ao uso de animais

MCTI em 06/04

Workshop do projeto Diálogos Setoriais inclui painéis sobre inovação, validação e regulação. MCTI é o ministério mais apoiado pela dinâmica bilateral.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Centro Comum de Pesquisa da Comissão Europeia (JRC, na sigla em inglês) reuniram nesta quarta-feira (4), em Brasília, especialistas e pesquisadores em workshop do projeto Diálogos Setoriais entre União Europeia e Brasil, a fim de debater inovação, validação e regulação em métodos alternativos ao uso de animais.

Segundo o coordenador-geral de Biotecnologia e Saúde do MCTI, Luiz Henrique do Canto Pereira, que participou da abertura do evento, a ideia foi encontrar “pontos críticos” a partir de “perguntas condutoras” que nortearam três painéis sobre inovação, validação e regulação. O chefe da Unidade de Sistemas de Toxicologia do Instituto para Saúde e Proteção do Consumidor (IHCP, na sigla em inglês) do JRC, Maurice Whelan, integrou as discussões.

A coordenadora de Desenvolvimento Tecnológico e Sustentabilidade da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Maria Sueli Felipe, defendeu que “métodos alternativos não só estimulam a inovação na indústria, mas também aumentam a sua competitividade e permitem a busca de novos mercados”. Ela destacou que a ABDI cumpre o papel de representar demandas do setor industrial na Rede Nacional de Métodos Alternativos (Renama).

O chefe da Seção de Ciência e Tecnologia da Delegação da União Europeia no Brasil (Delbra), Piero Venturi, ressaltou que o projeto Diálogos Setoriais tem como objetivo promover a aprofundar as relações bilaterais em temas como ciência e tecnologia, desenvolvimento regional, direitos humanos, integração territorial e sustentabilidade ambiental. “Estamos na oitava convocatória e recebemos 108 propostas, entre as quais 87 foram submetidas à apreciação”, informou. “Atualmente, temos 23 diálogos aprovados, com 29 parceiros institucionais brasileiros e 21 contrapartes europeias.”

Participação

De acordo com Venturi, os 23 diálogos estão “em perfeita simetria” com as agendas definidas no 7º Encontro do Comitê Diretivo Conjunto Brasil-União Europeia (CDC). “Quando falamos dos resultados da oitava convocatória, temos que considerar que o MCTI, pelo lado brasileiro, e o JRC, pelo europeu, foram os parceiros com maior número de ações aprovadas”, apontou.

Representante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão na cooperação, Giovana Veloso reforçou que o MCTI é a pasta do governo federal com mais projetos apoiados desde a sétima convocatória dos Diálogos Setoriais. “É um ministério que tem muitas vertentes e temáticas envolvidas, como sociedade da informação, políticas regulatórias e desastres ambientais”, comentou. “Só nessa oitava convocatória, foram 13 ações selecionadas.”

Participaram dos painéis especialistas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio).

 

Repercussão: AGIUFSC;

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