5ª edição do Pint of Science leva a ciência para bares de São Carlos, Araraquara, Rio Claro e Araras

Publicado em 27/05/2019
G1, 20/05/2019

Festival será realizado entre segunda (20) e quarta (22) em 85 cidades do país. O objetivo é aproximar o mundo da pesquisa das universidades da sociedade em locais descontraídos.

 

Festival "Pint of Science" leva ciência para bares de 85 cidades — Foto: Ana Arnt

Festival “Pint of Science” leva ciência para bares de 85 cidades — Foto: Ana Arnt

O festival Pint of Science chega a quinta edição no Brasil a partir da noite desta segunda-feira (20) com a proposta de falar sobre ciência em bares e aproximar o mundo da pesquisa das universidades da sociedade.

A versão brasileira foi iniciada em São Carlos (SP), em 2015, ocorre simultaneamente em 85 cidades, entre elas Araraquara, Rio Claro e, pela primeira vez, Araras, com temas que passam pela biologia, física, matemática, astronomia e saúde.

Os bate-papos científicos acontecerão nas noites de 20, 21 e 22 de maio, em sintonia com locais espalhados por 24 países.

Os pesquisadores vão conversar diretamente com o público e responder perguntas. Não há formalidades como inscrição ou emissão de certificados. Também não é preciso pagar entrada, apenas o que for consumido nos estabelecimentos que sediam o evento.

Começo em São Carlos

Palestras do Pint of Science falaram sobre biotecnologia e androides em São Carlos.Cidade foi a primeira a receber o festival no Brasil. — Foto: Fabiana Assis/G1

Palestras do Pint of Science falaram sobre biotecnologia e androides em São Carlos.Cidade foi a primeira a receber o festival no Brasil. — Foto: Fabiana Assis/G1

O Pint of Science é o maior festival de divulgação científica do mundo. Nascido em 2012, da iniciativa de dois pesquisadores ingleses do Imperial College que realizavam encontros em seus laboratórios acabou se espalhando pelo mundo.

O nome do evento se refere ao copo inglês comum para se beber cervejas, uma alusão aos bares e pubs onde são realizados os encontros.

O festival acontece ao longo de três dias consecutivos todo mês de maio e chegou ao Brasil como um projeto piloto na cidade de São Carlos, em 2015. Em 2016, foram sete municípios, em 2017 esteve em 22 cidades e em 2018, foram 56 participantes. Este ano, 85 cidades recebem o festival no Brasil.

A organização é feita toda por voluntários, muitos estudantes de pós-graduação e envolvidos com na área científica das melhores universidades do país com o objetivo de explicar para a população como a ciência funciona e suas novas descobertas.

Veja a programação nas cidades da região:

São Carlos

Programação Pint os Science de São Carlos — Foto: Divulgação

Programação Pint os Science de São Carlos — Foto: Divulgação

A cidade tem a programação mais extensa na região, com temas que vão desde as marcas deixadas pelos dinossauros até as pesquisas que vão para o espaço.

As palestras acontecem no ONOVOLAB, Mandala Chopp e La Casa Convivência, a partir das 19h30. Cada espaço vai abrigar um bate-papo por noite.

Segundo a organização, os títulos da maioria dos bate-papos têm um viés divertido, já que a ideia do festival é abordar pesquisas das mais diversas áreas do conhecimento de um jeito descontraído.

Para o coordenador do Pint of Science em São Carlos, professor Moacir Ponti, realizar uma iniciativa de divulgação científica em um local menos formal do que o meio acadêmico é positivo.

“O primeiro motivo é desmistificar a figura dos cientistas, mostrando que são pessoas de carne e osso, que trabalham para gerar conhecimento e formar recursos humanos. O segundo objetivo do Pint é mostrar à sociedade os conhecimentos que são gerados dentro das universidades e dos centros de pesquisa e como isso impacta a vida das pessoas.”

Ele acredita que o festival é de grande importância neste momento político. “Há uma necessidade urgente da sociedade brasileira em conhecer quais seriam os impactos de uma redução nos investimentos no ensino superior e na pesquisa científica”, afirmou Ponti.

