4° CIMES: Instituições financeiras apresentam linhas de créditos para o setor da saúde

Publicado em 18/03/2016
ABIMO em Março/2016

 

Os financiamentos oferecidos por instituições financeiras às empresas são, muitas vezes, a forma mais requisitada por empresários para aumentarem suas produções e inovar. Para apontar os caminhos das pedras nessa busca por crédito, o segundo dia do 4° Congresso em Inovação de Materiais e Equipamentos para a Saúde (CIMES),contou com o painel “Financiamento à Inovação”, com apresentações do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), da agência de fomento Desenvolve SP, da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), e da EMPRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial).

“Financiamento para inovação é uma das bases para o desenvolvimento das empresas, principalmente as pequenas e médias. Precisa-se ter apoio para que as ideias inovadoras sejam transformadas em produtos e disponibilizadas no mercado. As agências de fomento têm que ser parceiras e apoiarem as empresas atentas às suas demandas”, comentou o presidente do SINAEMO (Sindicato da Indústria de Artigos e Equipamentos Odontológicos, Médicos e Hospitalares do Estado de São Paulo) e coordenador titular do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria / Saúde e Biotecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Ruy Baumer.

Inovação pode ser o diferencial necessário para as empresas sobreviverem em tempos de crise. No Brasil, aproximadamente 40% do que é consumido em termos de produtos e materiais para a saúde vêm de fora. “A saída é buscar por soluções que tragam inovação a um preço acessível”, afirma o gerente do BNDES, João Paulo Pieroni. “Nosso foco é financiar projetos de empresas com faturamentos de até R$ 90 milhões por ano”, disse Pieroni, demonstrando o foco do banco junto às micro, pequenas e médias empresas, através do programa MPME Inovadora. “A indústria brasileira tem espaço para ser competitiva em diversos segmentos da saúde, como nas áreas de diagnósticos por imagem, diagnósticos in vitro, implantes, odontologia e eletromédicos”, continuou Pieroni, lembrando que “para os projetos serem financiados pelo BNDES é imprescindível que o produto atenda a necessidades específicas do País”.

O principal programa do BNDES para a área da Saúde é o Profarma, criado em 2004 com orçamento de R$ 5 bilhões, voltado para inovação, pesquisa e desenvolvimento em fármacos e medicamentos. O banco também disponibiliza outras linhas de créditos, como o Fundo Criatec, capital de risco, BNDES Par, MPME Inovadora, BNDES Finame e Exportação (Exim).

Para adquirir financiamento através do MPME Inovadora a empresa precisa preencher ao menos um dos seguintes requisitos: estar apoiada em programas de inovação do governo ou tecnológicos do Cartão BNDES; ser uma empresa incubadora ou recentemente graduada em incubadoras tecnológicas; possuir patente concedida ou depositada nos últimos dois anos; ter investimento com foco em inovação. O BNDES pode financiar até 90% de todo o custeio com a produção voltada à inovação.

Os fundos Criatec 1 e 2 – outra modalidade de crédito – pretendem fomentar a inovação de 72 empresas nacionais nos próximos cinco anos, com aporte financeiro na ordem de R$ 400 milhões. “A saída para ampliar a competitividade das empresas está na inovação tecnológica no aumento de escala do porte das empresas e uma estratégia maior de internacionalização, seja por meio de parcerias internacionais, seja por exportação”, afirmou o gerente.

Finep, Desenvolve SP e Embrapii

Agências de fomento também apresentaram linhas de créditos para o empresário do setor da saúde. O Finep auxilia o apoio à inovação desde a pesquisa criando estruturas em universidades e institutos de pesquisas até a introdução da inovação no mercado, em um ambiente onde prevaleça as empresas de menor porte. “A subvenção econômica é um típico instrumento operacionalizado pela Finep, e que pode ser importante para o desenvolvimento da inovação no nascedouro das ideias”, pontua o diretor da financiadora, Elias Ramos de Souza.

Em sua apresentação, Souza destacou o programa de crédito Inova Empresa, que já disponibilizou aportes da ordem de R$ 32,9 bilhões, sendo que para a modalidade Inova Saúde Equipamentos, foram mais R$ 50 milhões de contratos de créditos, e outros R$ 30 milhões em contratação de subvenção.

Elias Souza também destacou o programa de incentivos a startups, o Inova Startup, que visa auxiliar, com linhas de créditose possui aportes da ordem de R$ 30 milhões.

Já a Embrapii apresentouseus financiamentos feitos através de parcerias com instituições voltadas ao fomento tecnológico. Ao empresário que queira incrementar seu parque tecnológico, neste caso, precisa recorrer a alguma das 12 parceiras da Embrapii e seguir com suas demandas e solicitações. “Visamos levar menor risco e custo às empresas, aumentar a complexidade do desenvolvimento tecnológico com nossas parcerias com instituições acadêmicas, além de oferecer maior agilidade e flexibilidade”, comentou o diretor da empresa de pesquisa de inovação, José Luiz Gordon.

As instituições parceiras são: Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pesquisa de Engenharia- COPPE/UFRJ; Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA); Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI); Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM); Laboratório de Metalurgia Física da Escola de Engenharia (UFGRS); POLO – Laboratórios de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica (UFSC); ISI – Engenharia de Polímeros (SENAI); Centro de Energia Elétrica e Informática (UFCG); Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (LACTEC); SENAI/CIMATEC; Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT); e Instituto Nacional de Tecnologia (INT).

Também presente ao painel de debates, o diretor da Desenvolve-SP, Álvaro Sedlacek, mostrou aos empresários presentes as linhas de créditos disponíveis na agência para projetos voltados à inovação na área da Saúde, com recursos disponíveis para pesquisa e desenvolvimento tecnológicos nos diagnósticos e tratamentos de doenças, introdução de novos produtos ou serviços, equipamentos médicos, investimentos em infraestrutura, inovação organizacional e aperfeiçoamento de tecnologia existente.

As linhas de créditos disponíveis são: Inovacred, Inovacred Expresso e MPMP Inovadora, este em parceria com o BNDES.

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