Bagaço de cana pode substituir petróleo na produção de solventes

Publicado em 03/06/2015
Cana Online, em 1/06/15

 

A Química Verde tem a sustentabilidade como ponto de partida. Refere-se a produtos e processos diretamente relacionados ao uso de tecnologias limpas

Clivonei Roberto

Bagaço de cana pode substituir petróleo na produção de solventes

Bagaço de cana pode substituir petróleo na produção de solventes

Um dos campos mais avançados dentro da cadeia de valor da cana-de-açúcar e que liga o setor com o futuro é a Química Verde, que abre um vasto espectro de possibilidades de produtos de alta qualidade e menor impacto ambiental.
Segundo a pesquisadora Maria Teresa Borges Pimenta Barbosa, do CTBE (Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol), Química Verde é o desenvolvimento de tecnologias para obtenção tanto de processos como de produtos químicos que possam minimizar ou eliminar substâncias prejudiciais tanto à saúde como ao meio ambiente.
A Química Verde tem a sustentabilidade como ponto de partida. Refere-se a produtos e processos diretamente relacionados ao uso de tecnologias limpas, em que há controle mais rigoroso quanto à menor emissão de poluentes, menor produção de resíduos e efluentes, uso de menos energia, mínima aplicação de produtos tóxicos, redução de impactos ambientais. E diferentes alternativas podem ser consideradas, como os processos em que se substitui o petróleo e seus derivados por biocombustíveis para a obtenção do mesmo produto, por exemplo: utilizar o bagaço da cana como matéria-prima para a produção de solventes, hoje feitos com petróleo.
O avanço da Química Verde é uma tendência crescente, segundo a pesquisadora. “No momento, buscamos chegar a produtos de química verde cujos processos sejam viáveis. Com muitos deles ainda estamos em fase de desenvolvimento e estes processos também vão sofrer as mesmas dificuldades para depois se estabelecerem. A tecnologia ainda está em amadurecimento”, explica.

A viabilidade da cana para a química verde

No Brasil, o investimento neste tipo de tecnologia é promissor, mas requer a continuidade dos investimentos para ganhar viabilidade econômica. A área de cana-de-açúcar para etanol no país representa em torno de 1,2% das áreas agricultáveis, o que é menos de 25% da área ocupada para a produção de milho e 12,5% da área ocupada com a soja. Considerando, por exemplo, a quantidade de etanol necessária para produzir 200 mil toneladas de eteno verde (a matéria-prima para o polietileno), seria necessário em canaviais o correspondente a apenas 0,02% das áreas agricultáveis brasileiras.

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Fonte: CanaOnline

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