Pint of Science tira a pesquisa da universidade e leva para bares  — Foto: Nilton Junior/DivulgaçãoPint of Science tira a pesquisa da universidade e leva para bares  — Foto: Nilton Junior/Divulgação

Pint of Science tira a pesquisa da universidade e leva para bares — Foto: Nilton Junior/Divulgação

Programação:

Segunda-feira

  • O matemágico de 0s(egundos) – Mágicas para despertar o interesse para as diferentes áreas da Matemática: lógica, aritmética, teoria dos números, geometria, topologia intuitiva e combinatória elementar. As atividades seduzem os participantes para o mundo da dedução, a partir de experimentos indutivos que causam dúvida e admiração.
  • Palestrante: Pedro Luiz Malagutti – professor há 35 anos e coordenador de programa de pós-graduação em ensino de ciências exatas da UFSCar, coordenador de provas da OBMEP, mágico amador que usa embustes matemáticos para ensinar conceitos básicos de matemática.
  • Local: Mandala
  • Einstein não morreu: do eclipse ao buraco negro – Se Albert Einstein pudesse vir ao Brasil, provavelmente visitaria a cidade de Sobral (CE). Essa hipótese baseia-se em evidências científicas: há 100 anos, durante um eclipse solar em Sobral, medidas astronômicas indicaram um fenômeno que Einstein previu em sua teoria da relatividade geral.
  • Palestrante: Nelson Studart – doutor em Física pela USP, com pós-doutorado em Harvard. Foi professor da UFSCar por 38 anos e, desde 2014, é professor visitante da UFABC.
  • Local: La Casa Convivência
  • A ciência em campo: na vibe das AgriTechs – Tem ciência, inovação, mudanças no mundo rural e novas oportunidades para empreendedores.
  • Convidadas: Anielle Coelho Ranulfi – líder de pesquisa na empresa Brasil Agritest e doutora pela USP; Débora Marcondes Bastos Pereira – pesquisadora da Embrapa, doutora em Física pela USP e titular de nove patentes; Patricia Menezes Santos – doutora em Ciências pela USP, pesquisadora da Embrapa, docente do curso de pós-graduação da USP.
  • Local: ONOVOLAB

Terça-feira (21)

  • O mito da criatividade: nem Freud explica – Basta um estalo iluminado – o famoso insight – para produzirmos algo criativo? A criatividade é exclusividade dos artistas e a humanidade pode ser dividida entre quem nasceu com esse dom e quem não nasceu? O bate-papo apresenta pesquisas na área da psicologia que buscam responder essas questões.
  • Convidada: Patrícia Waltz Schelini – professora dos cursos de graduação e pós-graduação em Psicologia da UFSCar, pós-doutora em Psicologia.
  • Local: ONOVOLAB
  • A tabelinha que deu certo – Os 118 elementos químicos conhecidos hoje formam a tabela periódica, que completa 150 anos de descoberta.
  • Convidados: André Farias de Moura – bacharel em química pela USP e doutor em ciências na UFSCar, onde é professor; Marilia Sonego – engenheira de materiais pela UFSCar, onde também defendeu mestrado e atualmente é doutoranda.
  • Local: Mandala
  • Encontro marcado: como lidar com a morte – Bate-papo sobre qualidade de vida e de morte. O diagnóstico de uma doença que ameaça a vida pode ser assustador e, muitas vezes, o paciente e a família não sabem a quem recorrer. No fim do ano passado, o Ministério da Saúde normatizou a oferta de cuidados paliativos no SUS.
  • Convidados: Esther Ferreira – médica pediatra e reumatologista pediátrica pela Unesp; doutora em Medicina pelo Programa de Pós-Graduação em Anestesiologia da Unesp; professora e orientadora da Liga Acadêmica de Terapia Antálgica e Cuidados Paliativos da UFSCar;Nichollas Martins – Doutor em Psicologia pela USP; Tatiana Barbieri Bombarda – terapeuta ocupacional formada pela USC, em Bauru, professora e doutoranda da UFSCar.
  • Local: La Casa Convivência

Quarta-feira (22)

