Biocombustíveis avançados da cana são temas de workshop internacional

Portal Unicamp, em 31/03/2015

Foi aberto na tarde desta terça-feira o workshop internacional “Biocombustíveis avançados a partir da biomassa da cana”, com a participação de especialistas da Unicamp, USP, Unesp e da Universidade de Bath (Inglaterra), para um público predominantemente de pós-graduandos. O evento organizado pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) e pela Vice-Reitoria Executiva de Relações Internacionais (Vreri) prossegue durante todo o dia 1º de abril, no auditório da Diretoria Geral da Administração (DGA).

O professor Luis Augusto Barbosa Cortez, vice-reitor executivo de Relações Internacionais, afirmou que a Unicamp vem procurando estreitar relações com universidades estrangeiras, sobretudo europeias e americanas, em torno do tema dos biocombustíveis. “Este workshop, especificamente, trata de biocombustíveis avançados derivados da cana-de-açúcar, tanto de primeira como segunda geração (produzidos a partir das fibras). Estive na Universidade de Bath, que é bastante competitiva nestas pesquisas e que possui uma área muito forte de engenharia química. Com a presença destes pesquisadores e da USP, Unesp e CTBE [Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol], mais os pós-graduandos, temos todos os elementos para um bom workshop.”

A professora Telma Teixeira Franco, da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp, foi convidada para abordar o primeiro tema do evento, sobre a produção de outros biocombustíveis a partir da cana além do etanol. Da discussão participaram os professores Rod Scott (Universidade de Bath) e Igor Polikarpov (USP).  “Existe, por exemplo, o bioquerosene para aviões, que pesquisamos no nosso Laboratório de Engenharia Bioquímica e sobre o qual vou falar. Creio que os outros palestrantes também tratarão de outros biocombustíveis que os microrganismos podem produzir”, disse a docente da Unicamp.

Para o dia 1º de abril foram programadas questões como da melhoria da adaptabilidade da cana em climas temperados, tolerância a doenças e pragas de insetos, utilização de matérias-primas de lignocelulose, sustentabilidade dos biocombustíveis, segurança alimentar e redução da pobreza.

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