Apesar da insuficiência de recursos, a ciência brasileira mostra a que veio

Publicado em 09/03/2017
Crônicas da KBR, em 24/03/2017

 

O governo federal investiu recursos numa força-tarefa emergencial sobre o zika vírus. Os resultados começam a aparecer: entre os achados, o mapeamento gênico do patógeno pela Fiocruz e a estrutura molecular do vírus pelo Laboratório Nacional de Biociências (LNBio). Apesar da insuficiência de recursos, a ciência brasileira mostra a que veio.

A mais recente descoberta também foi do LNBio: os pesquisadores conseguiram rastrear o caminho do vírus durante a gestação e descobriram que a malformação nervosa ocorre entre a 2ª e a 5ª semanas de gestação. O estudo foi conduzido com ratos e verificou que o vírus atrapalha o fechamento do tubo neural embrionário, o que provoca o crescimento deficitário do cérebro.

Os cientistas alertam, no entanto, que, embora não tenha sido observado malformação depois deste período, o vírus foi encontrado em embriões e fetos com mais de cinco semanas.

As descobertas feitas até aqui são importantes para o desenvolvimento de vacinas, que prevenirá a ocorrência de infecção, e de outros fármacos, como anticorpos monoclonais, capazes de prevenir a microcefalia em bebês, em caso de contaminação.

Essas importantes descobertas demonstram que o investimento em ciência e tecnologia traz resultados, embora a chegada de um produto no mercado leve tempo. Contudo, sem estudos prévios mais básicos é impossível desenvolver vacinas e medicamentos. Ciência e tecnologia custa caro, mas mais caras são as consequências de não investir nesse campo. Taí a dengue, o zika, a febre amarela…

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2017/02/pesquisa-reproduz-pela-1-vez-efeitos-da-zika-no-ciclo-completo-da-gestacao.html

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