  • Apertem os cintos, o cientista de dados sumiu – Dados são coletados e armazenados massivamente por empresas, instituições e governos. Utilizá-los para obter informações valiosas é a tarefa do cientista de dados. Nesse bate-papo, descubra porque esses profissionais são escassos, o risco da população estar sendo vigiada e um sistema para aprimorar as decisões na área da saúde.
  • Convidados: Luis Gustavo Nonato – professor da USP. Atuou como professor visitante no Center for Data Science da New York University, USA, e no Scientific Computing and Imaging Institute, University of Utah, Salt Lake City, USA; Moacir Antonelli Ponti – professor no ICMC/USP, atuou como pesquisador visitante no Centre for Vision, Speech and Signal Processing (CVSSP), University of Surrey.
  • Local: Mandala
  • No meio do caminho tinha uma pegada fóssil – Em 1911 foram descobertas em São Carlos as primeiras pegadas fósseis da América Latina. Até hoje é possível encontrar nas calçadas da cidade muitas dessas pegadas, de invertebrados a dinossauros que andaram pela região há mais de 135 milhões de anos. Esses vestígios devem ser conhecido e preservados, pois contam a história da vida e do ambiente em uma época pouco conhecida para o Brasil.
  • Convidados: Aline Marcele Ghilardi – criadora e co-diretora da rede de divulgação científica ‘Colecionadores de Ossos’ (Science Blogs e Vlogs Brasil), é mestre em Ecologia e Recursos Naturais pela UFSCar e doutora em Geologia pela UFRJ. Atuou como professora de Paleontologia e Geologia na UFPE. Atualmente, realiza pós-doutorado na UFSCar; Marcelo Adorna Fernandes – mestre em Ecologia e Recursos Naturais pela UFSCar, doutor em Geologia/Paleontologia pela UFRJ, coordenador do grupo de pesquisa Paleoecologia e Paleoicnologia do CNPq.
  • Local: La Casa Convivência
  • Quando o ensino vai para o espaço – O que há em comum entre uma escola municipal de educação especial de Diadema e uma escola particular de ensino fundamental de São Carlos? Ambas foram inspiradas pela ciência espacial e reconhecem a importância de, literalmente, enviar os experimentos de seus alunos para o espaço. Espalhar essa experiência para 1 milhão de alunos nos próximos dois anos é um dos desafios da Missão Garatéa.
  • Convidados: Ana Paula Guedes – especializada em educação de surdos e em psicopedagogia, coordenadora pedagógica da EMEE Olga Benário Prestes, em Diadema; Lucas Fonseca – mestre em engenharia de sistemas espaciais pelo Instituto Superior de Aeronáutica e Espaço, em Toulouse, França. Considerado como um dos 35 jovens abaixo de 35 anos que estão revolucionando a relação da humanidade com o espaço, é pioneiro na divulgação do empreendedorismo espacial no Brasil, trabalhou na missão Rosetta, sendo o único brasileiro a participar do inédito pouso de uma sonda em um cometa. É diretor da Missão Garatéa, tentativa brasileira de enviar uma sonda para Lua; Tarso Daniel Pinto – professor de ensino fundamental e médio de biologia e matemática.
  • Local: ONOVOLAB

Araraquara

A cidade recebe o festival pelo terceiro ano. As conversas acontecem das 19h30 às 21h, na Cervejaria Avenida 42 (R. Comendador Pedro Morganti, 3.575) e no Villa’s Bar & Choperia (Rua Humaitá, 1.149).

De acordo com a coordenadora Vivian França, os temas das conversas são voltados à influência da ciência no cotidiano.

“Procuramos focar em temas atuais que mais afetam o dia a dia das pessoas, sem que percebam ou sem que se deem conta de que se trata de ciência”, explicou.

