Brasil e Cambridge vão desenvolver fármacos contra o cancro

Publicado em 23/02/2012

Portal de Oncologia Português, em 14/02/2012

A universidade brasileira Unicamp, a Universidade de Cambridge e o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), no Brasil, acertaram as bases para o desenvolvimento de novos fármacos contra o cancro. O projecto será contemplado num futuro acordo de cooperação científica e deve também incluir a participação e mobilidade de alunos e investigadores das instituições envolvidas, segundo divulgou a Universidade de Campinas, citada pelo portal ISaúde.

O projecto usa técnicas sofisticadas de biologia estrutural e química orgânica sintética, revela o médico Kleber Franchini, que está à frente do acordo pelo lado brasileiro. “Os fármacos interagem com o que chamamos de alvos terapêuticos, que geralmente são proteínas. E essa interacção só se dá num lugar bem específico da proteína. Neste projecto, vamos procurar o conhecimento sobre como encontrar moléculas que podem interagir selectivamente com determinada proteína. E vamos fazer isso a partir do uso de técnicas sofisticadas de biologia estrutural e química orgânica sintética” , adiantou.

Ele explica ainda que a cooperação prevê a criação de um novo grupo de pesquisa no LNBio, em que o professor e pesquisador de Cambridge Marko Hyvonen estará ligado. “Ele passará um período anual no LNBio e terá o seu próprio grupo de investigação, mas continuará ligado à Universidade de Cambridge”, sublinhou.

Ainda de acordo com Franchini, o grupo de investigação de Cambridge é mundialmente reconhecido pela experiência em descobrir moléculas que podem se transformar em fármacos para o combate de células cancerígenas. “O ganho que teremos com um cientista deste nível será muito alto. Ao mesmo tempo em que isso abre a possibilidade de alunos de graduação e pós-graduação terem o aprendizado não só aqui, mas também em Cambridge”, sustenta.

As agências de fomento do governo federal e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) estão a apoiar o projecto, mencionou Franchini. Os recursos, segundo ele, são voltados ao incentivo à internacionalização da pesquisa brasileira.

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