Segunda

Cogumelos — Foto: Reprodução/TV GloboCogumelos — Foto: Reprodução/TV Globo

Cogumelos — Foto: Reprodução/TV Globo

  • Anjos ou demônios? Produtos naturais de plantas e fungos – Plantas e micro-organismos são utilizados há séculos pelos humanos de diversas formas, indo desde a alimentação in natura até produção de moléculas para aplicação em tratamentos médicos ou aplicações biotecnológicas.
  • Convidado: Ian Castro-Gamboa – professor da Unesp, graduado em Química Orgânica na Universidad de Costa Rica e doutor em Química Orgânica pela UFSCar.
  • Local: Cervejaria Avenida 42
  • Fato ou fake? O efeito da (des)informação na vida das pessoas – o bate-papo trata sobre os desafios contemporâneos relacionados às fake news, amplamente disseminadas pelas novas mídias sociais digitais e, principalmente, suas implicações para a qualidade de vida.
  • Convidada: Sylvia Iasulaitis – professora e pesquisadora da UFSCar, especialista em internet e novas mídias sociais digitais.
  • Local: Villa’s Bar & Choperia

Terça

  • A ciência nossa de cada dia – Uma das principais características da civilização moderna é o extraordinário desenvolvimento da pesquisa científica. Vivemos em um modelo de sociedade completamente dependente de ciência e tecnologia. Contudo, muitas vezes as pseudociências podem prejudicar a vida de todos e também o planeta.
  • Convidados: Denis Ricardo Martins de Godoi – doutor em Química pela Unesp, onde é professor e tem três pós-doutorados; Rodrigo Fernando Costa Marques – professor da Unesp,onde se formou e fez mestrado. É doutor em Físico-Química pela Universidade de York, na Inglaterra.
  • Local: Cervejaria Avenida 42

Corantes naturais  — Foto: Industry of all nationsCorantes naturais  — Foto: Industry of all nations

Corantes naturais — Foto: Industry of all nations

  • A química pouco colorida dos corantes – É importante saber como o uso e descartes de corantes contribuem para a contaminação ambiental e são fatores de sérios riscos à flora, fauna e à saúde dos organismos. A pesquisa avalia a ocorrência destes poluentes, sua toxicidade e métodos modernos para tratamento de efluentes para devolver à natureza a água de boa qualidade.
  • Convidada: Valnice Boldrin – doutora em Ciências Químicas pela USP, professora da Unesp.
  • Local: Villa’s Bar & Choperia

Quarta

  • A revolução das máquinas biológicas – A Biologia Sintética consiste no uso de bioinformática e técnicas de engenharia genética e bioquímica para criar organismos artificiais. O bate-papo vai enfocar esse potencial para gerar novos produtos, espacialmente na área farmacêutica.
  • Convidada: Danielle B. Pedrolli – professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp em Araraquara é formada em Ciências Biológicas, com mestrado e doutorado em Microbiologia Aplicada pela Unesp. Fez doutorado sanduíche na Universidade de Ciências Aplicadas de Mannheim, na Alemanha.
  • Local: Villa’s Bar & Choperia
  • Os desafios da educação inclusiva no Brasil – abordará conceitos filosóficos e traçará aproximações com o diagnóstico de um paradigma educacional pautado em pressupostos que concebem a educação escolar como um privilégio e abordará como o conhecimento da neurociência contribui para o processo ensino-aprendizagem.
  • Convidados: Amadeu Moura Bego – doutor em Educação para a Ciência pela Unesp, com pós-doutorado na USP. Em 2016 recebeu o prêmio Professor Rubens Murillo Marques da Fundação Carlos Chagas como melhor experiência educativa inovadora para formação de professores; Camila Linhares Taxini – graduada e doutora pela Unesp.
  • Local: Cervejaria Avenida 42

Rio Claro

O evento ocorrerá em dois estabelecimentos: Fritz (R. Dois, 874) e Chopp & Cia (Av. 29, 612 – Cidade Jardim), a partir das 19h30.

Segunda-feira (20)

Palestra do Pint of Science em Rio Claro aborda as muitas utilidades os insetos.  — Foto: Museu Nacional/UFRJ/DivulgaçãoPalestra do Pint of Science em Rio Claro aborda as muitas utilidades os insetos.  — Foto: Museu Nacional/UFRJ/Divulgação

Palestra do Pint of Science em Rio Claro aborda as muitas utilidades os insetos. — Foto: Museu Nacional/UFRJ/Divulgação

  • As múltiplas utilidades dos insetos – Os insetos representam o maior grupo de animais em nosso planeta e, apesar de termos muitas espécies consideradas como prejudiciais/ pragas, existem os chamados insetos úteis.
  • Convidado: Claudio José Von Zuben – diretor do Instituto de Biociências da Unesp e docente no departamento de Zoologia da Unesp.
  • Local: Chopp & Cia
  • Uma introdução à teoria do caos e fractais – aborda o conceito de caos que surge como uma consequência natural da dinâmica não linear em diversos sistemas da natureza e apresenta alguns dos elementos essenciais para seu estudo e sua caracterização.
  • Convidado: Edson Denis Leonel – vice-diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp ded Rio Claro e professor titular do departamento de Física.
  • Local: Fritz

Terça-feira (21)

Simulação de como funciona um buraco negro visto à distância no espaço.  — Foto: Divulgação - ALMA ObservatorySimulação de como funciona um buraco negro visto à distância no espaço.  — Foto: Divulgação - ALMA Observatory

Simulação de como funciona um buraco negro visto à distância no espaço. — Foto: Divulgação – ALMA Observatory

  • Dos buracos negros à supercondutividade – um paralelo entre o passado remoto com a astronomia do presente e do futuro a partir da história de renomados cientistas que desbravaram uma física e uma astronomia muito ricas e ajudaram a conhecer como é o Sistema Solar e o Universo.
  • Convidado: Luiz Antonio Barreiro – docente no departamento de Física da Unesp.
  • Local: Chopp & Cia
  • Uma visão geral da Astronomia: das Épocas Remotas à Era Espacial – Como as dualidades emergentes nas teorias de supercordas podem modelar supercondutores através da geometria do espaço-tempo de um buraco negro.
  • Convidado: Nelson Callegari Jr. – docente no departamento de Estatística, Matemática Aplicada e Computação da Unesp.
  • Local: Fritz

Quarta-feira (22)

Macacos ajudam a dispersar sementes — Foto: Gramazoo/Divulgação

Macacos ajudam a dispersar sementes — Foto: Gramazoo/Divulgação

  • Queridos macacos, jardineiros das nossas florestas… – uma explicação de como e por que são estudados os primatas e a importância deles no ecossistema, principalmente na regeneração das florestas via a dispersão de sementes. O que pode ser feito para a conservação de muitas espécies estão ameaçadas e a problemática da febre amarela e como essa doença afeta os primatas diretamente e indiretamente.
  • Convidado: Laurence Culot – docente no departamento de Zoologia da Unesp.
  • Local: Chopp & Cia
  • 30 milhões de anos que transformaram o planeta: surgimento dos primeiros animais e impacto no Sistema Terra – a origem e a evolução dos animais, a geobiologia e a paleontologia de uma fase geológica crítica e fundamental para a vida denominada Precambriano.
  • Convidado: Lucas Veríssimo Warren – docente no Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp
  • Local: Fritz

Araras

O Pint of Science acontece pela primeira vez em Araras. A iniciativa tem organização do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Os eventos serão realizados das 19h às 21h, concomitantemente em dois bares da cidade: Cevada Express Araras (Avenida Melvin Jones, 1121, Jardim Nossa Senhora de Fátima) e Rota 330 Street bar (Rua Frederico Ruegger, 261, Jardim Cândida).

Segunda-feira

Polinizadoras, as abelhas são essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas — Foto: Sidney Cardoso/VC no TG

Polinizadoras, as abelhas são essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas — Foto: Sidney Cardoso/VC no TG

  • A biodiversidade de abelhas no Brasil – as abelhas, sua importância como polinizadores e seu possível desaparecimento vem ganhando destaque na mídia mundial. O Brasil, como detentor da maior biodiversidade de abelhas do mundo, precisa discutir o assunto e buscar soluções para a sua conservação.
  • Convidados : Roberta Nocelli – doutora em Biologia Celular e Molecular, professora da UFSCar, membro do ICPPR e coordenadora do grupo de trabalho para o desenvolvimento de métodos de estudos ecotoxicológicos para abelhas sem ferrão e Osmar Malaspina, professor da Unesp.
  • Local: Cevada Express Araras
  • Astronomia: de onde viemos e o que sabemos? – bate-papo sobre astronomia, com pontos importantes na história da humanidade e que levaram ao entendimento atual do universo, e sobre as recentes descobertas.
  • Convidados: Alexandre Colato – bacharel e mestre em Física pela UFSCar e doutor pela USP, interessado em interligar diferentes áreas de pesquisa, como física, matemática, computação, biologia, agronomia, usando a modelagem de sistemas como denominador comum; João Teles de Carvalho Neto, graduado em Física pela Unicamp e mestre e doutor em Física Aplicada pela USP, com pós-doutorado na Université Paris Sud XI, Orsay, França.
  • Local: Rota 330 Street Bar

Terça

  • A ciência desenvolvida por mulheres – duas pesquisadoras da UFSCar de Araras contarão sobre suas áreas de estudos: a ressonância magnética funcional e a microbiologia da fermentação alcoólica.
  • Convidadas: Helka Fabbri Broggian Ozelo – graduada, mestre e doutora em Física. Atua na pesquisa de Física Médica, mais especificamente no desenvolvimento de técnicas de análise em Ressonância Magnética Funcional (RMf), que tem como objetivo a investigação do funcionamento cerebral por meio de imagens; e Sandra Regina Ceccato Antonini, biológa, com mestrado e doutorado em Microbiologia Aplicada pela Unesp de Rio Claro. É professora da UFSCar e membro da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), assessorando as decisões sobre liberação de organismos transgênicos.
  • Local: Rota 330 Street Bar
  • Afinal, o que é ciência? – a palavra “ciência” desperta inúmeras imagens: as equações de Einstein representadas num quadro negro, um cientista de jaleco branco cercado de microscópios com dados a serem analisados, um naturalista numa floresta tropical, provetas com soluções borbulhantes. Entretanto, nenhuma oferece uma visão completa do que é ciência, porque ela é multifacetada, empolgante, útil e não se faz sem parceria.
  • Convidadas: Maíra Felonato, professora da Uniararas, graduada em Biomedicina pela Uniara e mestre em Imunologia pela USP; e Roseli Rodrigues de Mello, professora titular da UFSCar que fundou e coordenadora o Núcleo de Investigação e Ação Social e Educativa (Niase) no qual pesquisa temas ligados à transformação social e melhoria da qualidade de vida da população por meio da educação.
  • Local: Cevada Express

Quarta

  • Agricultura e adaptação a mudanças do clima – Para o agricultor não dá para fingir que nada está acontecendo em relação às mudanças climáticas e que ele pode continuar fazendo agricultura como seus antepassados. Mas não existe receita de bolo porque o Brasil é um ambiente multifacetado e os produtores rurais possuem diferentes formações, culturas, capacidade financeira e vocação.
  • Convidada: Maria Leonor Ribeiro Casimiro Lopes Assad – professora aposentada da UFSCar, onde atuou nos na pós-graduação em Agricultura e Ambiente e em Agroecologia e Desenvolvimento Rural. É formada em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Viçosa e doutora pela Universidade de Montpellier II, na França.
  • Local: Rota 330 Street Bar

 Acelerador de partículas do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas — Foto: Divulgação/CNPEM Acelerador de partículas do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas — Foto: Divulgação/CNPEM

Acelerador de partículas do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas — Foto: Divulgação/CNPEM

  • Para que serve um acelerador de partículas? – Em Campinas, no CNPEM, existe um acelerador em operação desde 1997, o UVX, que foi o primeiro a ser construído no hemisfério Sul. Desde 2014, está em andamento a construção do Sirius, que será o acelerador mais avançado do mundo e abrirá novas fronteiras para estudos em várias áreas do conhecimento, como saúde, agricultura, arqueologia e ciência dos materiais.
  • Convidada: Ana Carolina de Mattos Zeri, formada em Física pela USP São Carlos, pós-graduada em Química e Biofísica nos EUA, desde 2006 integra o time de pesquisadores do CNPEM, onde atualmente trabalha na construção das linhas de luz do Sirius.
  • Local: Cevada Express